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Cristina Moreno de Castro
23 de Março - Quinta-feira - 08:00

De cara, já confesso minha ignorância: nunca tinha ouvido falar do coletivo cubano Los Carpinteros.

Nem mesmo tinha lido na imprensa sobre a exposição que está no CCBB desde o início de fevereiro.

Foi por acaso, ao decidir mostrar o lado turístico de Beagá para a amiga carioca que estava hospedada em casa, que fui parar nesta exposição interessantíssima que mistura carpintaria, arquitetura e design.

Lá, vi violões simulando as fases da lua, vi outros instrumentos musicais derretendo, vi referências políticas, frases bem-humoradas, duas camas de solteiro entrelaçadas como se fossem um viaduto, e mais uma porção de objetos reinventados de maneira, acima de tudo, irreverente. Mas também imaginativa e instigante. Em tempos de tanto mau humor, achei essa exposição cheia de um frescor muito bem-vindo.

Aí estão algumas poucas fotos que fizemos durante o percurso de uma hora:

CLIQUE AQUI para ver as fotos da galeria em tamanho real.

Quer saber mais sobre Los Carpinteros? CLIQUE AQUI e boa leitura! ;)

Serviço:

  • Até quando? 3 de abril
  • Funcionamento: quarta a segunda, das 9h às 21h
  • Gratuito
  • Endereço: Praça da Liberdade, 450
  • Mais informações AQUI

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22 de Março - Quarta-feira - 08:00

Texto escrito por José de Souza Castro:

O blogueiro Eduardo Guimarães foi acordado na manhã desta terça-feira em sua residência em São Paulo por agentes da Polícia Federal que receberam do juiz Sérgio Moro a ordem para que fizessem condução coercitiva dele à delegacia e a apreensão de seu computador, notebook e celular – inclusive o de sua mulher. O juiz da Lava Jato, que já abrira um processo contra o blogueiro por se sentir ameaçado por ele, queria a confirmação do nome da fonte do Blog da Cidadania que há um ano deu o furo sobre a condução coercitiva de Lula.

Ao ser liberado, depois de prestar depoimento, sem confirmar ou negar o nome da fonte já identificada pela Lava Jato, Eduardo Guimarães estava acompanhado por seu advogado, Felipe Hideo, para quem a iniciativa buscava ilegalmente “violar o sigilo da fonte”. Eles foram entrevistados ali pelo site Jornalistas Livres, que divulgou um vídeo que se espalhou rapidamente pela blogosfera [nota da Kika: o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas também emitiu nota oficial se posicionando. Leia AQUIMais tarde, a jornalista Laura Capriglione também gravou vídeo de Eduardo Guimarães sobre o ocorrido. Assista AQUI].

O deputado Paulo Teixeira (PT-S) perguntou a Sérgio Moro sobre a legalidade de exigir do blogueiro o nome da fonte e ouviu do juiz o seguinte: “Ele não é jornalista”. O juiz parece desconhecer que no Brasil não se exige o diploma de jornalista e que Eduardo Guimarães, formado em Direito, criou o blog há 12 anos, onde faz jornalismo.

O comportamento do juiz foi muito criticado por blogueiros, aos quais me alio, e seu gesto interpretado como uma tentativa de calar os críticos da Lava Jato na Internet. Como exemplo, transcrevo trecho do artigo de Luís Nassif, para quem o caso Eduardo Guimarães, “torna-se um divisor de águas – da mesma maneira que o episódio da condução coercitiva de Lula”, que “expõe de forma inédita o uso do poder pessoal arbitrário de Moro para retaliar adversários. Não se trata mais de luta política, ideológica, de invocar as supinas virtudes da luta contra a corrupção para se blindar: da parte de Sérgio Moro, a operação atende a um desejo pessoal de vingança”, afirma Nassif. E prossegue:

“Com seu Blog Cidadania, Eduardo é um crítico implacável da Lava Jato. E autor de uma representação contra Sérgio Moro junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em represália, Moro entrou com uma ação contra Edu, baseada em uma frase mal construída. Na frase, Edu diz (para o leitor) que as ações da Lava Jato irão ameaçar “seu emprego e sua vida”, referindo-se ao emprego e vida do leitor.

Um Blog de ultradireita da Veja interpretou que “seu emprego e sua vida” referia-se a Moro. Cada vez mais ligado às milícias da ultradireita, Moro aproveitou a deixa para processar Edu.

O Tweet remetia para um artigo onde Edu praticava seu esporte predileto: brigar com outros grupos de esquerda (https://goo.gl/UvpKWo), e mostrar a situação de caos na economia, na qual seriam destruídas o emprego e a vida das pessoas.

Moro atropelou completamente a lei, que diz que um juiz não pode julgar um adversário.”

