Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Mudança

História revela incoerências da política brasileira

Tucanos defendiam transposição do São Francisco, e petistas condenavam educação privada; Anos depois, PSDB criticou a obra no Nordeste e PT investiu no Prouni

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Transposição do Rio São Francisco
A transposição do Rio São Francisco no Nordeste ainda é tema de muitos embates políticos
PUBLICADO EM 16/04/18 - 03h00

Apresentada como um dos principais legados do governo Lula (PT), a transposição do rio São Francisco foi uma das propostas de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). FHC também sugeriu uma reforma trabalhista parecida com a realizada pelo presidente Michel Temer (MDB). A análise dos planos de governo apresentados ao longo das eleições presidenciais revela uma série de contradições políticas. 

A transposição do rio São Francisco foi viabilizada por Lula e duramente criticada pela oposição, incluindo membros do PSDB. A visão da obra dos tucanos no plano de governo FHC em 1998, quando ele se reelegeu, era bem diferente. 

“As águas abundantes do rio São Francisco oferecem uma alternativa segura. A transposição de certo volume de líquido para o semiárido situado fora da bacia do São Francisco – no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco – poderia aumentar a vazão regularizada para aquelas áreas”, dizia o plano de governo tucano. 

Naquele mesmo ano, FHC defendeu uma modernização das leis trabalhistas. Um dos pontos era possibilitar que acordos coletivos pudessem se sobrepor a determinadas regras da legislação trabalhista. A reforma aprovada por Temer colocou em prática exatamente essa regra.

Já Lula defendia, em 1989, que a educação fosse exclusivamente pública. “A educação, no Brasil, virou um mercado e exclui a maioria. A meta prioritária é tornar a educação pública exclusiva, no prazo máximo de dez anos, como forma de garantir a democratização do acesso à rede formal de educação e vetar a transferência de verbas públicas para instituições de ensino privado. O ensino é dever do Estado e só pode ser desenvolvido por entidades sem fins lucrativos como concessão e sob controle do Estado”, dizia o caderno com as propostas petista.
 
Posicionamento parecido foi mantido em 1994. Porém, após assumir a Presidência da República, em 2003, Lula implantou um dos maiores programas de incentivo à educação superior privada. O Prouni destinou mais de R$ 1 bilhão por ano ao pagamento de bolsas para estudantes de baixa renda em faculdades particulares. O programa viabilizou uma grande expansão do sistema educacional privado durante o governo do PT.

Veja AQUI infografia com as cirandas das eternas propostas.

Previdência. Enquanto a reforma tributária aparece em todos os planos de governo, a reforma da Previdência não é muito popular entre os presidenciáveis. O tema, que é espinhoso e visto com rejeição pelos eleitores, fica de fora das propostas. Em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) até falou sobre a necessidade de enfrentar o déficit do sistema, mas a solução apresentada foi a criação de empregos formais. “O primeiro enfrentamento do déficit da Previdência se dará pelo incremento sustentado da atividade econômica”, diz o texto da época da campanha. 

Três anos depois, Aécio Neves foi um dos principais defensores da reforma da Previdência proposta por Temer. Ele, inclusive, tentou articular no Senado que o PSDB fechasse a questão de forma favorável às mudanças. 

O que achou deste artigo?
Fechar

Mudança

História revela incoerências da política brasileira
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter