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Regime fechado

Acusado de matar primo de Bruno é condenado a 15 anos de prisão

Suspeito teria assassinado em Sérgio Rosa Sales por motivos passionais; família atribuía morte a uma queima de arquivo, relacionado ao caso "Eliza Samudio"

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Motivação do crime seria passional
Sérgio foi morto na região de Venda Nova, em agosto de 2012
PUBLICADO EM 20/08/14 - 19h58

Alexandre Ângelo de Oliveira, de 28 anos, o Neguinho, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado. Apontado pela Polícia Civil como o assassino de Sérgio Rosa Salles, primo do goleiro Bruno e considerado peça chave para esclarecer o desaparecimento da ex-amante do goleiro, Eliza Samudio, Neguinho foi julgado nesta quarta-feira (20), no 1º.Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A decisão cabe recurso e a defesa afirmou que irá entrar com o recurso.  

Crime passional

Durante seu depoimento, Neguinho negou a hipótese de queima de arquivo e disse que atirou seis vezes contra Sergio, em agosto de 2012, porque o primo de Bruno assediou a amante dele, Denilza Cesário Silva, de 30 anos, no bairro Minaslândia, na região de Venda Nova. Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe sem dar chances de defesa à vítima. Denilza foi julgada no ano passado, quando foi condenada a 13 anos de prisão. 

A sessão, presidida pelo juiz Mauricio Leitão Linhares, teve inicio às 13h. O júri, responsável por decidir o destino do acusado foi composto por quatro mulheres e três homens, escolhidos por sorteio. Durante o julgamento, uma das juradas passou mal e teve que ser atendida por médicos do fórum. A promotora Patricia Estrela Vasconcelos, que representou o Ministério Público de Minas Gerais, dispensou as cinco testemunhas apresentadas, enquanto o advogado Ronaldo Lara Junior, que defendeu Neguinho, quis ouvir as testemunhas. "Esse é um júri difícil de ser revertido, porque houve confissão. Porém, mesmo ele (Neguinho) tendo confessado o crime, a defesa quis ouvir todas as testemunhas para provar que não existe correlação com o caso Bruno, já que o Alexandre não conhece nenhum envolvido com o desaparecimento da Eliza", disse o advogado.

Em sua defesa, o advogado ainda afirmou que Neguinho matou um homem perigoso, que assistiu a um assassinato - o de Eliza - sem fazer nada, mas que o crime teve motivação moral e o autor atirou para honrar a sua mulher.

Porém, familiares de Sérgio afirmam que a morte do primo do goleiro teria relação com o desaparecimento de Eliza Samudio. C.A.R.S, irmã de Sérgio, afirmou que o irmão recebeu uma mensagem no celular, com uma ameaça de morte. Já a namorada de Sérgio, A.C.V., durante seu depoimento, levantou a  hipótese de que o crime tenha acontecido por queima de arquivo. "Ele morreu por causa do caso Bruno, já que foi acusado de ser x9", disse. Mesmo com as hipóteses, Neguinho negou que tenha cometido o crime como queima de arquivo. "Não conheço nenhum dos envolvidos no desaparecimento da Eliza, matei porque fiquei nervoso quando descobri que ele assediou a Denilza", disse em depoimento.

O irmão de Sérgio Rosa Salles, Cláudio Alberto rosa Salles, 28 anos, disse que também não acredita que o ciúme tenha sido a única motivação do crime.  "Acho difícil que ele (Alexandre) não sabia que o Sérgio era primo do Bruno, pois esse foi um caso muito veiculado na mídia. Acho que não matou meu irmão só por esse motivo (crime passional)", afirmou.

Na fase dos debates, a promotora Patrícia Estrela também descartou que o crime tenha alguma relação com o desaparecimento de Eliza Samudio. "Durante o processo foram ouvidas mais de 100 testemunhas e nenhuma delas apontou alguma relação do Alexandre com os envolvidos no caso Bruno. Ele matou sim, não temos dúvida, e foi julgado por isso", afirmou.

 "O advogado de defesa esta tentando desqualificar a vítima, o chamando de estuprador, para tentar reduzir a pena. O fato é que ele confessou o crime e deve ser condenado", acrescentou a promotora.

O crime

Sérgio Rosa Salles foi morto no dia 22 de agosto de 2012, no bairro Minaslândia, em Venda Nova. Um dia antes do crime, Denilza disse que passava pela região, quando o primo do goleiro a assediou e mostrou as partes íntimas para ela. A mulher ligou para Alexandre, com quem tinha um caso extraconjugal, e relatou o que tinha acontecido. Alexandre, que já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas, prometeu matar Sérgio.

No dia 22, Alexandre levou Denilza para o trabalho e, quando viu que sergio tinha se aproximado da mulher, efetuou dois disparos contra ele. O primo do goleiro ainda tentou fugir, mas Alexandre disparou outros quatro tiros, que não acertaram a vítima. Denilza e Alexandre foram presos no dia 3 de setembro do ano passado, em cumprimento a um mandado de prisão.

Atualização às 22h01

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