Não passa despercebido o apoio que Moro vem recebendo de tribunais e do próprio Supremo Tribunal Federal. Nassif destaca: “Depois de sofrer ataques da direita, o Ministro Luís Roberto Barroso resolveu se blindar: tornou-se o principal avalista do Estado de exceção de Curitiba, alegando que a Lava Jato enfrenta um quadro de exceção. Caminha para se tornar o Ministro símbolo do MBL e congêneres, assim como Moro e os procuradores da Lava Jato.”

E Nassif indaga do ministro Barroso se irá se pronunciar agora, justificando:

"A prisão e humilhação de um cidadão brasileiro, a invasão injustificada de seu lar, não obedeceu sequer à real politik da Lava Jato. Foi um ato de vingança pessoal, que atropela normas fundamentais de direitos civis.

Moro se comportou como um imperador, acima das leis, porque, no episódio do vazamento dos grampos, foi tratado acima das leis.

Sua atitude, agora, mostra um sujeito desequilibrado, utilizando o pesadíssimo poder conferido pelo apoio da mídia e de Ministros descompromissados com direitos civis, para exercer o arbítrio em causa própria.

Se fosse contra um jornalista da Rede Globo, o Ministro Barroso permaneceria calado? Certamente, não. Se fica calado agora, endossa a tese do direito penal do inimigo.

No final, fica-se sabendo que a sombra projetada por Barroso é infinitamente maior do que seu verdadeiro tamanho. Se não for contido agora, se a imprensa se calar – porque a vítima é um adversário – estará em marcha definitivamente a escalada do arbítrio."

Nassif citou a Rede Globo. Fui lá no G1, o portal de notícias do Grupo Globo, e até as 18h não havia em sua página de abertura qualquer menção a Eduardo Guimarães. Ao contrário do UOL, portal da “Folha de S.Paulo”, no qual a coluna Mônica Bergamo deu a notícia com algum destaque, sem esconder as críticas a Sérgio Moro feitas pelo advogado do blogueiro e pelo deputado petista Paulo Teixeira. Até as 19h, havia 120 comentários. Entre eles, o de Paulo C. Petraski:

“O Moro endoidou de vez. Abusa de sua autoridade o tempo todo, e sempre diante de alguém ligado ao PT. Nada de imparcialidade e nada de respeitar a lei. Juiz megalomaníaco. Parece que anda com medo de algo. Seria pressão dos golpistas para achar ao menos uma única prova que incrimine Lula e impeça ele de ser mais uma vez presidente do Brasil?”

Uma boa pergunta, e encerro com ela. Sou ignorante em psiquiatria e não sei se Moro endoidou de vez. Mas sei que, se não for contido, ele continuará fazendo mal ao Brasil. E, a partir de agora, aos blogueiros de esquerda.

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21 de Março - Terça-feira - 08:00

Texto escrito por Stefan Salej*

"A frase de Hamlet, na peça teatral do inglês William Shakespeare de mesmo título, “há algo podre no Reino da Dinamarca”, pode ser mais uma vez repetida para os momentos de hoje no Brasil: há algo de podre neste país. O mais recente escândalo da “carne fraca”, ou seja, carne podre que pobre come, adiciona mais um capítulo à novela de podridão e corrupções que vivemos no país. A cada momento aparece um escândalo, os políticos de todos os partidos ficam mais enlameados, e as condenações cada vez mais longe. Ninguém sabe onde isso vai parar e quando vai parar. E a razão é simples: a podridão é de tal tamanho que o país precisa de um renascimento, surgir das cinzas como Fênix para recomeçar. É uma transição dolorosa na qual a parte mais triste é que, mesmo com um processo como a Lava Jato, em curso há três anos, parece que ninguém se assusta e que não mudam os hábitos, sejam nas empresas, na administração pública ou entre políticos. Se para um respeitado deputado que vira ministro, um simples superintendente do Ministério da Agricultura no seu Estado é chamado de Grande Chefe, então a escala de valores está de cabeça para baixo e quem manda mesmo e vale alguma coisa na hierarquia do poder é o Grande chefe e não o tal do deputado.

A operação da Carne Fraca traz muitas lições. Que há fiscais em todos os níveis honestos, não há dúvida alguma. E que há desonestos contra os quais os empresários não têm força para lutar ou preferem não lutar, não há dúvida também. Não tem um empresário neste país que não foi uma vez na vida, ou mais, ameaçado por um fiscal de qualquer natureza. E quantos os puseram aos tapas para fora, denunciaram, e quais entidades de classe denunciaram essas situações? E quantos que fizeram isso não foram ameaçados, inclusive com suas famílias, suas vidas e suas empresas destruídas? Em 2010, o então presidente do sindicato de indústria de carnes de Minas, Cassio Braga, denunciou essas situações. E o mesmo fez na Câmara de Indústria de Alimentação da Fiemg, defendeu posições a favor da indústria e contra esses desmandos que agora apareceram. Mas as entidades empresariais deveriam se posicionar mais firmemente contra esses e outros casos, como o do desastre de Mariana e o escândalo de carne podre em Minas, que está na justiça de Juiz de Fora há dois anos, sem solução.

A passividade ou acomodação vai nos custar caro. A BRF tem como seu Presidente do Conselho Abílio Diniz, e seu membro o ex-ministro Luiz Furlan. Nenhum dos dois veio explicar o que aconteceu. Deixam que as pequenas malandragens prevaleçam ao invés de assumirem perante o público e seus consumidores a responsabilidade. Errar é humano, reconhecer erros e corrigir é a grandeza do homem. Eles a tem? A balela do ministro da agricultura de que ele vai continuar comendo carne brasileira é ridícula, porque o que ele e seus antecessores, entre os quais há mineiros, não fizeram é organizar esse setor e garantir, em primeiro lugar ao próprio brasileiro, e ao mundo, que tudo está em ordem.

Este episódio da Carne Fraca vai custar milhares de empregos, acabou com o mito de que o agronegócio era maravilha, vai afetar todo o setor agrícola e sua posição no mundo. Vai afetar nossas exportações de forma inimaginável. Perdemos a credibilidade, como há quase 90 anos, quando acharam pedras nas sacas de café que exportávamos. Culpar os que mostraram o cancro pelo que aconteceu e está acontecendo ainda em muitos setores é não resolver o problema maior: entre nós ainda os desonestos, com seus métodos de trabalho obscuros, e de conhecimento muitas vezes de todos, prevalecem. E estão acabando com o país, com a passividade e silenciosa conveniência de cada um, mas em especial do próprio empresariado, que aceita esses métodos como facilitadores de negócios. Há algo de podre além da carne."

* Stefan Salej é ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), consultor internacional, empresário e cientista político. Saiba mais sobre ele AQUI.

 

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18 de Março - Sábado - 00:05

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

“A segunda torre de Dilma” é o título de longa entrevista publicada nesta sexta-feira no caderno Cultura e Estilo do jornal “Valor Econômico”, do mesmo grupo dono de “O Globo” e da TV Globo. A reportagem assinada por Maria Cristina Fernandes, feita na quinta-feira pós-carnaval e publicada 15 dias depois, é extensa – afinal, foram quase quatro horas de entrevista no apartamento da ex-presidente em Porto Alegre – e vale ser lida na íntegra.

Não conheço pessoalmente a repórter, que trabalha no “Valor” desde sua criação no ano 2000, a maior parte do tempo como editora de política, mas tenho excelentes referências dela. Por exemplo, aqui. E esta sua reportagem confirma seu valor profissional. Além do livro “Os candidatos”, publicado pela Companhia das Letras.

Posso imaginar, pela experiência que tive no “Globo”, que Maria Cristina gastou muito mais tempo do que o da entrevista, negociando no jornal a publicação do texto. É possível que ela teve que ceder em alguns pontos, mas não é qualquer jornalista, trabalhando para um grupo que vem se beneficiando do governo Temer, na distribuição da verba publicitária, que conseguiria emplacar essa fala de Dilma Rousseff no jornal dos Marinhos:

“Saber demais não significa que você é capaz de impedir algumas coisas. Por exemplo, o gato angorá [Moreira Franco] tem uma bronca danada de mim porque eu não o deixei roubar, querida. É literal isso: eu não deixei o gato angorá roubar na Secretaria de Aviação Civil. Chamei o Temer e disse: “Ele não fica. Não fica!”. Porque algumas coisas são absurdas, outras não consegui impedir. Porque para isso eu tinha de ter um nível de ruptura mais aberto, e eu não tinha prova, não tinha certeza, entendeu? Não acho que é relevante fazer fofoca, conversinha. Posso contar mil coisas do Padilha e do Temer, então? Porque o Temer é isso que está aí, querida. Não adianta toda a mídia falar que ele é habilidoso. Temer é um cara frágil. Extremamente frágil. Fraco. Medroso. Completamente medroso. Padilha não é. A hora em que ele [Temer] começa assim [em pé, mostra as mãos em sentido contrário, com os dedos apertados em forma de gancho]. É um cara que não enfrenta nada!”.

Diz a repórter que foi na tessitura das relações com as quais tentou permanecer no poder que a presidente reconhece seu segundo erro: levar Michel Temer para o coração da articulação política. O então vice-presidente percebeu a fragilidade do governo junto a uma base que não parava de se queixar. Ao lado de Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil, à época na Aviação Civil, mapeou o cerco. “Arrepende-se de tê-lo colocado dentro do governo?”, pergunta a repórter.

