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Sem prioridades

Investimentos em obras de infraestrutura não saem do papel

Ao longo das sete eleições presidenciais após a redemocratização, são várias promessas de grandes pacotes de obras

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Ampliação do metrô de BH continua na estaca zero, apesar das promessas de campanha
PUBLICADO EM 16/04/18 - 03h00

Outro mantra que se repete em todos os planos de governo desde 1989 é a promessa de aumentar os investimentos em obras de infraestrutura. Especialistas afirmam que essa é uma promessa que nunca foi cumprida, e o Brasil continua sendo o país com o menor nível de investimento em obras entre as 20 maiores nações. 

Ao longo das sete eleições presidenciais após a redemocratização, são várias promessas de grandes pacotes de obras. São duplicações e construções de rodovias e ferrovias, edificações de portos e aeroportos entre outras intervenções de logística. 

Em obras em Minas Gerais, Lula já prometeu duplicar a BR–040 na campanha de 2006, enquanto José Serra prometeu, em 2010,viabilizar a expansão do metrô de Belo Horizonte, reformar o Anel Rodoviário e duplicar a BR–381. Nenhuma delas está concluída. As duplicações da 040 e da 381 estão em andamento, mas em ritmo lento. O metrô e o Anel estão em estaca zero. 

O professor de Gestão de Operações de Logística da Fundação Dom Cabral Paulo Resende afirma que, em nenhum momento, o Brasil fez um verdadeiro plano de investimento em infraestrutura. “Em nenhum período o Brasil passou por um momento de grande investimento em infraestrutura. E isso acontece porque nossos governantes não pensam em longo prazo. As obras são pensadas para dar retorno eleitoral, por isso só ganha prioridade de investimento no Brasil uma obra que ficará pronta nesse prazo. A solução logística demanda investimentos por muitos anos”, afirma. 

Hoje, o Brasil investe em infraestrutura 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o pior desempenho entre as 20 maiores economia do mundo. Para se ter uma ideia, a China gasta o equivalente a 46% de seu PIB em obras estruturantes.

“Não adianta só ter dinheiro para as obras para mudar esse cenário. Temos que ter gestão. Porque hoje os cargos nos principais órgãos de infraestrutura são os mais visados para indicações políticas”, explica Resende.

Opiniões

“A ausência de uma reforma tributária mantém a complexidade da forma como é tributado o consumo. Isso prejudica a capacidade de o Brasil atrair investimentos. O modelo tributário pesa bastante na hora de uma multinacional decidir onde investir, por exemplo.”
“Não é só pensar em uma reforma tributária, é preciso discutir de forma mais séria como será a destinação dos recursos arrecadados. É preciso saber da forma mais transparente para onde esse dinheiro vai.”
Igor Mauler Santiago, membro da Comissão de Direito Tributário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

“A carência de uma melhor infraestrutura logística no Brasil encarece o preço dos nossos produtos. Isso não só reduz o consumo interno como também a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Trava nosso desenvolvimento.”
Paulo Resende, professor de Logística da Fundação Dom Cabral 

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