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Energisa investirá R$ 180 milhões em Minas até 2020

Companhia atende 66 municípios da Zona da Mata mineira e tem 440 mil clientes no Estado

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Helenice Laguardia entrevista o diretor-presidente da Energisa Minas Gerais e Nova Friburgo, Eduardo Mantovani.
PUBLICADO EM 01/02/18 - 03h00

Nascido em Cataguases, na Zona da Mata mineira, em 1905, o Grupo Energisa era apenas uma usina hidrelétrica para alimentar uma indústria têxtil instalada na região. Mas ao longo de 113 anos, a companhia conseguiu superar a onda de estatização no setor elétrico na década de 70 no país, foi às compras no final da década de 90 com a mudança de legislação do setor e, em 2014, adquiriu algumas empresas em recuperação judicial do Grupo Rede. A Energisa foi uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, e seu controle acionário – 60% – continua com a família mineira Botelho: os outros 40% estão com acionistas na Bolsa de Valores.

No atual mercado competitivo de energia elétrica no Brasil, que tem assistido cada vez mais à entrada do capital estrangeiro, o grupo mineiro se impõe: atende nove Estados brasileiros e tem 6,6 milhões de clientes, com uma população atendida de mais de 16 milhões de habitantes e faturamento líquido da ordem de R$ 12 bilhões em 2017, além de um quadro de 15 mil funcionários próprios e mais 5.000 pessoas terceirizadas.

“O viés (do Grupo Energisa) é o crescimento sustentável. Estaremos entre os três – ou talvez entre os dois – maiores grupos do Brasil em pouco tempo na área de energia elétrica”, garante o diretor-presidente da Energisa Minas e Nova Friburgo, Eduardo Mantovani, que está há 39 anos no grupo.

Atualmente, a companhia controla sete distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo e Paraná. “Cada uma dessas unidades tem a sua diretoria executiva que se reporta ao presidente do grupo, Ricardo Botelho, que é o grande articulador e comandante de toda a empresa. Cada uma dessas empresas tem os desafios regionais”, informa o engenheiro eletricista.

Investimentos em Minas. Eduardo Mantovani conta que Minas Gerais está passando por uma nova fase de investimentos. De 2011 a 2016 foram aportados em torno de R$ 325 milhões no Estado. “Para o próximo triênio, de 2018 a 2020, os investimentos são da ordem de R$ 180 milhões no Estado, uma média de R$ 60 milhões por ano”, calcula o executivo. Os recursos se dividem entre capital próprio e financiamento do BNDES.

Em Minas Gerais, a Energisa atende 66 municípios da Zona da Mata mineira. “São 440 mil clientes atendidos que estão ligados, atendemos em torno de 16 mil km² do Estado, o que representa de 6% a 8% do território. Temos um mercado da ordem de 1.500 GW/h ano”, informa Mantovani.

“O foco tem sido a sustentabilidade com uma boa topologia de rede com qualidade dos equipamentos materiais e serviços aplicados. Usamos muita inovação e tecnologia para ter resposta rápida”, conclui. 

 

Empresa implanta Centro de Serviços Compartilhados

Prática que vem sendo adotada por grandes empresas, a Energisa também inaugurou um dos cinco maiores Centros de Serviços Compartilhados (CSC) do país, em Cataguases (MG). No caso da Central de Serviços Energisa, Eduardo Mantovani diz que tudo pode ser centralizado num só lugar sem o menor problema. Ele se refere às atividades do tipo: financeira, contabilidade, boa parte do RH, processamento de folha, recolhimento de tributos e impostos e parte de suprimento, como aquisição. “Se vai comprar transformadores, você compra para todas as empresas e manda entregar no local de destino. Não é cada empresa do grupo comprando, senão cria atividades repetitivas desnecessariamente. Se estiver num lugar só, tem uma redução de custo, e isso se transfere para a tarifa do cliente”, explica Mantovani.

Sobre a escolha de Cataguases, Mantovani diz que foi uma vitória regional: “Porque aumentamos o volume de empregos na cidade e fizemos uma sede nova”.

O investimento foi de R$ 61 milhões, com duas novas sedes: uma para a Central de Serviços Energisa e outra para a Energisa Minas Gerais. São prédios sustentáveis – usam o máximo de luz diária para iluminação e têm um sistema de captação de água de chuva para uso em jardins e descargas; e eficiência energética. “Reduzimos 15% do uso de água e 12% do consumo de energia”.

 

Grupo avalia distribuidoras da Eletrobras

O diretor-presidente da Energisa Minas e Nova Friburgo, Eduardo Mantovani, divide a companhia em duas etapas: entre 1997 e 2000, quando o grupo septuplicou de tamanho em relação à origem, adquirindo empresas. Em 2014, com novas aquisições, triplicou de tamanho novamente. Com um grupo robusto, os planos de novos investimentos continuam. “Estamos avaliando as distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas. Não é a Eletrobras em si, mas por exemplo Alagoas, Piauí, Rondônia, Amazonas. Estamos fazendo a avaliação agora porque elas devem ir a leilão até o meio do ano, segundo a Eletrobras”, informa.

Mantovani diz que o Grupo Energisa não abandonou a geração de energia. “Hibernamos na geração e estamos voltando agora com a participação em leilões. Participamos do último leilão de eólicas, temos um portfólio de projetos da ordem de 500 MW de energia eólica, temos uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) em carteira e temos dois projetos de usina solar na Paraíba. Já é um portfólio robusto, em torno de 600 MW. E vamos continuar participando de leilão”, afirma Mantovani.

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