“Olha, minha filha, não sabíamos que o nível de cumplicidade dele com o Eduardo Cunha era tão grande. Nenhum de nós sabia, nem o Lula. Depois é que descobrimos. Ele sempre negou essa cumplicidade que agora todo mundo já sabe”, respondeu Dilma. E passa a explicar porque “saber demais não significa que você é capaz de impedir algumas coisas”, como já transcrito.

Antes de dizer como Dilma vive hoje, a repórter escreve que estão à vista na estante do escritório onde faz a entrevista os dois primeiros volumes dos diários de Fernando Henrique Cardoso, presenteados por duas jornalistas, e que a entrevistada diz que não os leu.

Muito já se falou da maneira grandiosa como FHC vive, inclusive por mim desde que o sociólogo deixou a Presidência da República,. E como vive a economista Dilma? Deixo para a entrevistadora do “Valor” a resposta:

“Dilma vive com a aposentadoria do INSS de R$5.578,00 e a renda de aluguéis de imóveis deixados pelo pai, que ainda custeiam o sustento da mãe, Dona Dilma, e do irmão, Igor. Não revela a renda mensal, mas é dela que tira ainda o aluguel de um depósito onde guarda os objetos ganhos durante a Presidência, e a viagem mensal que faz a Belo Horizonte para visitar a mãe de 94 anos. (…) Passou a receber a aposentadoria assim que deixou a Presidência, aos 68 anos, mas enfrenta batalha jurídica com o governo para que, além da idade e dos anos trabalhados, se leve em consideração também o período da clandestinidade pelo qual foi anistiada. Atribui a pendenga à perseguição e diz que a única reparação que pretende é a do reconhecimento formal, no documento previdenciário, da anistia”.

Encerro por aqui, recomendando, mais uma vez, a leitura da reportagem. Enquanto escrevo, às 13h desta sexta-feira, havia mais de 2,9 mil compartilhamentos do artigo, só na página do “Valor”.

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17 de Março - Sexta-feira - 08:00

Não posso simplesmente deletar minha conta do Facebook, porque trabalho com o Facebook. Faz parte das minhas funções profissionais. Também é por esta rede social que melhor divulgo os posts deste blog de estimação.

Mas, se pudesse, já teria mandado esse circo do tio Zuckerberg pelos ares!

A culpa não é do Facebook, é claro. Ele é apenas um espelho (meio retorcido) da sociedade do lado de cá das telas. E é claro também que leio muitos textos legais ali dentro. Saio curtindo uma porção de fotos incríveis de pôr-do-sol lindo na praia tal, de bebê fofo fazendo uma estripulia, de casais apaixonados celebrando a vida. Dá até para ficar relativamente por dentro da vida de meia dúzia de amigos sumidos que os robozinhos do Facebook permitem que eu veja com frequência em minha timeline.

Essa parte é a parte boa.

Mas quando, vez ou outra, resolvo ler mais a fundo os textões e textinhos que são compartilhados ali, saio meio zonza, com uma sensação de embrulho no estômago, de ter levado mil pauladas. Mal estar danado.

E olha que concordo com 70% do que meus amigos de Facebook escrevem (acho que já bloqueei os que falavam muita asneira). Não é questão nem de estar lendo gente aplaudindo Bolsonaros da vida. São pessoas bacanas e sérias, escrevendo geralmente coisas que fazem sentido para mim.

O problema é a forma como fazem isso.

Onde foi parar o bom humor? É tanto ódio embutido nos textos de Facebook, tanto veneno, tanta agressividade. Qualquer debate vira rapidamente uma troca de farpas pontudas e enferrujadas e cheias de tétano. O circo está sempre pegando fogo, já repararam? As pessoas sempre se colocam como oráculos e terminam os textos com algo na linha do “obrigada, de nada”, “faz desse jeito que estou falando, pfvr”. Tem muita gente rosnando, ladrando e latindo. Quase ninguém dialogando pra valer.

Muito julgamento, muito apontar de dedos.

Compreendo que estamos num momento em que a palavra-chave, talvez a palavra do ano, seja “empoderamento”. E o discurso do empoderamento é isso mesmo: dá um poder danado pra gente. Mas muitas vezes esse poder é confundido com arrogância.

Posso estar enganada, é claro, mas tenho pra mim que o grito afasta. Quando gritamos com nossos filhos, por exemplo, estamos afastando eles um pouquinho de nós. O grito é uma muralha, que nos empodera, mas também isola nossos  discursos. E eu sou da turma que prefere as pontes aos muros. Acho que quando a pessoa vem com pedras, ela não atrai pensamentos destoantes, ela os afasta ainda mais. Quando vem com sopros, com flores e com serenidade, ela se faz ouvir.

Quantos heróis e heroínas do passado já nos ensinaram essa estratégia?

