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Sala de Recepção - A casa do Samba
Zu Moreira
22 de Abril - Sábado - 10:05

No dia em que se comemora o "Descobrimento do Brasil", o blog tira da cartola uma composição do grande Gonzaguinha, em parceria com Ivan Lins, que trata com humor e irreverência o 22 de abril. Desenredo integra o álbum "Gonzaguinha da Vida", de 1979, (na gravação músicos de peso como Arthur Maia, Jota Moraes e Hélio Delmiro), mas continua atual. 

 

DESENREDO - Gonzaguinha e Ivan Lins

No dia em que o jovem Cabral chegou por aqui, ô ô
Conforme diversos anúncios na televisão
Havia um coro afinado da tribo tupi
Formado na beira do cais cantando em inglês

Caminha saltou do avião assoprando um apito em free bemol
Atrás vinha o resto empolgado da tripulação
Usando as tamancas no acerto da marcação
Tomando garrafas inteiras de vinho escocês

Partiram num porre infernal por dentro das matas, ô ô
Ao som de pandeiros chocalhos e acordeão
Tamoios, Tupis, Tupiniquins, acarajés ou Carijós (sei lá quem mais...)
Chegaram e foram formando aquele imenso cordão, meu Deus quibão
E então de repente invadiram a Avenida Central, mas que legal
E meu povo, vestido de tanga adentrou ao coral
Um velho cacique dos pampas sacou do piston
E deu como aberto, em decreto mais um carnaval

E assim, a Vinte e Dois daquele mês de Abril
Fundaram a Escola de Samba Unidos do Pau-Brasil''

21 de Abril - Sexta-feira - 09:47

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado da Inconfidência Mineira. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão! 

SEXTA-FEIRA - 21/04

 SÁBADO - 22/04

DOMINGO - 23/04

 

 

 

21 de Abril - Sexta-feira - 09:44

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado da Inconfidência Mineira. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão! 

SEXTA-FEIRA - 21/04

 SÁBADO - 22/04

DOMINGO - 23/04

 

 

 

14 de Abril - Sexta-feira - 15:00

Algumas dicas do que vai rolar neste fim de semana de feriado de Páscoa. E lembro: se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão!

SEXTA-FEIRA - 14/04

SÁBADO - 15/04

DOMINGO - 16/04


 

 

 
 

 

 

13 de Abril - Quinta-feira - 12:08


Ronaldo Coisa Nossa comemora 73 anos com um samba no Bar Opção que começará no sábado e terá seu age no domingo, quando receberá convidados (as) e, juntos com a família, celebrar a vida.

É impossível compreender essa vitalidade do samba de Belo Horizonte, sem considerar a importância de Seu Ronaldo para a construção deste movimento. Ele influenciou e incentivou muitos jovens talentos surgidos na época, abrigou integrantes da velha guarda e abriu as portas do Opção para que amadores iniciassem ali a trajetória rumo ao profissionalismo, em uma cena independente que ainda pede passagem.

O Bar Opção, aliás, a partir da década de 90, passa a compor a rota obrigatório do circuito samba-choro da região Noroeste, ao lado do saudoso Cartola Bar e do Bolão do Padre Eustáquio. Graças à proximidade com o Campus Pampulha da UFMG, torna-se o cenário ideal no processo de “reconciliação” da classe média belo-horizontina com a cultura do samba.

É partir desse contato com universitários, professores, artistas e frequentadores do espaço que Ronaldo toma impulso e retira do baú as centenas de canções, que aos poucos vão criando formas de discos, documentários, apresentações artísticas e turnês.

Em breve, Seu Ronaldo lançará mais um CD. Os primeiros já estão disponíveis no soundcloud para ouvir ou baixar. O “Sob o Signo do Samba” diz muito do que vive e pensa nosso Coisa Nossa. Meu álbum preferido!

Torço e convido a todos (as) para que neste fim de semana de Páscoa reserve um tempo na agenda para conhecer o Bar Opção e dar um abraço nele. Aos que já o conhecem, e sobretudo aos artistas, desejo presentes em formas de canjas e melodias.

Abaixo, parte da entrevista realizada há 10 anos para o saudoso jornal Diário da Tarde, que traça um breve perfil desse Maioral! Vida Longa, Seu Ronaldo! No início dos anos de 1970, Big Rony era mais um daqueles adolescentes que, seduzidos pelos som dos Beatles, passaram a aderir ao movimento do rock. Na região do Caiçara, no Noroeste de BH, recém- chegado da favela do Buraco Quente, no bairro vizinho de Santo André, casado, e trabalhando em um ferro-velho na Avenida Pedro II, recebe o convite do amigo e músico Ziza para ser o carregador de instrumentos de sua banda Os Turbulentos, cujos integrantes Vermelho e Flávio Venturini viriam mais tarde a engrossar o saboroso caldo do Clube da Esquina.

