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Espanha

Doze funcionários catalães são detidos por plebiscito separatista

É a primeira vez que as autoridades espanholas prendem funcionários catalães desde que a campanha a favor da consulta de secessão começou a ganhar força, em 2011

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Manifestação em massa pela independência da Catalunha
Manifestação em massa pela independência da Catalunha
PUBLICADO EM 20/09/17 - 09h01

Doze pessoas foram detidas nesta quarta-feira (20) pela polícia da Espanha em escritórios do governo regional da Catalunha, segundo a imprensa local. A operação intensificava a ofensiva do governo de Madri contra os preparativos da região para celebrar um plebiscito separatista, considerado inconstitucional pelo governo central.

É a primeira vez que as autoridades espanholas prendem funcionários catalães desde que a campanha a favor da consulta de secessão começou a ganhar força, em 2011. As detenções se concentraram nos departamentos de Economia e Relações Exteriores da Generalitat, segundo a agência de notícias Europa Press e outros meios, dentro dos esforços do governo para impedir os preparativos para a votação, convocada para 1º de outubro.

Centenas de pessoas se reuniram para protestar diante dos escritórios do governo na capital regional, Barcelona. Autoridades judiciais e a polícia recusaram-se a dar detalhes sobre a operação, indicando que um juiz havia decretado segredo no caso.

Em comunicado, o Ministério do Interior disse que a Guarda Civil trabalhava para colher provas. O governo do conservador primeiro-ministro Mariano Rajoy lançou várias contestações judiciais para impedir o plebiscito de 1º de outubro, convocado pela coalizão independentista que governa a Catalunha, no nordeste da Espanha.

Respaldado pela maioria dos partidos da oposição, o governo de Rajoy afirma que o plebiscito é inconstitucional e que, se Catalunha deseja votar, primeiro deve trabalhar para mudar a Constituição. O Tribunal Constitucional determinou que seja suspensa a votação enquanto se estuda sua legalidade, mas as autoridades catalãs dizem que levarão adiante a iniciativa de qualquer modo.

A Catalunha representa um quinto da economia espanhola. Seus 7,5 milhões de habitantes em sua maioria apoiam a realização de um plebiscito, embora mostrem-se divididos sobre a questão da independência.

O Ministério da Fazenda e Administração Pública da Espanha anunciou nesta quarta-feira novos controles sobre as finanças do governo regional catalão para assegurar que não seja colocado dinheiro público no plebiscito. O ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro, firmou uma ordem na noite de terça-feira que limita o novo crédito e exige supervisão das autoridades espanholas para todos pagamentos de serviços não essenciais à região da Catalunha. A decisão foi tomada após as autoridades catalãs não aceitarem voluntariamente esses controles. Com a medida, praticamente todos os gastos do governo regional ficam nas mãos de Madri. A Fazenda assumiu na semana passada o pagamento direto dos serviços básicos como educação, saúde e os salários dos funcionários públicos.

Já o presidente da região da Catalunha, Carles Puigdemont, acusou o governo espanhol de mostrar uma "atitude totalitária" com as prisões de funcionários e prometeu levar adiante o projeto de fazer o plebiscito. Puigdemont disse que a operação policial é ilegal e que as medidas de Madri para controlar os gastos de sua administração são uma suspensão "de facto" do autogoverno catalão. 

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