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18 de Outubro - Quarta-feira - 13:00

Obras rodoviárias estão reforçando o cardápio do governo Pimentel, que já entrega asfalto aos municípios, além de ambulâncias e viaturas. Esta semana, por exemplo, o site oficial de notícias do governo anunciou a conclusão de melhorias em estrada de Carlos Chagas, a licitação de recapeamento de outro trecho na região e uma nova pavimentação em Joaíma. São obras pequenas. O governo faz o básico dos básicos. Mas, está fazendo. Pimentel pegou o governo quebrado e optou por um ajuste fiscal flexível. Escalonou os salários, cortou o que podia, mas segurou recursos mínimos para botar na mesa dos eleitores pelo menos um arroz-com-feijão, a viatura com ambulância, prato agora reforçado com alguma ‘carne’ de obras. O governo está dobrando o rombo no orçamento de 2018, enquanto acelera as pequenas entregas no interior. A pulverização tem sido a grande estratégia, com uma entregazinha em cada lugar, para marcar a presença do governo. 
A estratégia das pequenas entregas parece estar funcionando. Todas as pesquisas nos últimos três meses vêm mostrando Pimentel na liderança isolada; na mais recente, divulgada há alguns dias pelo Instituto Paraná, o governador abriu uma distância de quase 20 pontos em relação ao 2º colocado. Um conhecido publicitário me disse que tem em mãos um levantamento que dá ao governador 70% de respostas positivas à pergunta se o eleitor aprova o não a sua gestão. Ou seja, ele está passando no crivo da maioria. No levantamento do Paraná, disponível no site do instituto, o governador aparece com 31% das intenções de voto, contra 35,7% da soma de todos os demais sete nomes testados (Lacerda, Pacheco, Dinis, Abi-Ackel, Fuad, Robson e Zema). 
Pois é: no cenário de hoje e com esses concorrentes, Pimentel estaria a menos de seis pontos da vitória no primeiro turno. Então, segundo as pesquisas, o governo básico de Pimentel agradou bem, especialmente na imensa maioria de pequenas cidades, ondes essas pequenas entregas fazem uma grande diferença. E o eleitor está reconhecendo que, nas circunstâncias de crise no país, até esse governo básico está difícil de manter. 
O candidato à reeleição tem sempre vantagem sobre os seus rivais que não ocupam o cargo disputado. E nós temos que considerar nas pesquisas em Minas o viés governista do eleitor mineiro. Nas últimas décadas, desde a volta das eleições diretas, só uma vez o governo foi derrotado no estado, em 1998, quando Eduardo Azeredo disputou a reeleição e perdeu para Itamar Franco. Foi um caso excepcional, em que o governador lutava contra um adversário imbatível, o ex-presidente do Plano Real. Comparando, foi um cruzeiro enfrentando um barcelona. Na realidade, a exceção de Azeredo confirma a regra que já virou lenda: o partido mais forte em Minas Gerais é sempre o PPL, o Partido do Palácio da Liberdade.

18 de Outubro - Quarta-feira - 11:50

O salário mínimo subiu 6,5% este ano. Como o IPCA em 12 meses está em 2,5%, o aumento salarial real ou acima da inflação chega a 4%. Esse índice é o que vai sobrando no orçamento doméstico em função do custo de vida menor. E essa sobra é o que explica, junto com os R$ 35 bilhões liberados do FGTS, a ligeira reação do consumo de famílias, por sua vez responsável pela reação da economia nos últimos meses.
Nenhum dos dois motores do consumo em 2017 deverá surtir efeito no ano que vem. O dinheiro do FGTS acabou. A inflação já está perto da média internacional (1,8%), não tendo muito mais a contribuir para elevar o poder aquisitivo do povo. E não se vê o que possa manter a roda do consumo em movimento nos próximos meses. É por isso que muitos economistas, incluindo os do FMI, não estão otimistas com o crescimento do Brasil.

16 de Outubro - Segunda-feira - 16:00

A principal conclusão da pesquisa presidencial Datafolha é que, permanecendo o quadro eleitoral de hoje, uma vaga no segundo turno está garantida para Lula – seja para ele ou para quem indicar, caso não possa concorrer. O que significa que sobraria uma única vaga para todos os demais pré-candidatos disputarem entre si. É um cenário novo. Antes, os analistas apostavam que os lulistas iriam se espalhar entre vários nomes na ausência do ex-presidente. O Datafolha, contudo, derrubou essa tese e mostrou que a maioria lulista seguiria unida a orientação de voto do ex-presidente. Segundo a pesquisa, Lula tem 35% das intenções de voto e conseguiria transferir no dedão 59% disso para outro candidato. São 20,6% do eleitorado do país, contingente suficiente para levar o nome do lulismo ao segundo turno.
Se ficar inelegível, Lula já insinuou que deve lançar o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT. Mas nada impede que outros se apresentem como herdeiros legítimos do lulismo, embora não oficiais. Ciro Gomes, por exemplo, pode disputar o espólio lulista: foi seu ministro e sempre esteve próximo de Lula. A Marina também seria potencial herdeira por sua trajetória política e biografia pessoal. Lula pode ter um só nome, mas seus eleitores não. Segundo o Datafolha, ao menos 40% deles estão abertos a opções. 
Para a outra vaga no segundo turno, a disputa fica acirradíssima e todos os candidatos passam a brigar pela outra vaga. Esse novo cenário empurra os presidenciáveis para uma disputa mata-mata no primeiro turno. Até agora, todos achavam que os votos lulistas iriam se espalhar, então todos se preparavam para disputar duas vagas no primeiro turno. No novo cenário, com apenas uma vaga em aberto, fica muito mais apertado. Os candidatos vão ter rever suas estratégias. A maioria vinha batendo só no Lula, que é o centro da campanha. Mas, agora, eles vão ter que atacar uns aos outros para levar a segunda vaga. Marina, Bolsonaro, Alckmin, Ciro, Meirelles, Doria e outros que venham a entrar na campanha vão ter que se confrontar e bater entre si, cada vez mais.

