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Desafio de Janot será resistir à pressão de citados na Lava Jato 

Em campanha para continuar no cargo, procurador pede apoio de colegas para enfrentar o Senado

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Nomes. Procurador foi o responsável por enviar ao STF a lista de envolvidos nos desvios da Petrobras
PUBLICADO EM 22/06/15 - 03h00

Os rumos da operação Lava Jato serão o principal componente da eleição para a Procuradoria Geral da República, cuja campanha começou na última semana. Além da disputa interna, o atual chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, candidato a permanecer no cargo, enfrenta a rejeição de políticos como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por tê-los incluído no rol de investigados.

Disputando com outros três colegas de Ministério Público Federal (MPF) – os subprocuradores Mário Bonsaglia, Raquel Dodge e Carlos Frederico, Janot depende ainda da indicação formal da presidente Dilma Rousseff, o que deve ocorrer em agosto, mas é no Senado que ele irá enfrentar a maior artilharia. O mandato termina em setembro.

Depois da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o indicado pela presidente terá que conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 dos 81 senadores.

Responsável por enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista com nomes de políticos com suspeitas de envolvimento nos desvios de recursos públicos na Petrobras, Janot afirmou, nos últimos dias, que os ataques iniciados desde que os nomes vieram à tona não o irão intimidar. “Os constantes e intensos ataques que venho sofrendo por causa do exercício da função têm me servido, como a todo membro do Ministério Público, de termômetro e combustível. Sinto-me, mais do que nunca, capacitado a continuar”, escreveu ele em carta endereçada aos colegas.

Apesar de reconhecer a pressão que acontece nos bastidores, o cientista político Cristiano Noronha acredita que a resistência “não é determinante” para que um procurador não seja reconduzido ao cargo. “Acho que é uma decisão pessoal e do governo. Se ele (Janot) quiser de qualquer jeito e o governo quiser bancar, ele vai”, garante.

“As decisões de qualquer magistratura são solitárias. Faz parte da carreira. A pressão existe”, afirma José Robalinho Cavalcanti, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. Para Ricardo Barreto, presidente interino da Associação dos Magistrados Brasileiros, “vai ter muita pressão para que Janot não seja reconduzido”. “Entendo que tem que se manter nessa linha de trabalho”, avalia.

Campanha

Debate. Com a indicação dos candidatos, a campanha e os debates já começaram. A eleição para definir a lista tríplice que será levada à presidência Dilma está prevista para 5 de agosto.

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