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Após operação

'UFMG nunca se curvará ao arbítrio', diz Conselho Universitário

Em sessão nesta quinta, órgão da instituição diz que as consequências da operação da PF são "incalculáveis pela espetacularização midiática"

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UFMG
Integrantes da comunidade se reuniram em frente ao prédio da reitoria
PUBLICADO EM 07/12/17 - 22h10

No dia seguinte à operação da Polícia Federal em que oito pessoas ligadas à UFMG, sendo seis reitores e ex-reitores, foram conduzidas coercitivamente para prestar depoimento, o Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou nota em solidariedade aos seus membros e em tom crítico ao que classificam como "espetacularização midiática".

Leia a nota na íntegra: 

"O Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais, em sessão realizada em 7 de dezembro de 2017, vem a público agradecer à comunidade universitária pelas manifestações espontâneas de solidariedade a seus dirigentes e de repúdio às ilegalidades perpetradas contra os membros desta Casa. Este Conselho lamenta as consequências incalculáveis produzidas pela espetacularização midiática para a honra, a imagem e a saúde mental de gestores e servidores que deram relevantes contribuições à sociedade.

As manifestações mostram de maneira inequívoca a coesão e a prontidão desta comunidade na defesa intransigente dos valores e propósitos permanentes desta Instituição. A designação da operação desrespeita nossa comunidade ao fazer uma alusão debochada a um símbolo da superação de um período sombrio de nossa história recente, o que desvirtua o propósito de homenagear as vítimas da ditadura expresso na criação do Memorial da Anistia.

A UFMG está pronta. Ela está pronta, como sempre esteve e sempre estará, a prestar qualquer esclarecimento à sociedade, como é seu dever. Ela está pronta, como sempre esteve e sempre estará, a cooperar com as autoridades. Ela está pronta, como sempre esteve e sempre estará, a defender as instituições federais de ensino contra qualquer ataque.

A condução coercitiva sem prévia intimação é prática sem respaldo jurídico e, além de vulnerar a ampla defesa, a dignidade da pessoa humana e a presunção de inocência, caracteriza constrangimento ilegal. A UFMG exige a plena observância dos direitos e garantias fundamentais contemplados na Constituição brasileira. A UFMG nunca se curvará ao arbítrio.

Belo Horizonte, 7 de dezembro de 2017."

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