Eu também já fui da turma da guerrilha, dos berros, dos palavrões. Mas quando eu era adolescente. Hoje defendo o bom humor, a leveza e a serenidade. E sei, por experiência própria, que esses três ingredientes doces (vez por outra apimentados com uma ironia e um sarcasmozinho aqui ou ali) são capazes de mudar as ideias de muita gente. Fora a tolerância, a gentileza, a cordialidade…

(Claro que nem sempre consigo também. Mas meu esforço diário caminha nesse sentido.)

Eu queria poder navegar por esse retrato da nossa sociedade atual, o Facebook, sem ler tanto ódio nas linhas e entrelinhas, sem tanto grito de guerra, sem tanto piti. Fica meu pedido: por mais leveza, por mais BOM HUMOR e por mais serenidade neste mundão virtual e real! Só assim conseguiremos evoluir sem perder o fígado no meio do caminho ;)

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16 de Março - Quinta-feira - 08:00

 

Há algumas noites, eu estava na calçada da av. Nossa Senhora do Carmo, esperando o sinal de carros fechar para poder atravessar. Comecei a observar os carros. Todos com apenas uma pessoa dentro, o motorista. Comecei a observar os motoristas. E fiquei escandalizada com a constatação: 90% deles estava dirigindo com o celular na mão. Metade falando e a outra metade — choque total! — digitando enquanto dirigia.

O que me chocou foi a banalização e frequência desse grave crime de trânsito. Falar ao celular enquanto dirige deixou de ser exceção, virou a regra. Motorista antenado com o que se passa no trânsito, concentrado apenas em dirigir, este sim é exceção das exceções.

Também me chocou que metade daqueles que seguravam um celular estava digitando enquanto dirigia. Digitar é algo que toma muuuuita concentração, nosso cérebro mal consegue fazer outra coisa enquanto se ocupa de escrever. Mas lá estavam aquelas pessoas, numa noite qualquer, pilotando máquinas mortíferas sem olhar por onde andavam.

Segundo ESTA reportagem, “um estudo do Departamento de Trânsito e Segurança nas Estradas dos Estados Unidos (NHTSA) aponta que o uso de dispositivos móveis ao volante aumenta em até 400% o risco de acidente”.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) fez as contas: “um condutor desconecta-se da direção desde o toque inicial de uma ligação no celular. Em média, leva-se de quatro a cinco segundos para fazer o contato com o aparelho já desbloqueado – ou seja, se o carro estiver a 100 Km/h, são 120 metros dirigindo sem visibilidade da via.”

Para este neurocientista norte-americano ouvido pelo jornal “Zero Hora”, digitar no trânsito é tão perigoso quanto beber.

Justamente levando isso em conta, no final do ano passado a multa para quem usa celular enquanto dirige aumentou 125%, passando de infração média para gravíssima.

Não dá para banalizar desta forma o uso do celular, minha gente! Minha amostragem não foi nada científica: fiz apenas uma breve observação do trânsito enquanto esperava minha vez de atravessar. Mas já acendeu um alerta muito forte em mim, que eu não poderia deixar de compartilhar com vocês. Lembrei desta campanha que a Abramet lançou em 2012, e que se faz cada vez mais necessária:

Será que na geração dos nossos filhos quem dirigir enquanto “envia um zap” será tão recriminado quanto são hoje aqueles que dirigem bêbados?

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15 de Março - Quarta-feira - 08:00

Quem me enviou o texto que publico abaixo assina sob o pseudônimo Moreira Szpak. Ele é paranaense, de 25 anos, blogueiro desde os 14, empresário e estudante… E não me disse muito mais que isso em sua identificação.

Se gostar do conto abaixo, você poderá ler vários outros, do mesmo estilo, no blog Contos da Vida.

Vamos ao texto:

 

A Estação

“Eu observava, do outro lado da plataforma, um casal e seus dois filhos. Enquanto a mãe distraía e dava de comer ao mais novo, o pai se divertia com a outra filha em uma brincadeira que eu não conhecia mas que, certamente, era muito divertida.

Os pais, entre uma garfada aqui e outra risada ali, se entreolhavam sorridentes. Era um sorriso puro, se via apenas respeito, amor e sinceridade entre eles. Comecei a refletir sobre tudo à minha volta. Aos meus 13 anos, eu sonhava em ser pai aos 21, e ser avô aos 50. Pensei nas namoradas que tive, nas oportunidades que perdi – e nas que aproveitei, mas não levei até o final.

Lembrei de amores roubados, beijos escondidos, amores proibidos. Lembrei de você também, pois via naquela mulher da outra plataforma o mesmo sorriso de quando nos encontrávamos ou, então, de quando falávamos sobre família e eu lhe confidenciava o desejo de ter três filhos. Ah, como eu amo o teu sorriso!

Vi naquelas crianças uma juventude inteira pela frente, repleta de alegria, amor e oportunidades e senti o dever de alertá-las sobre a importância de se agradecer a cada manhã nova, a cada raio de sol que entraria pela janela. Senti o dever de dizer: ouçam seus pais sempre, mas tentem mesmo que eles digam ser impossível; queria dizer que lágrimas cairiam daqueles lindos olhinhos mas que, lá no fundo, seriam necessárias e ajudariam em sua vida adulta; queria dizer que, apesar de cansativa, a universidade e o conhecimento são necessários para que se faça a diferença na vida de outras pessoas – e nas nossas também.

Senti o desejo de alertar sobre as aventuras do amor, precaver quanto às decepções e armadilhas, invejas e tentativas de destruir o que eles haviam conhecido e vivido dentro de casa como sendo o amor verdadeiro. Dizer que quando o coração doer, é porque a pessoa faz falta de verdade; que quando houver lágrima logo depois vem o sorriso; que quando houver pedaços, haverá como consertar, basta deixar que o tempo sirva como reparador.

Eram tantos conselhos para dar, tanta segurança para passar àquelas crianças. E eu senti o desejo de fazer isso, me levantei e comecei a caminhar em direção delas.

Fui interrompido pelo trem, que chegou, a porta se abriu diante de mim e pude, então ir embora. Afinal, de que adiantaria dar a receita de uma vida perfeita sendo que, na verdade, o que se espera de qualquer ser humano é que viva de forma a errar e aprender com cada ação?

De que adiantaria uma receita só para produzir vários mesmos de um eu?”

Você também escreve contos, crônicas, poemas, resenhas, análises…? Envie para meu e-mail e seu texto poderá ser publicado aqui no blog, na seção de textos enviados pelos leitores 

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14 de Março - Terça-feira - 08:00

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

O jornalista Kiko Nogueira escreveu neste domingo artigo que me lembrou um livro meu, escrito para a filha de 12 anos. É possível que ela tenha sido a única leitora do que eu havia escrito durante meu ócio de desempregado. A Cris me disse, na época, que amou o livro. Anos depois, o incluiu na biblioteca deste blog.

O artigo do Kiko tem como título “O diálogo de Temer com o fantasma do Palácio da Alvorada”. Como sabem, Michel Temer morou com a família nesse palácio durante 11 dias, depois “de gastar mais de 20 mil reais numa reforma que envolveu a instalação de uma rede de proteção para o filho numa varanda”.

Ao justificar porque preferiu voltar ao Palácio do Jaburu, disse Temer que sentiu no Alvorada uma coisa estranha lá. “Eu não conseguia dormir, desde a primeira noite. A energia não era boa. A Marcela sentiu a mesma coisa. Só o Michelzinho, que ficava correndo de um lado para outro, gostou. Chegamos a pensar: será que tem fantasma?”

O fantasma de meu livro era um jornalista abelhudo, o Daniel, que vestiu uma capa da invisibilidade ganhada de um ET para penetrar no Alvorada horas depois do massacre dos sem-terra no Sul do Pará. O presidente da República, Francisco Honório Camargo (FHC), estava bebendo e conversando à noite com dois ministros amigos – Saulo Moura e Joel Serpa – sobre a melhor maneira de enfrentar a notícia de que mais de 20 pessoas, inclusive crianças, foram mortas a tiros, disparados à queima-roupa por soldados da polícia militar do Estado, governado então pelo PSDB.

“É um baita azar”, comentou Serjão – ops! Saulão – o governador ser filiado ao PSBD, o partido do presidente. “Já não bastassem as pauladas que temos levado desses cretinos do Movimento dos Sem–Terra!”.

O ministro do Planejamento, Joel (José) Serpa, aproveitou pra bajular o presidente, dizendo que ele conseguiria tirar de letra (ou do gogó) essa questão do massacre, que acabaria incomodando mais o presidente do que suas dores de coluna.

Quando os ministros se retiraram, meu fantasma diz a FHC: “A consciência dói mais do que a coluna. Acertei, senhor presidente?”. Depois de uma busca no salão, feita pela segurança presidencial, sem encontrar o fantasma, o presidente acabou voltando ao uísque, pensando que fora apenas imaginação sua. E prossigo com minha narrativa:

“– Engana–se, senhor presidente. Não foi uma ilusão.

– Quem está falando? – indagou FHC, depois de algum tempo.

– A voz da sua consciência. Se preferir, pode me chamar de grilo falante… O presidente não se moveu, pensativo. Nunca havia enfrentado situação semelhante, embora pudesse imaginá–la, nos seus piores momentos. Fantasmas? Não acreditava nisso. Microfone oculto? Impossível, depois da varredura feita pela segurança. Podia perceber que a voz estranha vinha de um canto da sala, à sua esquerda. Precisava de tempo, para desvendar o mistério.