Apesar de não entender muito coisa de som, ele topou a parada e com sua força “carregava só com uma mão os alto- falantes”, e atuava ainda como uma espécie de segurança e anjo da guarda da meninada. “Apesar disso, era uma figura extremamente doce, legal, com quem tínhamos o maior carinho”, relembra o próprio Venturini, cuja mãe, Dona Dalila, concedia a Big Rony a tarefa de “cuidar”do filho quando ele saía de casa para os ensaios e shows. Venturini ainda contou com o auxílio do assistente de palco quando montou a banda Crisalis, período em que o compositor de Nascente já começava a flertar com os Borges e os miltons da vida.

Por ironia, o barraco em que os roqueiros costumavam ensaiar, há quase quatro décadas, é hoje um dos maiores redutos do samba de Belo Horizonte e seu proprietário, Big Rony, ou melhor, Ronaldo Antônio da Silva, de 63 anos, hoje mais conhecido como Ronaldo Coisa Nossa, seu principal divulgador. Autodidata, compositor de primeira e detentor de uma voz tão potente quanto as toneladas de instrumentos que carregava, o sambista mantém no porão, debaixo do Bar Opção, um impressionante acervo próprio de letras e gravações, que aos poucos vão tomando forma na voz de vários artistas.

Com ajuda dos três filhos e da mulher, mantém o bar aberto às sextas-feiras e aos sábados (de 19h30 até meia noite), e ainda trabalha na digitalização das dezenas de fitas cassetes com registros de suas músicas. “Mal consigo assinar meu nome. Não toco e não conheço nada de música. As coisas surgem naturalmente, faço de ouvido, com o que aprendi no livro da vida”, confessa o autor de Sou feliz: “A paixão tem o meu endereço/ ao lado de quem mesmo diz/ é o amor, me envaideço/ e grito ao mundo sou feliz”. De forma intuitiva, Ronaldo Coisa Nossa compõe, já pensando no intérprete que poderia dar vida à música, seja ele Martinho da Vila, Jair Rodrigues, Emílio Santiago ou Beth Carvalho.

Enquanto esse momento não chega, segue trabalhando e sendo descoberto pelos artistas mineiros que, como ele, também buscam um lugar ao sol. Ellen William, uma jovem de voz firme e já com apresentações no programa de calouros de Raul Gil, incluiu em seu CD de estréia o samba-canção Eclipse. Já a cantora Dóris escolheu três músicas para compor o primeiro álbum, à espera de patrocinador para chegar ao mercado. “Tenho sambas de mais de 40 anos, que eu fiz lá no Buraco Quente”, conta o filho de dona Francisca da Conceição, de 86 anos.

CARNAVAL - Criança criada “pelas mãos dos outros” e alimentada à base de água e fubá, que “a mãe fazia no meio-fio, em um fogareiro de latinha de marmelada”, Ronaldo Coisa Nossa começou cedo a dar sinais de que levava jeito para coisa. Nas idas e vindas, entre BH, o internato do governo em Lima Duarte (Zona da Mata) e uma escola rural em Mário Campos, Região Metropolitana de BH, o aluno fazia as composições e os ditados usando sempre rimas. No tempo em que passou na roça com o avô, o funcionário público e sanfoneiro José Alves da Rocha, conviveu com músicos populares e suas canções. “Na roça, onde tinha muita cobra, eu tinha que trabalhar cantando, porque se parasse era sinal de que alguma coisa tinha acontecido”, lembra.

Na adolescência, voltou a BH para ajudar a mãe, cozinheira no “Bar do Português”, no Centro da cidade. “Fui pregador de taco e comecei a catar sucata”, completa. Depois, aos 20 anos, com o dinheiro que ganhava em uma oficina de peças usadas de uma família de italianos, comprava discos e gibis, integrava blocos de carnaval e ia às festas e bailes do morro e às gafieiras no Elite. “Na primeira vez, saí com o meu patrão de uma festa e pegamos o bonde vestidos de terno, com os bolsos cheios de carne de cabrito”, diverte-se.

