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Crítica

Faltou no país educação financeira 

Para especialistas, a causa do endividamento não foi o crédito farto, mas a maneira de usá-lo

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PUBLICADO EM 25/08/14 - 03h00

Na última quarta-feira, o Banco Central anunciou medidas que vão liberar cerca de R$ 25 bilhões para os bancos emprestarem aos seus clientes. A intenção é justamente estimular o crescimento com a maior oferta de crédito.

Uma delas vai liberar R$ 10 bilhões e alterou novamente as regras dos depósitos compulsórios – que são recursos que têm de ser mantidos pelos bancos no próprio BC. Foram reduzidos os valores que deverão ser mantidos em reserva, liberando mais recursos para os bancos emprestarem.

Já o Ministério da Fazenda, anunciou, por exemplo, medidas para facilitar a compra de imóveis financiados e facilitar a concessão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, além da retomada de garantias – como automóveis e caminhões – pelos bancos, em caso de inadimplência. (veja arte)

Análise. O problema do endividamento do brasileiro não foi o crédito, mas a forma como foi distribuído e a falta de educação financeira. “A oferta não foi exagerada. O que faltou foi cautela e uma ação paralela de educação financeira, pois a população não estava pronta para recebê-lo como foi. “O crédito é importante para a economia, mas cresceu rápido demais”, avalia o professor do curso de economia do Ibmec-BH, Ricardo Fonseca Couto.

Ele afirma que os Estados Unidos trabalham com muito crédito e não há problema. “Aqui, o endividamento aconteceu de forma desordenada”, aponta.

O professor de economia da Fumec, Alexandre Pires, também destaca que, ao mesmo tempo em que o governo incentivou o crédito, não promoveu nenhuma ação paralela de educação financeira. “As classes C e D se tornaram mais bancarizadas para ter acesso ao crédito. Mas endividaram-se e vieram outras despesas. Com o carro, foi preciso gastar mais com combustível e seguro. Com o celular, mais pacotes de internet. Aí, ficaram ainda mais endividadas”, analisa.

Pires afirma que, agora, muitos bancos travaram o crédito. “Eles estão prefixando os juros, deixando o empréstimo mais caro. Estão com medo de não receberem e, por isso, ficaram mais seletivos”, afirma. (Com agências)

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