16 de Outubro - Segunda-feira - 13:00

Santa Casa ganha jantar beneficente em prol do CTI Infantil. O evento filantrópico foi um sucesso, com a venda de todos os 450 convites e apoio de inúmeras empresas mineiras.

16 de Outubro - Segunda-feira - 11:00

Se a intenção de Bolsonaro era ganhar a confiança de investidores externos e da opinião pública internacional, o seu tour nos últimos dias pelos EUA não deu certo. O que deveria dar impulsão à sua campanha acabou por lhe trazer enorme desgaste. Culpa do próprio candidato, que não cuidou de planejar e preparar sua apresentação nas praças mais poderosas do mundo.
Bolsonaro foi aos EUA no impulso, com uma agenda mal articulada e sem uma preparação prévia de conteúdo. Até para plateia de corretores em Nova York, falou o que lhe veio à cabeça na hora. Poderia ter pensado e escrito algo com antecedência. Não o fez. Ficou no improviso. Agora não pode reclamar das críticas de despreparo que recebeu de veículos como Miami Herald e de profissionais do mercado financeiro. Um candidato a presidente tem que levar a sério a candidatura. É uma questão de profissionalismo. Presidência não é lugar para amador.

10 de Outubro - Terça-feira - 20:00

Esses são os partidos mais propensos a desaparecer a partir de 2018, com a vigência da cláusula de desempenho: PEN (Patriotas), PSDC, PCO, PCB, PPL, PSTU, PRTB, PMN, PRP, PTN, PSL, Avante (PTdoB) e PHS. Eles tiveram menos de 1% da votação para a Câmara Federal em 2014. E a exigência mínima é de 1,5%, em 09 estados. 
Embora o percentual exigido seja baixo, alcançar o desempenho mínimo não é tarefa fácil para a maioria dos partidos, pois requer organização e estrutura em um terço dos estados. Por isso a cláusula de desempenho pode pegar mais legendas, incluindo algumas antigas e tradicionais. Várias estão por um triz, no limite da cláusula. Nesse segundo grupo de médio risco estão PPS, PCdoB, PSOL, PV e PROS.

10 de Outubro - Terça-feira - 18:00

O deputado Rogério Correia (PT) está realizando uma enquete no Twitter sobre a candidatura de Dilma Rousseff ao Senado por Minas. O intuito é motivar e convencer a ex-presidente a disputar a vaga. Ela tem até sábado próximo para mudar o seu domicílio para o estado, caso queira concorrer.

09 de Outubro - Segunda-feira - 12:00

Embora em campanha, a primeira-dama Carolina Pimentel nega pretensão eleitoral em 2018. Garantiu que não é candidata. Ou melhor, é candidata a continuar primeira-dama e presidente do Servas. E está de mangas arregaçadas. Ela tem anda fazendo pela reeleição do marido muito mais do que ele próprio imagina. 
Como não havia vaga na aeronave de Pimentel, Carolina pegou carona no helicóptero do resgate. Mas foi a Janaúba. No dia seguinte botou a estrutura do Servas em BH à disposição de crianças sobreviventes e familiares que chegavam à capital para tratamento. Encarnou a solidariedade do governo às vítimas. Mas, essa iniciativa não afetará sua agenda de viagens, que está mantida. Carolina tem rodado o interior em viagens semanais.
Carolina Pimentel compareceu em longo preto de mangas compridas e com semblante triste a um jantar em prol da Santa Casa na própria quinta-feira. Ela havia chegado pouco antes de Janaúba, chocada com a tragédia local. “Crianças com corpo 80% queimado, mãe reconhecendo o filho morto só pela parte de cima da cabecinha, um horror. Nem sei como estou dando conta de estar aqui”, comentou a primeira-dama no evento.

09 de Outubro - Segunda-feira - 10:30

A arte lúdica de Antônio Poteiro, português que veio para o Brasil ainda criança e se tornou um dos maiores artistas do país, está exposta na Errol Flynn Galeria de Arte, em Belo Horizonte. São 90 telas e esculturas, que encantam pelas cores, simplicidade e poesia. Cique e confira a fotonovela.