– Por que diabos pensa você, seja quem for, que minha consciência me incomoda?

– Ora, só por causa daquelas mortes… E daquelas promessas feitas na campanha eleitoral, todas elas jogadas no lixo, veja o senhor, logo após a vitória nas urnas. Ainda mais grave, o esquecimento proposital de todas as suas ideias, expostas naqueles magníficos livros de sociologia…

– Ora, digo eu. Já pedi há muito tempo que esquecessem tudo o que escrevi… Tratava-se, é óbvio, de uma realidade absolutamente diferente da atual! Só um mal intencionado não percebe essa verdade!

– Obrigado pela parte que me toca. Mas quem terá mudado? O mundo ou o autor?

– Não percebe? É evidente que ambos mudaram muito. Olha, pessoalmente, venho sofrendo grandes transformações, sempre para melhor! Não se chega ao poder, sem deixar algo para trás. Sem assumir novos compromissos, redesenhar as estratégias, optar por movimentos táticos, correr riscos de ser incompreendido muitas vezes. O poder traz consigo graves responsabilidades…

– Que lástima! – ironizou o jornalista. – No entanto, de nada vale o poder, se não puder servir para melhorar a vida do povo…

– E quem disse que não melhorou? Olha aí o Plano Realidade. Ele acabou com o imposto inflacionário. Não sabe, ele era pago principalmente pelos mais pobres, que não têm como se defender fazendo aplicações ou antecipando compras. Ele levou mais comida à mesa do pobre. Desculpe-me, essa conversa está ficando chata! Você parece um desses repórteres da “Falha”… Pior, porque invisível! Para falar a verdade, sua conversa está me dando sono. Chego a preferir a companhia da Rita…

– Pobre homem! Como vê, sou a sua consciência. É impossível suportá–la!

– Você está doido! – exclamou o presidente. – Vai à merda! Ele juntou um resto de dignidade no gesto de esvaziar o copo e se retirou, cambaleando, sem dizer qualquer outra palavra para o impertinente fantasma. Um serviçal abriu a outra porta, para fazer a limpeza da sala. Daniel aproveitou para sair. Fez o caminho de volta ao carro, assobiando baixinho. Tinha a impressão de que não perdera inteiramente seu tempo. O presidente não se esqueceria, tão cedo, daquela noite… A noite do Dia do Massacre.”

Termina assim o primeiro capítulo do livro “Sagaetê” que, para alívio de sua única leitora, pouco fala de política e, de resto, se esquece completamente de FHC nas páginas seguintes.

Nota da Kika: eu AMEI este livro! Já li várias vezes desde que foi escrito, mas já fazia um tempo que não lia de novo… Este post me deu saudades e terei que reler de novo. Trata-se de uma aventura infanto-juvenil, embora tenha alguns lances mais bem compreendidos pelos adultos, então recomendo a leitura pelos mais novinhos também. CLIQUE AQUI para fazer o download gratuito na Biblioteca do Blog.

 

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25 de Fevereiro - Sábado - 08:00

Eu estava sumida, né?

Mas tinha um bom motivo: estava em plena maratona dos filmes do Oscar!

Há dez dias, eu me desafiei a ver os 15 filmes mais importantes da premiação, em termos de número de indicações e categorias, a tempo da cerimônia (que já é neste domingo).

Mesmo trabalhando bastante durante o dia e ainda cuidando do meu pequeno de 1 ano e 3 meses, consegui. Ufa!

Terminei de assistir ao último ontem.

E posso dizer que o balanço é positivo: a safra de filmes deste ano foi, em geral, muito boa.

Achei quatro excepcionais (nota 10 de “La La Land”, “Lion”, “Manchester à Beira-Mar” e “Estrelas Além do Tempo”), um excelente (nota 9 de “Moonlight”), dois ótimos (nota 8 de “Capitão Fantástico” e “Animais Fantásticos”), três muito bons (nota 7 de “Sully”, “A Chegada” e “Até o Último Homem”), três razoáveis (nota 6 de “A Qualquer Custo”, “Passageiros” e “Florence”) e dois péssimos (“Jackie” e este “Um Limite entre nós”).

