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Tempo de mãe

"Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas"
Caetano Veloso

"Sempre tive o desejo de doar leite materno. Amamentei meus três filhos, mas
apenas no último eu consegui descobrir o contato do banco de leite humano,
em Belo Horizonte. A campanha para doação tem como garoto propaganda Rogério
Flausino, vocalista do Jota Quest, sua mulher e filho. Apesar de ser uma
campanha muito bem estruturada, feita pelo Ministério da Saúde, ainda assim
muitas mães não sabem qual o procedimento e pré-requisitos para que possa
doar o leite excedente. Descobri o banco de leite da maternidade Odete
Valadares. Liguei para lá, eles me pediram alguns dados e pronto! Marcaram o
dia da visita a minha casa para poder me passar os frascos esterilizados, a
máscara e a touca para coleta e as instruões. Começou aí um processo de
autoconhecimento, de superação física e emocional e de extrema valorização
da vida humana. A cada ordenha percebi que um simples gesto pode fazer uma
enorme diferença para muitas crianças e suas famílias. Eu que já amamentei
três crianças, nunca imaginei que poderia produzir um alimento tão essencial
para a recuperação de bebês em estado clínico grave. Como? Eu que tantas
vezes fiquei brava porque o leite que vazava do meu peito sujava minhas
roupas, me molhava toda. Eu que tantas vezes precisei entrar debaixo do
chuveiro e tentar tirar o leite excedente que estava empedrando e me dando
muitas dores. Como pude jogar fora aquilo que poderia salvar vidas? Confesso
que a ordenha me deixa cansada, já que só posso fazer isso com tranqüilidade
depois que meus três filhos dormem. Não tem problema. A alma alimenta o
corpo com uma força de vontade imensurável. Durmo mais tranqüila, mais
inteira. Mas a ordenha é meu único trabalho. A equipe do banco de leite me
visita a cada 15 dias e me entrega tudo prontinho. É fácil, gratificante e
emocionante."

Banco de Leite do Hospital Odete Valadares - tel: 3337-5678 ou 3298-6008

Este depoimento foi escrito por uma amiga querida, a Angélica Hodge, uma doida mãe de três filhos lindos! E, além disso, dona da ótima Supra Comunicação.

E confesso que este era um dos meus sonhos. Quando engravidei, achei que amamentar seria fácil, simples e lindo como é nas propagandas de televisão - na "minha época" era a Cássia Kiss quem aparecia e eu não me esqueço.
Só que para mim não foi simples, nem fácil, nem lindo. A minha filha não ganhava peso, chorava horas e eu não sabia porque, ficava no peito às vezes por uma hora e meia e não engordava nunca. Aí descobri que a única explicação é que tenho pouco leite. Não é ruim, não é problema com a qualidade, é a quantidade mesmo. É pouca. Nunca tive leite vazando, empedrando, me incomodando. Uma única vez consegui encher um vidro de café solúvel e fiquei numa alegria imensa. Mas só consegui isso depois de descobrir com a minha sócia de blog um remédio homeopático milagroso.
Então, a minha filha mamou em mim exclusivamente até os 15 dias e depois teve complemento. Com dois meses, com o remédio, ela voltou só para o peito e ficou até os quatro meses, quando tive que trabalhar de novo. Depois, naturalmente, com sete meses, ela não quis mais.
E o desmame foi sem sofrimento para mim e, aparentemente, para ela também.

Mas como é bom saber que muitas vezes é fácil e lindo e simples. E é tão fácil doar também. Pra que jogar fora?

Postado por Leticia

Atualizado em 14/01/2010 - 16:55:00
O post anterior me lembrou de uma dívida com o colega Daniel Silveira, que bem poderia se chamar "Convivendo com as semlehanças", sobre a ansiedade.

Daniel, ainda não consegui desenvolver, até porque passo pelo mesmo problema.

Só posso te falar que eu não aviso nada - festa, férias, aniversário, passeio, viagem, com mais de cinco minutos de antecedência porque simplesmente não consigo segurar a ansiedade dela depois. Em TODAS as viagens que fizemos até hoje, ela perdeu o sono na noite anterior. Comecei até a arrumar malas escondido dela, olha o vexame!
Vou tentar, viu?

Postado por Leticia
Atualizado em 30/12/2009 - 21:39:00

Pra mim, uma das maiores dificuldades da maternidade tem sido aprender a conviver com as diferenças. Explico: eu fui uma criança que não quebrava brinquedos, não estragava roupas, meu material escolar chegava impecável ao final do ano.

