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PF apura denúncia de tentativa de ocultação de prova em sala de Andrea

O TEMPO recebeu denúncia de que documentos teriam sido escondidos na manhã desta quinta-feira em imóvel pertencente à irmã de Aécio Neves

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PF faz buscas em imóvel de Andrea Neves, na avenida do Contorno
PF faz buscas em imóvel de Andrea Neves, na avenida do Contorno
PUBLICADO EM 18/05/17 - 18h01

A Polícia Federal (PF) apura uma denúncia de que documentos teriam sido escondidos, na manhã desta quinta-feira (18), em um escritório supostamente pertencente a Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB). Os policiais federais ficaram por cerca de três horas em uma sala do edifício Asteca, na avenida do Contorno, fazendo investigações. Questionados pela reportagem ao saírem do prédio, os policiais não quiseram informar o conteúdo dos documentos que teriam sido vistoriados.

No prédio, circula a informação de que três carros chegaram por volta das 7h30 e descarregaram várias caixas no escritório. Para não ser flagrado, o grupo teria utilizado as escadas ao invés dos elevadores, que contêm câmeras, para acessar a sala de Andréa. Entre os responsáveis por levar as caixas estaria um primo de Aécio Neves, identificado apenas como Paulo Henrique. Segundo funcionários e frequentadores do edifício, a movimentação no local foi intensa no início da manhã. 

A Polícia Federal chamou duas testemunhas para acompanhar sua ação. Segundo os policiais, não havia mandado de busca para este endereço, e a ida ao edifício se deu a partir da denúncia anônima.

Por volta das 17h30, duas horas após a chegada da PF, uma advogada de Andréa Neves chegou para acompanhar a ação. Questionada pela reportagem, ela disse não ter detalhes sobre o que estaria sendo investigado na sala.

Depois de mais de duas horas no escritório, onde estariam cinco pessoas, os policiais desceram até a garagem do prédio para analisar documentos que estariam no porta malas de um Fusion preto, supostamente pertencente a uma mulher identificada como Lígia, que seria braço direito de Andréa Neves. Segundo a advogada, que deixou o prédio evitando falar com a imprensa, "nada foi encontrado ou apreendido". Os policiais federais não confirmaram se teriam levado documentos. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da corporação, mas não obteve sucesso. 

A reportagem também tentou falar com os responsáveis pelo escritório, localizado em uma sala do quinto andar do edifício, sem sucesso. Do lado de fora da sala foi possível ouvir: "imprensa não, pelo amor de Deus". Instantes depois, uma mulher mandou o porteiro do edifício retirar a reportagem do prédio. O grupo deixou o edifício dirigindo em alta velocidade. 

 

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