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Uso do Exército no combate ao crime tem o apoio de 78,6% dos mineiros

Levantamento feito com o eleitorado mineiro aponta aprovação da intervenção militar no Rio

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Exército está em ação de garantia da segurança no Rio de Janeiro
PUBLICADO EM 27/03/18 - 03h00

Quase 80% dos mineiros defendem o uso das Forças Armadas para atuar na segurança pública nas cidades e concordam com a intervenção federal realizada no Rio de Janeiro. Esse é mais um dos resultados da terceira edição da pesquisa Minas no Brasil de 2018, realizada pelo grupo Mercadológica em parceria com o jornal O TEMPO. Mais de um terço da população defende, inclusive, que a mesma ação do Exército que está sendo realizada no Estado fluminense seja feita aqui em Minas.

Quando questionados se acreditam que as Forças Armadas deveriam atuar no patrulhamento nas ruas e não somente na defesa nacional, 78,6% disseram que concordam com essa iniciativa. Os demais 21,4% afirmaram ser contra. Sobre o caso específico da intervenção federal no Rio de Janeiro, os percentuais foram parecidos. Apoiam a intervenção 78,8% dos entrevistados, contra 21,2%.

A segurança pública no Rio está sobre intervenção federal desde o dia 17 de fevereiro.

Mesmo sem conhecer os efeitos práticos do que foi aplicado no Rio de Janeiro, uma boa parte dos mineiros querem que a mesma medida seja adotada aqui. Do total de entrevistados, 34,8% disseram que a intervenção federal na segurança pública poderia ser realizada no momento atual pelo qual passa o Estado. Outros 37,8% acreditam que a intervenção seria bem-vinda só se Minas estivesse em um cenário de violência semelhante ao do Rio de Janeiro, e 27,2% não apoiariam de forma alguma o uso das Forças Armadas na segurança do Estado.

Análise. O especialista em segurança pública Jorge Tassi afirma que o resultado é natural, diante do cenário de violência que o Brasil vive. “Os indicadores de criminalidade no Brasil são muito altos. Países subdesenvolvidos são menos violentos que o nosso país. Temos indicadores de países em guerra civil. Isso faz com que o clamor público por uma solução seja alto”, avalia.

Tassi afirma que, em sua opinião, a intervenção no Rio é necessária, mas está sendo feita de maneira equivocada, porque não há definição de um planejamento ou apresentação de um plano de operação de forma transparente. Sobre uma possível expansão da medida para o Estado de Minas Gerais, ele se diz terminantemente contra.

“A situação é completamente diferente daquela do Rio de Janeiro. Lá, temos quase um colapso das instituições de segurança pública, como a Polícia Militar e a Polícia Civil. Aqui, temos essas instituições dentro da normalidade, principalmente a Polícia Militar, que tem seus problemas, mas é muito boa. Outra questão é que os índices de criminalidade aqui estão controlados, os homicídios vêm uma sequência de queda. Então, não existe a necessidade de uma intervenção”, afirmou.

Contradição. Apesar de 78,8% defenderem o uso das Forças Armadas para atuar na segurança do Rio de Janeiro, apenas 58,1% acreditam que a medida trará alguma efeito prático nos índices de criminalidade. Ou seja: mais de 20% dos entrevistados são favoráveis ao uso do Exército para o patrulhamento nas ruas, mesmo que isso não resulte em uma efetiva melhoria na sensação de segurança da população.

Resultados

Direitos Humanos. Na quarta-feira (28), O TEMPO mostra o que pensam os mineiros sobre quais devem ser os limites da reação policial em ações de segurança pública contra bandidos armados.

 

Especialistas avaliam posição sobre armas

Resultados da pesquisa Minas no Brasil de 2018 sobre o desarmamento, publicados na segunda-feira (26), foram tema de debate no programa Café com Política, da rádio Super Notícia FM. Especialistas disseram ter ficado surpresos com o posicionamento dos mineiros e destacaram que o tema deve ser tratado com muito cuidado durante as eleições de 2018. A maioria dos mineiros (58%) disse ser contra a liberação do uso de armas para civis.

A diretora do grupo Mercadológica, Adriana Piedade, avalia que, com o crescimento do debate sobre a segurança pública, após a intervenção militar no Rio, a expectativa era de que a maioria fosse favorável à liberação do uso de armas. “É uma certa surpresa, porque estamos em um momento conturbado, mas não podemos esquecer que temos mais de 40% de pessoas a favor de as pessoas usarem arma. Isso demonstra o momento de polarização que o país vive, praticamente dividindo os mineiros”, disse.

Já o especialista em marketing digital Paulo Vasconcelos afirma que esse debate deve ser tratado com cuidado durante as eleições. “Há políticas que não devem ser baseadas na opinião pública”, frisou.

Saiba mais

Intervenção. Para o especialista em segurança pública Jorge Tassi, a intervenção das Forças Armadas não pode ser apenas operacional. “Não basta colocar os soldados na rua. Isso não tem resultado. A intervenção tem que ser feita na gestão de toda a segurança pública, para além das polícias. A presença ostensiva não pode ser permanente. Ela por si só já é uma supressão de direitos. As forças de segurança devem ficar na comunidade até que outras ações gerem segurança”, diz.

Prazos. Tassi diz que o prazo para o fim da intervenção é o estabelecimento da normalidade das instituições. Ele explica que a Constituição só permite a intervenção em casos de colapso do sistema. 

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