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Guerra

Líbano começa a controlar entrada de refugiados da guerra síria

Medida requer que os sírios obtenham vistos que limitam drasticamente seu tempo de permanência no Líbano

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PUBLICADO EM 05/01/15 - 16h54

Com seu sensível equilíbrio sectário pressionado por mais de 1 milhão de refugiados da guerra civil síria, o Líbano começou a impor nesta segunda-feira (5) restrições sem precedentes contra a entrada de cidadãos do país vizinho.

A nova medida, que requer que os sírios obtenham vistos que limitam drasticamente seu tempo de permanência no Líbano, estreita uma das poucas rotas de fuga de uma guerra que desalojou um terço da população síria.

O conflito, que em março completará quatro anos, não dá sinais de estar perto do fim.

Mais de 3 milhões de pessoas fugiram da Síria, em sua maior parte para os vizinhos Líbano, Turquia, Jordânia e Iraque.

Os países ocidentais apenas aceitaram pequenos números de refugiados, e centenas de pessoas morreram afogadas tentando cruzar o mar Mediterrâneo em embarcações precárias.

Funcionários dizem que o Líbano simplesmente não tem como receber mais pessoas.

O governo estima que haja cerca de 1,5 milhão de sírios no país, cerca de um quarto da população total. Ao redor de 1,1 milhão estão registrados na agência de refugiados da ONU.

"Chegamos ao limite. Não há capacidade para abrigar mais desalojados", disse o ministro do Interior libanês, Nohad Machnouk, durante uma entrevista coletiva televisionada.

Sem citar número específicos, autoridades de segurança libanesas informaram que muitos sírios tiveram sua entrada rejeitada em postos de fronteira nesta segunda.

Não há planos de repatriar à força sírios que já estejam no Líbano.

As mudanças que entraram em vigor nesta segunda estabelecem novas categorias de vistos de entrada para os sírios --incluindo turismo, negócios, educação e assistência médica-- e reduzem bastante o tempo de permanência.

Durante décadas, os sírios recebiam vistos gratuitos de seis meses, com muitos cruzando a fronteira porosa sem qualquer documento.

Mas quando o levante sírio de 2011 se tornou uma guerra civil, centenas de milhares invadiram o Líbano, pressionando os fornecimentos de água e de energia, aumentando os preços do aluguel e prejudicando a economia em áreas rurais, onde os sírios competem com libaneses pobres por trabalhos escassos.

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