Quer saber mais sobre os 15 filmes mais importantes do Oscar 2017? Clique sobre eles para ler a resenha completa, cheia de links para mais informações, e assistir ao trailer. Estão em ordem de preferência:

1) La La Land, nota 10 (concorre com 14 indicações)

2) Estrelas Além do Tempo, nota 10 (concorre a 3)

3)  Lion: Uma jornada para casa, nota 10 (concorre a 6)

4) Manchester à Beira-Mar, nota 10 (concorre a 6)

5) Moonlight, nota 9 (concorre a 8 categorias)

6)  Capitão Fantástico, nota 8 (concorre a 1)

7) Animais Fantásticos e Onde Habitam, nota 8 (concorre a 2)

8) A Chegada, nota 7 (concorre a 8 categorias)

9) Sully: O Herói do Rio Hudson, nota 7 (concorre a 1)

10) Até o Último Homem, nota 7 (concorre a 6)

11) A Qualquer Custo, nota 6 (concorre a 4)

12) Florence: Quem é essa mulher?, nota 6 (concorre a 2)

13) Passageiros, nota 6 (concorre a 2)

14) Cercas, nota 2 (concorre a 4)

15) Jackie, nota 1 (concorre a 3)

 

 

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Agora veja AQUI meus palpites para os vencedores em 17 categorias.

E a sua opinião sobre os filmes e as premiações, qual é? Comente aí ;)

 

 

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08 de Fevereiro - Quarta-feira - 08:00

 

Texto escrito por José de Souza Castro:

Minas Gerais deve ou não à União? A dívida de R$ 65 bilhões, classificada durante o governo Antonio Anastasia, em 2013, como impagável, já não existe? Qual mágica fez sumir todo esse dinheirão e mais alguns bilhões de quebra?

E por que não vi fogos de artifício comemorando a notícia dada há mais de um mês, em entrevista a um jornal mineiro, pelo governador petista Fernando Pimentel? Logo ele, que a mim me parecia, ele sim, ter sumido, fugindo da Polícia Federal e dos que querem cassar o seu mandato – ou pelo menos, mantê-lo acossado e silencioso pelos próximos dois anos.

Quantas dúvidas!  

Essa dívida começou quando o tucano Eduardo Azeredo governava Minas e se submeteu às exigências do governo FHC para privatizar todos os bancos estaduais e para pegar um empréstimo com a União, de R$ 18,5 bilhões, para sanear as finanças do Estado. Sobre essa dívida seriam cobrados juros anuais entre 6% e 7,5% ao ano. Negócio de pai para filho...

O pagamento seria feito em 30 anos, e o estoque da dívida, corrigido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). Mas esse índice aumentou mais que a inflação, e a dívida, em 2013, já subira para R$ 65 bilhões, apesar de o governo de Minas, ainda tucano, garantir que vinha pagando em dia as parcelas vencidas. Aos governos petistas.

Eu estava distraído. A dívida, cujo valor varia a bel-prazer do secretário da Fazenda entrevistado em qualquer época, já teria sofrido uma redução em abril de 2016, quando o ministro Edson Fachin, do Supremo, concedeu liminar ao governo mineiro. Nesta data, a dívida já estava em R$ 79,8 bilhões!

Fachin, que não fez na época tanto sucesso na imprensa quanto agora, que foi nomeado para comandar a Lava Jato, permitiu, com aquela liminar, que Minas pagasse a dívida sem a incidência de juros sobre juros.

Um refresco e tanto, ao que parece. Veio mais, porém.

Na entrevista do mês passado, Fernando Pimentel, sob novo fogo da imprensa, por ter ido buscar um filho no Lago de Furnas usando um helicóptero oficial – bons tempos quando o governador Aécio Neves usava tal helicóptero sem ser incomodado... –, parecia entusiasmado: “Não temos mais dívida com a União”. Motivo: O STF teria decidido que o governo federal deve ressarcir os Estados pela perda de arrecadação de ICMS em razão da Lei Kandir (do governo FHC), que isentou o imposto sobre produtos exportados, como nosso rico minério de ferro.

Pelos cálculos de Pimentel, durante 20 anos, Minas deixou de arrecadar R$ 92 bilhões. Se não é gogó petista, em vez de devedor, o Estado seria credor da União. Cadê os fogos de artifício dos mineiros?

O silêncio talvez se explique porque essa questão de dívida pública não interesse a ninguém que não seja banqueiro e rentista dos títulos públicos. Um punhado de gente, nenhum leitor deste blog. Por isso, hesitei muito antes de escrever sobre isso.

Animei-me, quando li AQUI artigo de José Carlos de Assis, que conheci quando trabalhei por um mês no Copidesque do "Jornal do Brasil", no Rio, na década de 1970. No artigo, Assis defende que nenhum Estado ou município deve à União, pois toda a dívida já foi paga.

O autor dessa tese ousada venceu o Prêmio Esso de Jornalismo de 1983 e escreveu livros de sucesso. Entre eles, A Chave do Tesouro, anatomia dos escândalos financeiros no Brasil: 1974/1983.

Sim, corrupção existia também nas ditaduras militares. E vinha de muito tempo atrás no Brasil. Pelo menos, desde 1500. É provável, porém, que a dívida pública – uma caixa pretíssima – seja a campeã da corrupção, em qualquer tempo. Essa, ninguém zera.

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