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Crise econômica pode atingir em cheio municípios em 2015

Prefeitos temem que programas federais sejam paralisados por falta de recursos para contrapartida

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ABRE-G
Fórum. Situação das prefeituras foi debatida na semana passada no Fórum Técnico dos Municípios
PUBLICADO EM 17/11/14 - 04h00

A perspectiva de baixo crescimento da economia brasileira no ano que vem irá impactar negativamente na receita dos municípios de todo o país, e em Minas não será diferente. Essa foi a avaliação feita por especialistas e entidades representativas das cidades do Estado durante o II Fórum Técnico dos Municípios Mineiros realizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM).
 

“As circunstâncias da economia em 2015 não serão muito favoráveis. E, quando o Brasil cresce pouco, a receita dos municípios segue a mesma tendência. As prefeituras terão que fazer um esforço para garantir receitas próprias”, explicou o economista e ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola. Na estimativa do especialista, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer próximo de 1% no ano que vem.

“Não acredito que vá haver uma queda de arrecadação ou das transferências da União para Estados e municípios, o que aparentemente não deve ocorrer é algum aumento nesses montantes”, completou Loyola.

O presidente da AMM, Toninho Andrada, tem uma previsão ainda mais pessimista da realidade das prefeituras do Estado no ano que vem e fala em paralisação de programas do governo federal “se a economia não melhorar”, já que grande parte deles depende de contrapartida dos municípios. “O governo federal precisa estar atento para o fato de que, dentro dos cortes que se fizerem necessários, os municípios deverão ser preservados. Caso contrário, o próprio governo federal sofrerá as consequências, porque os seus programas serão paralisados”, disse.

Prefeituras. Os gestores mineiros estão divididos em relação ao próximo ano. O refeito de Francisco Sá, no Norte de Minas, Denílson Rodrigo Silveira (PCdoB), está otimista. “A minha expectativa é que, com a mudança de governos (do Estado), a situação melhore, e nós possamos receber mais recursos. Porque quem recebe as reclamações sou eu e os vereadores, e não o governo do Estado e o federal”, destacou, ao ser questionado sobre as previsões preocupantes.

Já o prefeito de Varzelândia, no Norte do Estado, Felisberto Rodrigues (PSB), não poupa críticas ao Planalto e diz que a prefeitura “está tirando da garganta” para honrar os compromissos como o 13º salário. “A tendência é que, no ano que vem, nada melhore. E, se a situação não melhorar, vamos ter que dispensar funcionários de várias áreas da cidade”.

Salários

13º. Segundo estimativa da Associação Mineira de Municípios, cerca de 600 das 853 prefeituras mineiras terão dificuldades para pagar o 13º salário do funcionalismo público neste ano.

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