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Sala de Recepção - A casa do Samba
Zu Moreira
10 de Agosto - Quinta-feira - 22:08

Porção mista de pastel chamada cartolamente de “Sala de Recepção”; moela à Mestre Jonas, caipirinha Fabinho do Terreiro e saquê ou vodka com melancia em homenagem (?) a Toninho Geraes. Petiscos e bebidas ganham nome de artistas e clássicos do samba no Geraes Restaurante & Arte, casa que se associou à cantora Gisele Couto para lançar o projeto Central do Samba.

Uma vez por mês, sempre às sextas-feiras, a mineira de Mariana reunirá um time de peso (Alexis Martins no cavaco; Geraldo Magela no violão sete cordas; Fábio Martins na percussão e Frederico Lazarine no pandeiro), que tem tudo para transformar as noites do centro de BH.

Segundo os idealizadores do projeto, Central do Samba “pretende fazer parte do calendário cultural da cidade. Mas bem ao estilo mineiro, que combina ainda com o nome do lugar, acompanhado da decoração, apoiada no estilo colonial das cidades históricas de Minas, o samba virá comendo pelas beiradas”.

“À medida que as pessoas vão se acostumando com a ideia e se apaixonando pelo lugar, que é mesmo incrível, vamos aumentando a dose. A ideia é que a Central do Samba em breve seja um evento semanal”, diz Giselle Couto.

A começar pela simpática homenagem a bambas de Minas Gerais, sempre é bom ganhar os espaços do centro da cidade, onde o samba sempre desfilou.

Serviço:
Giselle Couto e a Central do Samba

Local: Geraes Restaurante e Arte
Endereço: Rua São Paulo 387, Centro (quase esquina com Afonso Pena)
Dia: 11 de agosto (sexta-feira)
Hora: 19h
Entrada: R$ 10,00

27 de Julho - Quinta-feira - 17:15

O ano de 2017 marca a passagem de vários bambas do Rio de Janeiro. Já lamentamos a morte de Chiquinho Vírgula (Insesato Destino), o percussionista Pirulito, Luisinho Toblow e a perda de Almir Guineto, um dos fundadores do Fundo de Quintal. Hoje foi a vez de Luiz Grande, carioca da gema e filho de uma doméstica, que presentou o Brasil com obras do calibre de "Caviar" "Maria Rita" ou "Dona Esponja". Junto com Barbeirinho e Marcos Diniz, filho de Monarco, formavam, segundo Zeca Pagodinho, o Trio Calafrio. Esteve em Belo Horizonte no ano passado fazendo uma turnê pelas principais casa do ramo, tendo como anfitriões Cabral, Ricardo Barrão, Lucas Fainblat, entre outros.

Ao lamentar a morte de Luiz Grande, aos 71 anos, decorrente de problemas com diabetes, Bira da Vila se emociona: "Perdemos o Luiz Grande e o Guaraci, sete cordas da Portela. É essa parada do samba. A gente vai ficando velho, dá a vida por esse bagulho (samba) e depois fica aí abandonado. É tristão", diiz ele, ao comentar a  notícia que comoveu todo meio do samba.

Foto: reprodução/sindicato do samba

 

Clipe oficial Caviar

Homenagem de Emersson Ursoo

 

  

 

 




 

 

10 de Julho - Segunda-feira - 17:15

Foto: Beth Freitas                       

O mais talentoso e requisitado violão das Minas Gerais lançou nesta segunda-feira (10) a campanha de financiamento de seu mais novo rebento: a gravação de Verbetes Vol.1, quarto álbum e o primeiro em vinil da carreira de Thiago Delegado. Criado em Caratinga e formado em engenharia de Telecomunicações, Delegas é violonista, compositor, arranjador e assina a direção musical de discos de nomes do samba e da MPB, como Vander Lee, Dudu Nicácio, Janaína Moreno e Cinara Ribeiro. 

Além da gravação 100% analógica, parceria com o estúdio Bunker Analog, o projeto inclui a participação dos músicos Aloizio Horta, Christiano Caldas e André Limão e a produção de um minidocumentário sobre os bastidores da obra.

Envolvido em diversas frentes de trabalho, incluindo aí a gravação do programa A Hora do Improviso, na Rádio Inconfidência, Thiago Delegado terá o apoio suficiente pra seguir em frente com as próprias pernas.

