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Retração

Construção deve recuar 5,5% 

Para vice-presidente do Sinduscon-MG, o maior problema é a paralisação das obras públicas

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Construcao Civil
PUBLICADO EM 07/05/15 - 03h00

A recente restrição do limite de financiamento anunciada pela Caixa Econômica Federal para imóveis usados vai incentivar a procura por novos. Mas, nem essa medida deve salvar a construção civil de fechar o ano no vermelho. Segundo projeções da Fundação Getulio Vargas (FGV), o setor deve terminar 2015 com uma retração de 5,5%, o que será o segundo ano negativo consecutivo. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção teve queda de 2,6%.

O vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins, afirma que o PIB do setor já vem sendo impactado há muito tempo. “A principal causa são as paralisações das obras públicas, principalmente as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as ligadas à Petrobras”, afirma.

Segundo Martins, para custear essas obras, o governo precisa recorrer a recursos do Tesouro Nacional e, como está faltando dinheiro, isso acaba atrasando os pagamentos e as obras. “Esse é o maior problema do setor, muito mais do que a questão predial”, diz Martins, referindo-se a construção de imóveis residenciais e comerciais.

Na avaliação do vice-presidente do Sinduscon, embora as recentes medidas restritivas da Caixa Econômica incentivem a compra de imóveis novos, elas não vão gerar um estímulo imediato a novas construções. “As pessoas ainda podem recorrer aos bancos privados para financiar a casa própria. Estamos passando por um momento de readequação e o governo vai ter que criar soluções para o mercado imobiliário. Na minha opinião, a saída é tornar a poupança mais atrativa”, ressalta. A poupança é uma das fontes de recursos para empréstimos imobiliários.

A geração de empregos já foi afetada. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no primeiro trimestre do ano passado, a construção gerou 60,88 mil postos de trabalho com carteira assinada, sendo 6.591 em Minas Gerais. No primeiro trimestre deste ano, ao invés de criar vagas, foram cortadas 53,75 mil no país e 2.131 em Minas.

Os desafios do setor e a busca por alternativas serão discutidos durante o 12º Encontro da Cadeia da Construção Civil (Minascon), que acontecerá de 24 a 27 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte.

Material

Vendas em queda. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais da Construção (Abramat), o faturamento do setor registrou queda de 13,9% nos dois primeiros meses deste ano.

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