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Após escândalos

Protestos de "Fora Temer" são realizados em todo Brasil

Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso com Joesley Batista e seu irmão Wesley, donos da JBS

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Manifestação na Avenida Paulista pede Fora, Temer
Manifestação na Avenida Paulista pede Fora, Temer
PUBLICADO EM 18/05/17 - 14h50

Os escândalo envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) motivaram eventos em todo o Brasil pedindo “Fora Temer” e as Diretas Já. Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso com Joesley Batista e seu irmão Wesley, donos da JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, no qual indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um problema de uma holding que controla a companhia, a J&F. Loures atuaria numa operação para comprar o silêncio do deputado afastado Eduardo Cunha. As informações foram publicadas na noite desta quarta-feira (17) pelo jornal “O Globo”.

Pelo Facebook foi criada uma página reunindo todos os eventos pelo Brasil que apoiam a queda do presidente. Dentre as cidades estão Chapecó, em Santa Catarina; Fortaleza, no Ceará; Palmas, no Tocantins; em várias cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. CLIQUE AQUI para saber outras cidades onde ocorrem protestos.

Movimentos de oposição como Movimento Brasil Livre (MLB) e o vem pra rua também estão organizando protestos. O MLB convocou um panelaço às 16h durante o pronunciamento do presidente Michel Temer, Já o Vem pra Rua está convocando pessoas em várias cidades para um protesto de Fora Temer no próximo domingo (21).

Entenda o caso

Conforme reportagem de “O Globo”, Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviada por Joesley. Na gravação, o presidente ouviu do empresário que estava dando a Cunha e a Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Com a informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Segundo "O Globo", ele disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

De acordo com "O Globo", os donos da JBS "entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin" na tarde da última quarta-feira (10). Eles estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa.
"Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país - a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht", diz o jornal. "Diante de

Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação".

"Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos", completa a reportagem.
Nenhum dos citados ainda se manifestou sobre a denúncia.
 

Veja mais - Caso JBS

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