Participem da campanha através do link: www.catarse.me/thiagodelegado

Sobre o projeto:

Depois dos discos “Serra Do Curral” (2010), “Thiago Delegado Trio: Ao vivo no Museu de Arte da Pampulha” (2012) e Viamundo (2015), Thiago Delegado lança mais um trabalho. Acompanhado de seu quarteto, o virtuoso violonista debruça-se no sambete, estilo consagrado nos anos 1950/1960. O álbum com oito faixas autorais homenageia o criador da Bossa Nova, Roberto Menescal, às vésperas do seu aniversário de 80 anos.

O disco foi batizado “Thiago Delegado: Sambetes Vol.1” e reúne além de Thiago, os músicos Aloízio Horta (baixo), Christiano Caldas (teclados e hammond) e André Limão Queiroz.

Em maio de 2017, o quarteto foi para o estúdio Bunker Analog, em São João Del Rei (MG), com a intenção de gravar todo o repertório de forma analógica, revivendo o processo de gravação contemporâneo do sambete. Ali nasceu a ideia de registrar em vídeo a viagem, as horas no estúdio, a convivência do grupo. Assim, Delegado que lançou um DVD em 2016 mostra que tomou gosto pelo o audiovisual e anuncia o lançamento de um minidoc juntamente com o vinil. E claro, o álbum também sairá em CD.

As faixas do Sambete Vol. 1

Lado A
Sambete do Menexca
Sambete da Malu
Maguá no Pagode
Sambete Preguiçoso

Lado B
Afrosambete
Sambete Americano
Garoto Matheus
Sambete nº2

Sobre Thiago Delegado

Thiago Delegado é violonista, arranjador e compositor. Reconhecidamente um dos mais ativos e criativos músicos da cena contemporânea mineira. Além da carreira solo, que conta com três CDs gravados, como violonista, gravou com Aline Calixto, Vander Lee, Flávio Renegado, Mestre Jonas, Zé da Guiomar, Flávio Henrique, entre outros. Como produtor, fez os arranjos de base e co-produziu o disco “Flor Morena”, de Aline Calixto, de quem também é diretor musical. Também foi diretor musical da cantora Janaína Moreno, Vander Lee (CD Sambarroco), Cinara Ribeiro, Dudu Nicácio, Grupo Tradição.

Além disso, o músico segue como anfitrião nos projetos “Delegas Samba Clube” e “DelegasCia”. Este último comemorou oito anos de existência com lançamento de DVD no ano passado. Desde 2014, Thiago acompanha a cantora Leila Pinheiro em turnê no formato voz e violão. É o responsável pelos arranjos e direção musical do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas há seis anos. Atualmente apresenta o programa semanal A Hora do Improviso, na Rádio Inconfidência FM e Rede Minas e se prepara para o lançamento de mais um álbum autoral. O disco, o quarto da carreira, será em formato vinil e foi gravado em estúdio analógico.

Fonte:https://www.catarse.me/thiagodelegado

 

 

 

 

28 de Abril - Sexta-feira - 16:55

Mais de 20 atrações de samba e pagode nesse fim de semana de feriado do Dia do Trabalhador. A agenda está recheada de atrações, boa notícia pra quem preferiu ficar em BH, no período de folga. Tem o pessoal do Magnatas do Samba, Marina Gomes, Serginho BH, Dé Lucas e uma trinca de arrepiar: Áurea Martins, Cláudio Jorge e Sérgio Pererê, aniversário de Gisele Couto, o Santo Remédio de Bidu e companhia, festa vermelha e branco as minhas Vila Estrela e Cidade Jardim, e muito mais!

 

SEXTA-FEIRA (28/04)

 

 SÁBADO (29/04)

DOMINGO (29/04)

 

SEGUNDA (1º/05)

 

  

 

 

 

 

 

22 de Abril - Sábado - 10:05

No dia em que se comemora o "Descobrimento do Brasil", o blog tira da cartola uma composição do grande Gonzaguinha, em parceria com Ivan Lins, que trata com humor e irreverência o 22 de abril. Desenredo integra o álbum "Gonzaguinha da Vida", de 1979, (na gravação músicos de peso como Arthur Maia, Jota Moraes e Hélio Delmiro), mas continua atual. 

 

DESENREDO - Gonzaguinha e Ivan Lins

No dia em que o jovem Cabral chegou por aqui, ô ô
Conforme diversos anúncios na televisão
Havia um coro afinado da tribo tupi
Formado na beira do cais cantando em inglês

Caminha saltou do avião assoprando um apito em free bemol
Atrás vinha o resto empolgado da tripulação
Usando as tamancas no acerto da marcação
Tomando garrafas inteiras de vinho escocês

Partiram num porre infernal por dentro das matas, ô ô
Ao som de pandeiros chocalhos e acordeão
Tamoios, Tupis, Tupiniquins, acarajés ou Carijós (sei lá quem mais...)
Chegaram e foram formando aquele imenso cordão, meu Deus quibão
E então de repente invadiram a Avenida Central, mas que legal
E meu povo, vestido de tanga adentrou ao coral
Um velho cacique dos pampas sacou do piston
E deu como aberto, em decreto mais um carnaval

E assim, a Vinte e Dois daquele mês de Abril
Fundaram a Escola de Samba Unidos do Pau-Brasil''

21 de Abril - Sexta-feira - 09:47

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado da Inconfidência Mineira. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão! 

SEXTA-FEIRA - 21/04

 SÁBADO - 22/04

DOMINGO - 23/04

 

 

 

21 de Abril - Sexta-feira - 09:44

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado da Inconfidência Mineira. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão! 

SEXTA-FEIRA - 21/04

 SÁBADO - 22/04

DOMINGO - 23/04

 

 

 

14 de Abril - Sexta-feira - 15:00

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado de Páscoa. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão!

SEXTA-FEIRA - 14/04

SÁBADO - 15/04

DOMINGO - 16/04


 

 

 
 

 

 

13 de Abril - Quinta-feira - 12:08


Ronaldo Coisa Nossa comemora 73 anos com um samba no Bar Opção que começará no sábado e terá seu age no domingo, quando receberá convidados (as) e, juntos com a família, celebrar a vida.

É impossível compreender essa vitalidade do samba de Belo Horizonte, sem considerar a importância de Seu Ronaldo para a construção deste movimento. Ele influenciou e incentivou muitos jovens talentos surgidos na época, abrigou integrantes da velha guarda e abriu as portas do Opção para que amadores iniciassem ali a trajetória rumo ao profissionalismo, em uma cena independente que ainda pede passagem.

O Bar Opção, aliás, a partir da década de 90, passa a compor a rota obrigatório do circuito samba-choro da região Noroeste, ao lado do saudoso Cartola Bar e do Bolão do Padre Eustáquio. Graças à proximidade com o Campus Pampulha da UFMG, torna-se o cenário ideal no processo de “reconciliação” da classe média belo-horizontina com a cultura do samba.

É partir desse contato com universitários, professores, artistas e frequentadores do espaço que Ronaldo toma impulso e retira do baú as centenas de canções, que aos poucos vão criando formas de discos, documentários, apresentações artísticas e turnês.

Em breve, Seu Ronaldo lançará mais um CD. Os primeiros já estão disponíveis no soundcloud para ouvir ou baixar. O “Sob o Signo do Samba” diz muito do que vive e pensa nosso Coisa Nossa. Meu álbum preferido!

Torço e convido a todos (as) para que neste fim de semana de Páscoa reserve um tempo na agenda para conhecer o Bar Opção e dar um abraço nele. Aos que já o conhecem, e sobretudo aos artistas, desejo presentes em formas de canjas e melodias.

Abaixo, parte da entrevista realizada há 10 anos para o saudoso jornal Diário da Tarde, que traça um breve perfil desse Maioral! Vida Longa, Seu Ronaldo! No início dos anos de 1970, Big Rony era mais um daqueles adolescentes que, seduzidos pelos som dos Beatles, passaram a aderir ao movimento do rock. Na região do Caiçara, no Noroeste de BH, recém- chegado da favela do Buraco Quente, no bairro vizinho de Santo André, casado, e trabalhando em um ferro-velho na Avenida Pedro II, recebe o convite do amigo e músico Ziza para ser o carregador de instrumentos de sua banda Os Turbulentos, cujos integrantes Vermelho e Flávio Venturini viriam mais tarde a engrossar o saboroso caldo do Clube da Esquina.

