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Campanha

Ministério alerta que 53% do público-alvo não tomou vacina

Até o próximo dia 22, postos de saúde receberão as famílias para atualização do calendário

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PUBLICADO EM 14/09/17 - 03h00

BRASÍLIA. O Ministério da Saúde lançou nessa quarta-feira (13) a Campanha de Multivacinação, voltada para crianças e adolescentes de até 15 anos para atualizar a carteira de imunização. A iniciativa ocorre em um momento em que o país enfrenta a sua pior cobertura vacinal dos últimos dez anos.

Pelas contas da pasta, 53% do público esperado para ir aos postos já deveria estar como o calendário completo, mas não está. “Quando se observa os números gerais, a cobertura nacional parece boa. Mas, em alguns locais, algumas cidades, a cobertura está abaixo do que seria considerado ideal”, afirmou a coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Ao longo do tempo, observou, esse fenômeno provoca um aumento significativo da população vulnerável, tornando mais forte o risco de epidemias. A campanha vai até o dia 22 de setembro. No sábado, 16, será feito em todo o país o Dia D, quando postos fixos e volantes estarão abertos para atualizar a carteira vacinal.

Além do envio de 143,9 milhões de doses de vacina de rotina, o ministério encaminhou aos postos de saúde 14,8 milhões de doses extras. Ao todo, serão disponibilizadas 15 vacinas.

Carla atribuiu a baixa cobertura a uma associação de fatores. Para começar, o próprio fato de campanhas anteriores terem sido bem-sucedidas, com a consequente redução de doenças que podem ser evitadas com vacinas. A redução de casos, completou, acabou provocando um efeito inverso do desejado, desmobilizando os pais a procurar manter a carteira em dia.

A coordenadora do programa observou, no entanto, que o risco não pode ser descartado, sobretudo quando se leva em consideração o cenário internacional.

Para completar, Carla citou um movimento crescente no país contrário à vacinação. “Nosso esforço é mostrar para os pais o equívoco que é acreditar nos grupos antivacinas. Esses grupos lançam as informações sem veracidade, sem nenhum estudo por trás diferentemente do que faz o ministério”, disse. “As vacinas são incluídas após uma análise sobre a importância da doença e estudos que comprovem que o produto trará benefício e não risco para população”.

Como exemplo da necessidade de uma boa cobertura vacinal, Carla citou a epidemia de febre amarela, que ocorreu no Brasil no início do ano. Mesmo em regiões consideradas de risco, a imunização era muito baixa, embora houvesse a vacina contra a doença disponíveis nos postos.

Se está no noticiário, há procura

“A população só quer tomar a vacina para doenças que estão no noticiário. Estamos discutindo num contexto mais global, na prevenção, para que toda população esteja protegida caso ocorra um surto eventual”, alertou nessa quarta-feira (13) a coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Segundo ela, vacinas estão sendo desperdiçadas com a baixa adesão dos brasileiros.

“Uma coisa é distribuir 14 milhões de rotina e outra, 100 milhões. Se o pai não vai vacinar, a vacina se perde, por isso que temos de trabalhar na prevenção, na rotina”.

Ao todo, vão trabalhar na campanha 350 mil profissionais, distribuídos em 36 mil postos de vacinação.


Estudo

Tuberculose ainda desafia o mundo

PARIS, FRANÇA. Nenhum país no mundo está em vias de alcançar as metas das Nações Unidas para erradicar a tuberculose até 2030, e muito poucos estão caminhando para impedir novos contágios com o vírus da aids (HIV), segundo um estudo sobre a saúde mundial publicado nessa quarta-feira (13).

Menos de 5% dos países atingiriam, até 2030, os objetivos de redução de suicídios, mortes em acidentes de trânsito e obesidade infantil, e só 7% poderiam eliminar novas infecções com o HIV, segundo o estudo publicado na revista médica “The Lancet”.

Por outro lado, mais de 60% dos países avaliados podem alcançar as metas de redução da mortalidade infantil, neonatal e materna, e de eliminação da malária. Apenas 20% das 37 metas de saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, adotados em 2015, poderão ser cumpridas.

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