Agora, com 3 anos, já é fácil perceber uns traços claros de personalidade. E minha filha é exatamente o contrário. Parece que ela tem um "monstro destruidor" dentro dela. Tudo quebra, tudo estraga. E tudo isso me irrita profundamente.

Tentei de maneiras mais tranquilas, conversando, falando que ela ia ficar sem o brinquedo, tentando explicar o valor das coisas, e vários outros.

Em um estilo bem radical, decidi que tudo que ela estragar vai para o "lixo". Pego, abro a lixeira, jogo lá na frente dela, tudo com "requintes de crueldade". E tem funcionado, as coisas andam durando mais.

Uma "galocha da Moranguinho" que ela adora, foi para o lixo. Dentro do carro, do nada, ela arrancou uns moranguinhos que vêm pendurados na tal bota. Mas, diante da chuva que não para de cair em Belo Horizonte, resolvi que o lixeiro devolveu a bota, desde que ela se comportasse. Não durou cinco minutos! Foi só eu me virar que ela pegou uma fixa de cabelo e esticou nos braços, relaxando a coitada toda.
Não tive dúvidas. Peguei a faixa e joguei no lixo. Ela chorou muito, sentida mesmo. O que eu fiquei pensando é que ela pode ter pensado que o castigo acabou. Mas não acabou. Sigo assim até que fique tudo um pouco mais calmo.

Alguém tem outra sugestão?

Postado por Leticia

Atualizado em 29/12/2009 - 21:47:00

Hoje, nos preparativos para o Natal, fiquei meio saudosa. Tudo bem que não estou preparando muita coisa, porque n]ao tem festa aqui em casa, mas fiquei.
Lembrei que apesar de ter acabado de completar 3 anos, já é o quarto Natal da minha filha, porque ela nasceu em novembro de 2006.
No primeiro, ela tinha 40 dias e eu ainda estava meio desesperada. Fui para a casa de uma tia, liguei a babá eletrônica e confesso que não relaxei muito.
No segundo, ela já entendia um pouco, mas não ligava as coisas, que teria presentes, que o Papai Noel traz e tal. Mas já aproveitou bem mais. Só não tirou foto com o bom velhinho. Morreu de medo.
No terceiro Natal, no ano passado, ela já curtiu. Enlouqueceu com as decorações, tirou foto com o Papai Noel e adorou acordar no dia 25 e encontrar uma boneca cheia de coisinhas no pé da árvore.
Esse ano, ela me assustou quando falou dentro do carro, no caminho da escola "tem que falar com o Papai Noel para ir no shopping comprar meu presente, né?" Me toquei que nunca tinha contado nenhuma historinha pra ela, de "como as coisas funcionam". Sei que há quem seja contra, mas não vejo nada demais em acreditar no Papai Noel, com tudo que tem direito.
Aí falei que ele não compra, que tem uma fábrica de brinquedos no polo norte, que os velhinhos dos shoppings são ajudantes dele, que passam o recado com o que a criança quer ganhar e blá, blá, blá.

E essa semana ela me surpreendeu pedindo para escrever uma carta. E pediu, além da bicicleta que já vinha pedindo, "uma baleia que espirra água".
A bicicleta estará aos pés da árvore amanhã, mas a baleia não vem não. Será que a decepção vai ser muito grande?

Postado por Leticia

Atualizado em 24/12/2009 - 17:51:00

A minha filha foi com a dela hoje para a escola. Mas a partir de agora, vou ficar de olho! A notícia é da Folha On Line.

Escolas particulares de São Paulo têm recomendado aos pais que não mandem seus filhos para as aulas usando as sandálias Crocs, verdadeira febre entre as crianças. Os colégios acreditam que o sapato pode causar tropeços e quedas porque o solado feito de croslite (uma resina de alta aderência) segura o pé no chão quando a criança corre. O calçado também é folgado, o que pode desequilibrar.

As Crocs foram criadas no Colorado (EUA) para serem usadas em barcos justamente devido à sola antiderrapante.

Não existem dados médicos que comprovem os acidentes. Mas as escolas observaram que a frequência de tropeços no recreio aumentou após a moda das Crocs.

Postado por Leticia

Atualizado em 19/10/2009 - 16:42:00
Pequenos ou grandes, nossos filhos não deixam de nos assustar nunca. Ou os amigos deles. Ou qualquer criança com idade parecida com a dos nossos filhos.