Apesar de não entender muito coisa de som, ele topou a parada e com sua força “carregava só com uma mão os alto- falantes”, e atuava ainda como uma espécie de segurança e anjo da guarda da meninada. “Apesar disso, era uma figura extremamente doce, legal, com quem tínhamos o maior carinho”, relembra o próprio Venturini, cuja mãe, Dona Dalila, concedia a Big Rony a tarefa de “cuidar”do filho quando ele saía de casa para os ensaios e shows. Venturini ainda contou com o auxílio do assistente de palco quando montou a banda Crisalis, período em que o compositor de Nascente já começava a flertar com os Borges e os miltons da vida.

Por ironia, o barraco em que os roqueiros costumavam ensaiar, há quase quatro décadas, é hoje um dos maiores redutos do samba de Belo Horizonte e seu proprietário, Big Rony, ou melhor, Ronaldo Antônio da Silva, de 63 anos, hoje mais conhecido como Ronaldo Coisa Nossa, seu principal divulgador. Autodidata, compositor de primeira e detentor de uma voz tão potente quanto as toneladas de instrumentos que carregava, o sambista mantém no porão, debaixo do Bar Opção, um impressionante acervo próprio de letras e gravações, que aos poucos vão tomando forma na voz de vários artistas.

Com ajuda dos três filhos e da mulher, mantém o bar aberto às sextas-feiras e aos sábados (de 19h30 até meia noite), e ainda trabalha na digitalização das dezenas de fitas cassetes com registros de suas músicas. “Mal consigo assinar meu nome. Não toco e não conheço nada de música. As coisas surgem naturalmente, faço de ouvido, com o que aprendi no livro da vida”, confessa o autor de Sou feliz: “A paixão tem o meu endereço/ ao lado de quem mesmo diz/ é o amor, me envaideço/ e grito ao mundo sou feliz”. De forma intuitiva, Ronaldo Coisa Nossa compõe, já pensando no intérprete que poderia dar vida à música, seja ele Martinho da Vila, Jair Rodrigues, Emílio Santiago ou Beth Carvalho.

Enquanto esse momento não chega, segue trabalhando e sendo descoberto pelos artistas mineiros que, como ele, também buscam um lugar ao sol. Ellen William, uma jovem de voz firme e já com apresentações no programa de calouros de Raul Gil, incluiu em seu CD de estréia o samba-canção Eclipse. Já a cantora Dóris escolheu três músicas para compor o primeiro álbum, à espera de patrocinador para chegar ao mercado. “Tenho sambas de mais de 40 anos, que eu fiz lá no Buraco Quente”, conta o filho de dona Francisca da Conceição, de 86 anos.

CARNAVAL - Criança criada “pelas mãos dos outros” e alimentada à base de água e fubá, que “a mãe fazia no meio-fio, em um fogareiro de latinha de marmelada”, Ronaldo Coisa Nossa começou cedo a dar sinais de que levava jeito para coisa. Nas idas e vindas, entre BH, o internato do governo em Lima Duarte (Zona da Mata) e uma escola rural em Mário Campos, Região Metropolitana de BH, o aluno fazia as composições e os ditados usando sempre rimas. No tempo em que passou na roça com o avô, o funcionário público e sanfoneiro José Alves da Rocha, conviveu com músicos populares e suas canções. “Na roça, onde tinha muita cobra, eu tinha que trabalhar cantando, porque se parasse era sinal de que alguma coisa tinha acontecido”, lembra.

Na adolescência, voltou a BH para ajudar a mãe, cozinheira no “Bar do Português”, no Centro da cidade. “Fui pregador de taco e comecei a catar sucata”, completa. Depois, aos 20 anos, com o dinheiro que ganhava em uma oficina de peças usadas de uma família de italianos, comprava discos e gibis, integrava blocos de carnaval e ia às festas e bailes do morro e às gafieiras no Elite. “Na primeira vez, saí com o meu patrão de uma festa e pegamos o bonde vestidos de terno, com os bolsos cheios de carne de cabrito”, diverte-se.

