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Corte de gastos

Ideia é privatizar 54 estatais

Meta do Ministério do Planejamento é chegar ao fim do processo com cem companhias

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Setor estratégico. A Eletronuclear, que opera as usinas de Angra dos Reis (RJ), ficará de fora do processo de privatização da Eletrobras
PUBLICADO EM 14/09/17 - 03h00

A nova rodada de privatização das estatais vai reduzir em um terço o número de companhias do governo, segundo cálculos do secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento, Fernando Ribeiro Soares. O número de empresas já caiu este ano de 154 para 150 e deve diminuir para cerca de 100 ao final do processo de privatização anunciado recentemente.

Conforme Soares, o enxugamento visa tornar os grupos empresariais estatais “mais leves”, garantindo mais retorno ao governo federal. “É uma maldade dizerem que buscamos com as privatizações só o resultado fiscal. Queremos promover a racionalidade”, disse o secretário.

Só a venda da Eletrobras será responsável por diminuir em 38 a quantidade de estatais federais. A operação incluirá a holding e todas as suas subsidiárias, com exceção da Eletronuclear, que opera as usinas de Angra dos Reis.

Antes mesmo de colocar em prática esse enxugamento mais drástico, o governo adotou medidas para melhorar os resultados das estatais. O conjunto de 154 empresas federais saiu de prejuízo de R$ 32 bilhões, no resultado global em 2015, para lucro de R$ 4,6 bilhões em 2016.

Para ele, em 2017 o desempenho será ainda melhor, também por causa das duas maiores companhias estatais. “O resultado de R$ 4,6 bilhões para 2017 é piso. Vamos melhorar mais ainda”, garantiu.

No caso da Petrobras, o secretário citou a política de desinvestimentos, centrada na venda de empresas que não atuam na área prioritária de exploração, produção e refino de petróleo. Para ele, a melhora do resultado das estatais é muito relevante para as contas do governo por três razões: evita a necessidade de aportes com recursos do Orçamento com impacto nos gastos primários; melhora o repasse de dividendos; e barra o risco de que empresas hoje não dependentes se tornem no futuro dependentes do Tesouro Nacional.

Dependência

Preocupação. Pelo menos duas estatais correm o risco de passar a depender do Tesouro Nacional: Correios e Infraero, que deve receber aporte de R$ 1,5 bilhão para reforçar o caixa.

"Maldade"

“É maldade dizerem que buscamos com as privatizações só o resultado fiscal. Queremos promover a racionalidade”

“Infraero está no radar, estamos preocupados”

Fernando Soares, Secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Planejamento

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