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CARNE FRACA

Agricultores europeus exigem normas de segurança do Mercosul

Para o secretário geral do sindicato de agricultores europeus, o bloco sul-americano não tem os mesmos padrões de segurança que a União Europeia e pediu a Bruxelas que alcance 'acordos justos e equilibrados' sobre a agricultura

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Potência. O Brasil possui o maior rebanho comercial de gado bovino do mundo; segundo a CNA, o mercado interno responde por cerca de 80% do consumo
PUBLICADO EM 20/03/17 - 09h27

O principal sindicato de agricultores europeus Copa-Cogeca pediu nesta segunda-feira (20) que sejam garantidas as normas de segurança da União Europeia nas negociações em curso com os países do Mercosul, ao expressar sua preocupação com o escândalo da carne brasileira.

"A respeito das conversações comerciais com o Mercosul, enviamos uma carta à Comissão Europeia pedindo que sejam cumpridas nossas normas de segurança e que os países do Mercosul garantam o rastreio individual do gado", indica um comunicado do secretário geral desta organização, Pekka Pesonen.

Para Pesonen, o bloco sul-americano não tem os mesmos padrões de segurança que a União Europeia, dando como exemplo "o caso do Brasil", e pediu a Bruxelas que alcance "acordos justos e equilibrados sobre a agricultura em qualquer acordo comercial" para não comprometer os padrões de segurança europeus.

A questão da carne é um dos temas sensíveis nas negociações entre o bloco europeu, por um lado, e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), do outro, para alcançar um acordo comercial cujas primeiras conversações remontam a 1999 e foram retomadas em 2010 depois de um intervalo de vários anos.

Neste contexto, o escândalo da operação "Carne Fraca" no Brasil, no qual a Polícia Federal desmontou um esquema de propinas dos frigoríficos pagas aos inspetores sanitários para poder camuflar alimentos inapropriados para consumo, aconteceu dias antes do início uma nova rodada de negociações entre os dois blocos nesta segunda-feira, em Buenos Aires.

As conversações na Argentina entre os dois blocos, que decidiram adiar as discussões sobre a carne até a celebração das eleições presidenciais e legislativas na França (abril-junho), são cruciais para saber se é possível alcançar um eventual acordo até o final de 2017.

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