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Pequenas e microempresas geram 60% a mais de vagas

Menor exigência de qualificação e maior presença no mercado facilitam nas contratações

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Leonardo Neves (de pé, à esquerda) e Fernando Juste (de pé, à direita) dobraram o total de funcionários da pequena empresa
PUBLICADO EM 19/06/17 - 03h00

Para cada emprego que uma grande empresa criou em 2016, uma micro ou pequena gerou um e meio. Mais precisamente, as menores geraram 9,03 milhões de vagas, quase 60% a mais do que as 5,7 milhões de contratações feitas pelas maiores. Além de a maioria das empresas ser de pequeno porte, quanto menor o tamanho, menos especialização é exigida. O levantamento foi feito pelo Sebrae a partir do cruzamento de dados do Ministério do Trabalho.

“O fato de serem a esmagadora maioria já explica porque contratam mais. Também temos que observar que 83% das empresas estão em setores de comércio e serviços, que exigem menor nível de especialização, o que facilita as admissões”, explica o analista da unidade de inteligência empresarial do Sebrae-MG Breno Fernandes.

O analista ressalta que basta verificar as três profissões mais demandadas em Minas Gerais para comprovar que, quanto menor é a exigência de experiência ou qualificação, maior é a chance de contratação. “Na faixa mais demandada, de 25 a 39 anos, os setores que mais contrataram foram comércio, com 34.643 vagas, como vendedores; construção civil, com 18.741 postos, com destaque para servente de pedreiro; e agropecuária, com 15.991 contratações”, justifica Fernandes.

Para a auxiliar administrativo Nayara Campos, 24, capacitação não era problema, mas faltava experiência. Ela ficou desempregada por um ano e meio. Nesse período, bateu em todos os tipos de porta, mas foi em uma pequena empresa que encontrou oportunidade de trabalho. “Sou formada em administração e estou fazendo ciências contábeis. Mandei currículo para todo tipo de empresa e percebi que as grandes cobram muito mais. As pequenas oferecem mais oportunidades para quem não tem tanta experiência. E foi uma dessas que me contratou”, comemora Nayara, empregada há três meses.

A oportunidade que Nayara Campos encontrou a pequena empresa de e-commerce JN2 conseguiu dar a 16 pessoas. “A equipe tinha 14 pessoas e agora tem 30”, afirma Leonardo Neves, 33, que oferece suporte de montagem e gestão de plataformas que vendem produtos ou serviços pela internet, ao lado do sócio Fernando Juste.

No caso da JN2, a explicação está na particularidade do setor e no fato de, sem conseguir emprego no mercado formal, muita gente parte para ter seu próprio negócio. “O mercado de e-commerce vem crescendo bastante porque a internet está revolucionando o mundo. Basta pegarmos como exemplo Uber e Cabiby para vermos como a nova geração já nasceu comprando pela internet e, assim como as pessoas compram, outras vendem”, explica.

Foi na JN2 que o analista de TI Bruno Bampi, 36, conseguiu voltar para o mercado formal. Em 2013, ele saiu do emprego de carteira assinada para empreender num negócio próprio junto com a mãe. Mas, além de querer voltar a trabalhar com a área de formação, a crise reduziu os ganhos e motivou Bampi a procurar outro emprego. “Enquanto eu mandava currículos, percebi que 60% das vagas oferecidas eram por pequenas e médias empresas. Essa oportunidade caiu como uma luva”, conta.

Poder. Minas Gerais tem 749,5 mil empresas. Dessas, 743 mil ou 99,2% são micro e pequenas e, juntas, geram 59% das vagas. As médias e grandes são 0,8% do total e geram 41% dos postos.


Quase um quarto das empresas fecha

Em 2013, 19% das empresas abertas em Minas Gerais fecharam as portas antes de completar dois anos. Em 2016, esse índice de portas baixadas subiu para 22,6%, quase um quarto. Na avaliação do analista da unidade de inteligência empresarial do Sebrae-MG Breno Fernandes, a tendência é piorar ainda daqui a dois anos. “Hoje, vemos muito mais gente abrindo um negócio por necessidade, pois perdeu o emprego devido à instabilidade econômica e viu esse caminho como alternativa”, afirma.

Em 2014, 70,6% dos empreendedores que abriram seu negócio no Brasil foram motivados pela oportunidade, quando há um planejamento que aumenta as chances de dar certo. Os outros 29,4% foram impulsionados pela necessidade, que normalmente está ligada à demissão e à busca de um meio de sobrevivência. “No ano passado, essa proporção já estava bem diferente, e o empreendedorismo por oportunidade caiu para 57,4%”, comparou.

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