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Bancada do PMDB na Câmara chama Aécio de “traidor”

Deputados do partido travam disputa nos bastidores com o PSDB pelo Ministério da Justiça

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Senador afirmou que cargo não combina com indicação política
PUBLICADO EM 17/02/17 - 03h00

BRASÍLIA. A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados reagiu fortemente ao ver o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso praticamente definido para assumir o Ministério da Justiça no lugar de Alexandre de Moraes. Nas rodas de conversa no plenário da Casa e nos grupos de WhatsApp da bancada, peemedebistas estão chamando de “traidor” o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a quem atribuem a indicação de Velloso ao presidente Michel Temer (PMDB).

A bancada do PMDB trava uma briga nos bastidores com o PSDB pelo Ministério da Justiça. A disputa entre os dois partidos se acirrou principalmente após o PSDB ganhar a Secretaria de Governo, para qual Temer indicou o deputado Antonio Imbassahy (BA).

A bancada esperava indicar o próximo ministro da Justiça. O nome preferido dos peemedebistas era o do deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). Após declarações com críticas ao Ministério Público, o parlamentar mineiro foi descartado pelo Palácio do Planalto.

A avaliação na bancada do PMDB é que o partido, apesar de ter a presidência da República, está sendo tratado como “coadjuvante” pelo governo. Deputados peemedebistas argumentam que não há como o partido manter “posição de protagonismo” sem estar à frente de espaços importantes.

Apesar de, nos bastidores, trabalhar pelo ex-ministro do Supremo, Aécio Neves tem afirmado que apoia qualquer nome qualificado que Michel Temer venha a indicar, mas destacou que essa escolha não pode ser uma “indicação partidária”.

Segundo ele, o PSDB estimula também que a definição ocorra o “mais rapidamente possível”. “O cargo de ministro da Justiça não combina com indicações partidárias”, reforçou. Para o tucano, os nomes de Carlos Velloso e do deputado peemedebista Rodrigo Pacheco são “altamente qualificados”.

A escolha do Velloso pode “amarrar” os tucanos ao governo. O magistrado foi indicado pelo PSDB, principal aliado da gestão peemedebista, e contempla o perfil “inquestionável” buscado – um nome que não passe a mensagem pública da possibilidade de interferência na Lava Jato. Além disso, segundo assessores do Planalto, Velloso ajudaria a amarrar de vez os tucanos ao governo federal diante da ameaça de que a sigla abandone neste ano a Esplanada dos Ministérios visando a eleição presidencial de 2018.

Em conversas reservadas, Michel Temer tem afirmado que definiu o nome, mas que ainda pode mudar de ideia caso seja revelada alguma polêmica envolvendo o ex-ministro. A hipótese, contudo, é considerada pouco provável. O governo fez um pente-fino no histórico do magistrado e não encontrou fatos que possam inviabilizá-lo. Carlos Velloso já demonstrou disposição de assumir o cargo. 

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