Ao se casar, mudou-se para um barraco na Rua Alabama, no Alto Caiçara, na época sem qualquer infra-estrutura urbana. Com ajuda de parceiros, formou o bloco É Coisa Nossa, nome tirado do seu apelido, e passou a reivindicar junto à prefeitura benfeitorias para a região. “Meu bloco era o mais pobre do carnaval, tinha 16 componentes. Comprei umas sucatas de instrumentos, reformamos e, com a ajuda do pessoal, saímos na avenida”, diz, em referência ao carnaval de 1983, em que desceu a Afonso Pena, cantando o samba-enredo à capela, pois não consegui ninguém para tocar cavaquinho ou violão. Ele e o bloco serviram ainda a tradicionais escolas de samba da cidade como Unidos do Guarani, Bem-te-vi e Inconfidência Mineira.

As benfeitorias para a rua vieram bem depois, culminando com a construção de um shopping a poucos metros de seu barraco. O local, que já era habitado pelo povo do samba, recebeu o reforço dos operários da construção, que forçaram o sambista a abrir um pequeno botequim. Nascia há 17 anos o Del Rangos, mais conhecido como Opção. Reduto de profissionais e amadores, é um dos espaços mais populares de samba da cidade.

Agora ampliado, o bar é frequentado por pessoas de todas as idades e classes sociais, com destaque para o público universitário, verdadeiros incentivadores do movimento. “Agradeço sempre às pessoas que me prestigiam. Mal assino meu nome, mas tenho o nome das pessoas que amo na cabeça e no coração.”

Aniversário Ronaldo Coisa Nossa
16-04-17 - Domingo – 14h
R. Alabandina, 619 - Caiçaras (atrás do shopping Del Rey)
30775330 Belo Horizonte
Contato: (31) 98612-5084


 

 

 

 

 

10 de Abril - Segunda-feira - 12:35

Tem um sambista da nova guarda, Alexandre Rezende, que costuma falar que ele é o “selo de qualidade do samba”. Ou seja, se frequenta o ambiente é sinal de que a roda é boa. O contrário também vale.

Sérgio Martins de Oliveira Júnior, o popular Sérgio Chapéu, é uma das figuras mais constantes nos eventos de samba e pagode. Vendedor de chapéus e boínas, que fazem o estilo e a cabeça de quem frequenta o meio, Serginho já virou um patrimônio vivo do samba de Belo Horizonte.

“Entrei no mundo do samba e fui sempre bem recebido! Todos gostam de mim. Sempre quando tem projeto novo me chamam pra eu participar”, conta.
Prestes a completar 39 anos, o hoje chapeleiro já fez de tudo nesta vida: foi motoboy, mecânico, soldador, microempresário, vendedor de produtos de beleza , entre outras profissões.

“Eu me encontrei mesmo, como profissional, foi na venda de chapéu. Uno o útil ao agradável: conheço muita gente, troco ideia legal, escuto música boa e ganho dinheiro”, conta, em meio a uma pilha de diversos modelos: – tem estilo malandrinho ou Panamá, de palha ou tecido, além de boinas de couro, com os preços variando de R$ 25 a R$ 40, dependendo do modelo.

“Mesmo minha esposa ajudando com o salão de beleza, sustento a minha família praticamente com isso. Faço outras coisas, mas o que garante mesmo o sustento da minha família é o chapéu”, garante.

Está no ramo desde 2010, após passar uma Semana Santa no Rio e ter contato com os vendedores que circulavam pela Lapa ou pelas praias da zona Sul da Cidade Maravilhosa.

Inspirados nos ambulantes cariocas, começou a importar pequenas quantidades de chapéus que em instantes se esgotavam. A primeira casa a abrir as portas foi o extinto Agosto de Deus, na região dos Hospitais, o atual Contemporâneo Gastro Show. Depois foi a vez do bar Opção, do mestre Ronaldo Coisa Nossa.

Hoje, o escritório pode ser em qualquer um dos mais 30 eventos de samba que acontecem em BH e região, apenas nos fins de semana.

Além de ser um exemplo de empreendedorismo, Sérgio Chapéu também ajuda a divulgar o samba de Minas Gerais. O verso de seu cartão de visitas oferece o contato das principais casas do gênero. Também criou a página no Facebook “Sergio Chapeu (sic)”, em que posta agendas de samba e fotos com artistas, músicos, amigos e clientes.

Merece o nosso respeito.
 

 
 

 

07 de Abril - Sexta-feira - 16:00

 Muitos amigos e amigas me pedem dicas de agenda de samba em Belo Horizonte e região nos fins de semana. Toda sexta-feira vou sistematizar aqui os principais programas para quem gosta de ouvir samba e pagode, com eventos gratuitos e pagos. Se o seu evento não consta nesta agenda é só enviar um flyer e informações que incluímos no blog: redacaozm@yahoo.com.br. Boa diversão!