Ao se casar, mudou-se para um barraco na Rua Alabama, no Alto Caiçara, na época sem qualquer infra-estrutura urbana. Com ajuda de parceiros, formou o bloco É Coisa Nossa, nome tirado do seu apelido, e passou a reivindicar junto à prefeitura benfeitorias para a região. “Meu bloco era o mais pobre do carnaval, tinha 16 componentes. Comprei umas sucatas de instrumentos, reformamos e, com a ajuda do pessoal, saímos na avenida”, diz, em referência ao carnaval de 1983, em que desceu a Afonso Pena, cantando o samba-enredo à capela, pois não consegui ninguém para tocar cavaquinho ou violão. Ele e o bloco serviram ainda a tradicionais escolas de samba da cidade como Unidos do Guarani, Bem-te-vi e Inconfidência Mineira.

As benfeitorias para a rua vieram bem depois, culminando com a construção de um shopping a poucos metros de seu barraco. O local, que já era habitado pelo povo do samba, recebeu o reforço dos operários da construção, que forçaram o sambista a abrir um pequeno botequim. Nascia há 17 anos o Del Rangos, mais conhecido como Opção. Reduto de profissionais e amadores, é um dos espaços mais populares de samba da cidade.

Agora ampliado, o bar é frequentado por pessoas de todas as idades e classes sociais, com destaque para o público universitário, verdadeiros incentivadores do movimento. “Agradeço sempre às pessoas que me prestigiam. Mal assino meu nome, mas tenho o nome das pessoas que amo na cabeça e no coração.”

Aniversário Ronaldo Coisa Nossa
16-04-17 - Domingo – 14h
R. Alabandina, 619 - Caiçaras (atrás do shopping Del Rey)
30775330 Belo Horizonte
Contato: (31) 98612-5084


 

 

 

 

 

10 de Abril - Segunda-feira - 12:35

Tem um sambista da nova guarda, Alexandre Rezende, que costuma falar que ele é o “selo de qualidade do samba”. Ou seja, se frequenta o ambiente é sinal de que a roda é boa. O contrário também vale.

Sérgio Martins de Oliveira Júnior, o popular Sérgio Chapéu, é uma das figuras mais constantes nos eventos de samba e pagode. Vendedor de chapéus e boínas, que fazem o estilo e a cabeça de quem frequenta o meio, Serginho já virou um patrimônio vivo do samba de Belo Horizonte.

“Entrei no mundo do samba e fui sempre bem recebido! Todos gostam de mim. Sempre quando tem projeto novo me chamam pra eu participar”, conta.
Prestes a completar 39 anos, o hoje chapeleiro já fez de tudo nesta vida: foi motoboy, mecânico, soldador, microempresário, vendedor de produtos de beleza , entre outras profissões.

“Eu me encontrei mesmo, como profissional, foi na venda de chapéu. Uno o útil ao agradável: conheço muita gente, troco ideia legal, escuto música boa e ganho dinheiro”, conta, em meio a uma pilha de diversos modelos: – tem estilo malandrinho ou Panamá, de palha ou tecido, além de boinas de couro, com os preços variando de R$ 25 a R$ 40, dependendo do modelo.

“Mesmo minha esposa ajudando com o salão de beleza, sustento a minha família praticamente com isso. Faço outras coisas, mas o que garante mesmo o sustento da minha família é o chapéu”, garante.

Está no ramo desde 2010, após passar uma Semana Santa no Rio e ter contato com os vendedores que circulavam pela Lapa ou pelas praias da zona Sul da Cidade Maravilhosa.

Inspirados nos ambulantes cariocas, começou a importar pequenas quantidades de chapéus que em instantes se esgotavam. A primeira casa a abrir as portas foi o extinto Agosto de Deus, na região dos Hospitais, o atual Contemporâneo Gastro Show. Depois foi a vez do bar Opção, do mestre Ronaldo Coisa Nossa.

Hoje, o escritório pode ser em qualquer um dos mais 30 eventos de samba que acontecem em BH e região, apenas nos fins de semana.

Além de ser um exemplo de empreendedorismo, Sérgio Chapéu também ajuda a divulgar o samba de Minas Gerais. O verso de seu cartão de visitas oferece o contato das principais casas do gênero. Também criou a página no Facebook “Sergio Chapeu (sic)”, em que posta agendas de samba e fotos com artistas, músicos, amigos e clientes.

Merece o nosso respeito.