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Aloysio Nunes e Bruno Araújo estão com carta de demissão pronta

Eles e os outros ministros já elaboraram suas cartas de demissão, para entregar ao presidente Temer, após a divulgação dos áudios

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Aloysio Nunes
Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores
PUBLICADO EM 18/05/17 - 14h50

O PSDB se prepara para desembarcar imediatamente do governo de Michel Temer, caso as denúncias contra o presidente se confirmem após a divulgação do áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no qual Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Segundo apurou a reportagem com influentes tucanos, Bruno Araújo (Cidades) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) são os ministros do PSDB que mais defendem a entrega dos cargos. Eles e os outros ministros já elaboraram suas cartas de demissão, para entregar ao presidente Temer, após a divulgação dos áudios. Há, porém, possibilidade de entregarem uma carta conjunta.

Deputados do PSDB defendem entrega de ministérios em caso de áudio confirmado

Deputados do PSDB defenderam nesta quinta-feira que os quatro ministros do partido entreguem imediatamente os cargos assim que seja divulgado o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no qual presidente Michel Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A defesa foi feita pelo líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), e pelos deputados Nilson Leitão (MT) e Carlos Sampaio (SP) "Se os áudios forem confirmados, defendo a entrega imediata dos cargos pelos nossos ministros", afirmou Sampaio, que é vice-presidente da sigla e que deve substituir o senador Aécio Neves na presidência nacional do partido.

O PSDB comanda atualmente quatro ministérios do governo Temer: A Secretaria de Governo, com o deputado licenciado Antonio Imbassahy (BA); Cidades, com o deputado licenciado Bruno Araújo; Relações Exteriores, com o senador licenciado Aloysio Nunes (SP); e Direitos Humanos, com Luislinda Valois.

Segundo apurou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) com influentes tucanos, Bruno Araújo e Aloysio Nunes são os ministros do PSDB que mais defendem a entrega dos cargos. Eles e os outros ministros já elaboraram suas cartas de demissão, para entregarem ao presidente Temer, após a divulgação dos áudios. Há, porém, possibilidade de entregarem uma carta conjunta.

Partidos da base esperam divulgação de áudio para decidir se ficam no governo

Apesar da sinalização do PSDB de que deve desembarcar do governo Michel Temer, a maioria dos partidos da base aliada tem adotado o tom de cautela ao comentar as denúncias envolvendo o peemedebista. Líderes e dirigentes esperam a divulgação do áudio da gravação em que Temer apareceria apoiando a compra de silêncio de delatores da Lava Jato para decidir se rompem ou não com o governo.

No caso do DEM, integrantes do partido dizem que a situação é mais "delicada" pelo fato de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ser o primeiro na linha sucessória e assumir a Presidência caso Temer seja afastado. Qualquer movimento poderia ser interpretado como oportunismo.

Eles admitem, no entanto, que se tudo que já foi divulgado contra o presidente ficar confirmado, a situação ficará "insustentável". Também afirmam que, se os ministros do PSDB realmente entregarem os cargos, isso terá influência sobre os demais partidos da base.

PTB e PP também afirmaram que vão esperar os novos desdobramentos para decidir se permanecem na base aliada. "Eu não acho nada, preciso ver o vídeo", afirmou o líder do PTB na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).

No PR, o presidente nacional do partido, o ex-senador Antonio Carlos Rodrigues, defendeu a entrega imediata do Ministério dos Transportes. O titular da pasta, porém, o deputado licenciado Maurício Quintella (AL), foi contra. "O que se tem até o momento são especulações de uma delação. Vamos aguardar os fatos", afirmou.

Os dois ministros do PPS também avaliam deixar o governo. Nesta quinta, a bancada do partido na Câmara defendeu a renúncia de Temer e a convocação de eleições diretas para Presidência.

Presidente do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) afirmou que o partido ainda não tomou uma decisão, mas admite que a situação é grave. Para ele, a "saída mais honrosa" seria o Tribunal Superior Eleitoral cassar o mandato de Temer.

Já o presidente do PV, José Luiz Penna, lamentou a situação, mas disse que ainda teria uma conversa com o ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, para decidir se o partido iria deixar a pasta.

Delação

Como parte da sua delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou uma conversa com Temer em que contou que estava dando mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que ambos ficassem calados. Após ouvir o relato, o presidente teria dito: "Tem de manter isso, viu?".

Em sua delação premiada, o empresário afirmou que não foi Temer quem determinou o pagamento da mesada, mas que ele tinha pleno conhecimento da operação.

Veja mais - Caso JBS

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