Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Sindicato dos jornalistas do Rio pode responsabilizar TV Bandeirantes por morte de cinegrafista

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
Para a presidente do sindicato de jornalistas, as empresas de comunicação precisam rever condições de trabalhos dos repórteres
PUBLICADO EM 07/11/11 - 10h00

O Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro responsabilizou a TV Bandeirantes pela morte do repórter cinematográfico Gelson Domingos, de 46 anos, que ocorreu nesse domingo (6). Ele foi atingido por uma bala de fuzil no peito durante a cobertura de uma operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas em favela da zona oeste do Rio de Janeiro. Ele também era funcionário da TV Brasil. Veja aqui o vídeo com as últimas imagens gravadas pelo repórter.

Para a presidente do sindicato, Suzana Blass, a morte de Domingos foi uma tragédia anunciada porque os coletes dados pelas emissoras não resistem a tiros de fuzil. Ela afirma que o sindicato pode recorrer à Justiça para obrigar a Bandeirantes a amparar a família do cinegrafista.

“Isso [o colete] é uma maquiagem. Os coletes não oferecem segurança para o profissional porque não protegem contra os tiros de fuzil, a arma mais usada pelos bandidos e também pela polícia no Rio. E as emissoras só dão o colete porque a convenção coletiva de trabalho estabeleceu que o equipamento é obrigatório em coberturas de risco", reclama Suzana.

A Bandeirantes alegou que o colete utilizado nas coberturas, desde 2004, é o III-A. Segundo a rede de televisão, é o modelo mais resistente liberado pelas Forças Armadas para a utilização de civis. Além disso, a Bandeirantes afirmou que os repórteres e cinegrafistas foram treinados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) sobre posicionamento em áreas de risco.

A presidente do sindicato ainda defende que todos os repórteres de rua tenham seguro diferenciado. A Bandeirantes garantiu que dá esse benefício aos profissionais que trabalham na empresa.

Gelson Domingos e o repórter Paulo Garritano ganharam, em 2010, menção honrosa na 32ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria TV Documentário, com a série sobre pistolagem no Nordeste, exibida no programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil.  

O que achou deste artigo?
Fechar

Sindicato dos jornalistas do Rio pode responsabilizar TV Bandeirantes por morte de cinegrafista
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter