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Espionagem

Lula diz que Snowden presta um serviço à democratização

Grupo de manifestantes em São Paulo cobra de Dilma asilo a delator norte-americano

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Dois grupos realizaram protesto a favor de Snowden em frente ao Gabinete da Presidência
Dois grupos realizaram protesto a favor de Snowden em frente ao Gabinete da Presidência
PUBLICADO EM 19/07/13 - 03h00

São Paulo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem o ex-técnico da CIA Edward Snowden. Durante palestra sobre dez anos de política internacional do Brasil, na Universidade Federal do ABC, Lula disse aos participantes que Snowden, considerado foragido dos Estados Unidos, presta um “serviço à democratização” e que espera não ter tido suas conversas monitoradas.

“Eu não sei qual foi o critério da negativa (do pedido de asilo ao Brasil). Eu acho que esse rapaz está prestando um serviço à democratização, denunciando um comportamento não recomendável para um país presidido pelo Barack Obama. Não é aceitável; e eu acho que os países têm de pedir uma explicação. Eu espero que ele não tenha ouvido as minhas conversas. É uma irresponsabilidade, um desatino”, disse o ex-presidente.

“Snowden Day”. Ontem, cerca de 30 manifestantes protestaram na tarde diante do prédio da Presidência da República, na avenida Paulista, em São Paulo. Ligados aos movimentos Juntos e Partido Pirata, os manifestantes pediram que o Brasil dê asilo político a Snowden, que vazou informações sobre o programa de espionagem do governo norte-americano. Entre os países monitorados pelos Estados Unidos, está o Brasil.

Os manifestantes entregaram no escritório da Presidência uma carta endereçada à presidente Dilma Rousseff e ao chanceler Antonio Patriota reivindicando o asilo ao norte-americano. O grupo não foi recebido no gabinete, mas um funcionário do escritório conversou com quatro ativistas na portaria do prédio e protocolou o documento.

Livro. O jornalista Glenn Greenwald, do periódico britânico “The Guardian”, lançará no início de 2014 um livro com materiais adicionais sobre as ações do governo dos Estados Unidos e a “extraordinária cooperação” de empresas privadas em uma megaoperação de espionagem pelo mundo.

Glenn Greenwald assinou contrato com a Metropolitan Books, um selo da editora Macmillan, para lançar o livro em março do ano que vem.

Autor de três livros nos quais denuncia a violação de direitos individuais pelo governo dos EUA em nome da “segurança nacional”, Greenwald vem publicando no “The Guardian” uma série de reportagens baseadas nos documentos vazados pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden sobre dois programas de espionagem eletrônica comandados por Washington.

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