Com a colaboração de colegas da redação:
- Da Ana Paula: hoje ela viu uma criança de três anos pedindo uma Coca para o pai. Ela acha - e eu concordo - que já não é uma idade muito boa para já tomar refrigerante, apesar de saber das dificuldades de segurar algumas coisas. A minha filha faz três anos em novembro e ainda não toma, mas porque ela experimentou uma vez, depois de pedir daquela maneira chata que só criança sabe, e não gostou.
Mas como se não bastasse, a menininha falou: "mas é coca zero, viu?"
Como assim? Adoçante, para uma criança?

- Do Lauri: "fui pegar minha filha de 15 anos na escola, levei o cachorrinho na coleira e tudo. Chegando lá, vejo minha filha saindo. Chega um rapazinho perto e dá um beijo na boca dela!"
É, Lauri, chega uma hora que não tem jeito.
Aí, ele ligou para o celular dela, que disse "estar descendo". Só aí ele contou que estava logo ali ao lado. Quando viu o pai, imagina como ficou, hein?

Postado por Leticia 
Atualizado em 02/10/2009 - 19:10:00
Atrasadinha, eu sei. Mas não tinha jeito de não comentar. Suri Cruise, filha dos astros de Hollywood, Tom Cruise e Katie Holmes, considerada o "ícone da moda infantil", porque está sempre com os modelinhos mais lindos do mundo, apareceu outro dia com um sapatinho de salto.
Não. Não. Mil vezes não.
Eu não consigo entender nem como a indústria é autorizada a fazer esse tipo de coisa. Salto faz mal até pra adulto, isso é praticamente unanimidade entre os ortopedistas, tira a coluna do 'prumo', digamos assim. E quem dirá o que faz com aquelas coluninhas que não param de crescer, que ainda estão se formando.
Realmente fico indignada quando vejo esses sapatos nas lojas. Sei que não vou me livrar dos pedidos da minha filha daqui um tempo, principalmente se ela tiver coleguinhas que usem.
Mas este é um princípio básico e pronto na minha cabeça. De maneira alguma, se eu conseguir, antes dos 15, pelo menos.

Olha a foto aí em cima. Ela é realmente fofa, mas não precisa disso!



Postado por Leticia
Atualizado em 30/09/2009 - 16:06:00
 

A profissão de parteira tradicional pode ser regulamentada pela Câmara dos  Deputados amanhã (27.8). As comissões de Legislação Participativa; e de Seguridade Social e Família realizam nesta quinta-feira (27) uma audiência pública para debater o tema, que está previsto no Projeto de Lei 7531/06. 

Foram convidados para discutir a proposta a coordenadora da Câmara de Regulação do Trabalho em Saúde, do Ministério da Saúde, Maria Helena Machado; o diretor do Hospital de Maués (AM), Silvio Alves da Silva; a representante do Grupo Curumin de Recife, Ana Paula de Andrade Lima Viana; a parteira Lucia Carvalho; e representantes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira (AMB).

Atualizado em 26/08/2009 - 14:08:00

Parece que por problemas com a chuva que atingiu BH, minha casa ficou sem luz da madrugada até 9 da manhã. Minha filha de dois anos acordou e queria ligar a televisão. Como explicar para ela que estávamos sem luz? Segue diálogo:
- Eu quero ver TV
- Nós estamos sem luz
- É só ligar, ué
- Não dá, a televisão não liga porque não tem luz
- Pega o controle remoto e liga a televisão
- Pode pegar e tentar, não vai funcionar
- Se aqui na sala não tem luz, quero ver TV no seu quarto
- Lá também não tem
- É só acender... (blá, blá, blá)

Eu não sabia mais o que fazer, quando o pai falou lá do quarto:
- A luz está estragada, não vai funcionar.
- Ah, então taá, papai. Quando você acordar, você conserta?

A Cemig resolveu nosso problema antes que ele acordasse e ela saiu pulando pela casa comemorando que "a luz acendeu sozinha".

Postado por Leticia
 

Atualizado em 24/08/2009 - 15:58:00
No último fim de semana, acordei ouvindo o diálogo da minha filha com o pai. E ela falava "papai, compra pra mim um i pod?" E falando direitinho "ai pódi". E ainda disse que queria um rosa, da Hello Kitty. E também que era para "colocar as minhas músicas de criança".
Ela só tem dois anos! O que vai pedir quando tiver 8, 12?

Não ganhou, nem vai ganhar tão cedo.

Postado por Leticia
Atualizado em 20/08/2009 - 13:05:00



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