SEXTA-FEIRA - 7/04


    

SÁBADO 8/04


 DOMINGO 9/04


 

 

04 de Abril - Terça-feira - 18:00

 Cantor, compositor, advogado e agitador cultural Dudu Nicácio acaba de lançar uma campanha nas redes sociais para o financiamento coletivo de seu mais novo CD “Oceano Brilhante”, o quinto da carreira. Produzido pelo nosso querido e onipresente Thiago Delegado, no formato voz e percussão - a cargo do talentoso Robson Batata, o disco tem data prevista de lançamento em junho, no Museu de Arte da Pampulha.

Com a palavra, Dudu Nicácio:

Estou muito feliz com o resultado do disco! Feliz por me reencontrar com o samba. Por ter conseguido expressar nele vários sentimentos, melodias, ideias e desejos que me são caros e me movem em meu dia a dia. E por contar com a companhia de pessoas muito especiais e talentosas: Thiago Delegado (que produziu, arranjou e tocou lindamente), Robson Batata (que se desdobrou em vários batuqueiros fazendo ao vivo toda a cozinha do disco), mestre Moacyr Luz (o mais querido dos queridos sambistas!), Giselle Couto (que não só me fez cantar melhor como cantou bonito comigo) e um time de parceiros que muito me orgulha (dos saudosos Vander Lee e Mestre Jonas à diva do samba mineiro Donelisa, passando pelos brasas Evair Rabelo, Fabinho do Terreiro, Rafael Schimidt, Rodrigo Braga e Vitor Santana). Ainda teve a arte de Juan Cabello Arribas, Marco Túlio Pinto, Alexandre Telles e Cristiano Silva dando cores ao trabalho. O disco foi gravado praticamente todo ao vivo, em BH, no Estúdio Casa Antiga, do querido Fabrício Galvani e masterizado no Rio pelo Luiz Tornaghi”.
 
 
Para participar da campanha, clique aqui.
03 de Abril - Segunda-feira - 22:00

O biógrafo e escritor pernambucano Lira Neto, ganhador de vários prêmios Jabuti de literatura, desembarca nesta terça-feira em Belo Horizonte para o lançamento do primeiro volume do livro "A História do Samba - As Origens" (Companhia das Letras), no auditório da Cemig, às 19h30, dentro do projeto Sempre Um Papo. Imperdível para quem se interessa pela história de um dos gêneros mais populares do Brasil.

Para celebrar o lançamento, o Bloco dos Pescadores e o Bar do Orlando comandam a edição especial da roda de samba já tradicional em Belo Horizonte. Com evento compartilhado no Facebook, a roda de samba é uma oportunidade para a reunião de sambistas e momento de pensarmos na produção de uma obra literária que fale da memória do samba na capital mineira. Material e personagens não faltam.

Mais informações clique aqui

 

 

 


  

01 de Fevereiro - Quarta-feira - 18:00

 

Quando falamos da influência de Minas Gerais no samba, pensamos logo em Geraldo Pereira, Ary Barroso, Ataulfo Alves ou Clara Nunes. A lista, porém, é mais extensa e nomes como o de Osvaldo Alves Pereira, ou simplesmente Noca da Portela, engrossam o caldo da contribuição mineira ao samba do Rio de Janeiro.

Natural de Leopoldina, na Zona da Mata mineira, Noca foi cedo para a Cidade Maravilhosa, onde construiu uma carreira artística sólida, fez amigos e parceiros do calibre de Dona Ivone Lara, Nelson Cavaquinho e Candeia.

“Vim de lá com cinco anos de idade. O Rio me adotou e hoje sou o mineiro mais carioca do samba”, afirma ele ao comentar “Êh, êh, êh Minas Gerais”, uma das 15 faixas do sexto álbum de carreira do sambista de 83 anos. Intitulado “Homenagens”, o CD foi lançado no fim do ano passado para celebrar lugares, parceiros e pessoas.

Entre os sambas inéditos, destaque para pérolas guardadas há mais de 40 anos, como “Basta papai”, primeira parceria com Dona Ivone Lara, e “Coração Vadio”, com o mangueirense Nelson Cavaquinho. “Esse samba surgiu na Praça Tiradentes, em meio a um pileque”, conta no disco.

No próximo dia 18, no Contemporâneo Gastro Show, Noca da Portela anima o pré-carnaval de Belo Horizonte em que não faltarão, além das inéditas, vários clássicos de carreira, como “É preciso muito amor” e “A Alegria Continua (com outro mineiro Mauro Duarte) .

O show também contará com as participações especiais do bamba Evair Rabelo, que também assina a produção, Marcelo Roxo e Carla Lima.

Em um Carnaval em que a programação anunciada inclui celebridades do tipo Wesley Safadão, beber da fonte de Noca da Portela fará muito bem aos foliões mineiros.