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Sul de Minas

Adolescentes são suspeitos de espalhar 'ranking do sexo'

Uma pedagoga, que pediu para não ser identificada, contou que os moradores estão impressionados e ansiosos para que a polícia chegue aos autores

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ranking do sexo
Pelo menos 100 nomes de mulheres aparecem em lista
PUBLICADO EM 12/01/18 - 19h42

Uma menina de 16 anos e um rapaz, de 17, estudantes de uma escola estadual de Muzambinho, no Sul de Minas, estão entre os suspeitos de espalhar em redes sociais uma lista intitulada “Top 100 das Put...”, com ofensas a mais de cem mulheres da cidade.

Além de moradores da cidade levantarem a hipótese, o delegado Silvio Sérgio Domingues, responsável pelas investigações do caso, confirmou que os adolescentes estão entre os investigados. “Ela não é a principal suspeita, existem outros, como um menino de 17 anos que provavelmente ajudou nos compartilhamentos, também aluno da escola”, disse.

Nesta sexta-feira (12), um dia após publicar a notícia, não havia outro assunto na cidade de pouco mais de 20 mil habitantes. Uma pedagoga, que pediu para não ser identificada, contou que os moradores estão impressionados e ansiosos para que a polícia chegue aos autores. “Todo mundo comenta aqui que os principais suspeitos são alunos da escola, principalmente uma menina e um menino que são considerados os mais ‘brigões’, mas não sabemos ao certo”, contou.

De acordo com uma comerciante do centro, que também pediu para não ter o nome publicado, ela ficou apreensiva por achar que teria seu nome na “ranking”. “Fiquei com medo, minhas amigas e até as filhas delas estão nesta lista absurda. Acho que é gente conhecida”, revelou.

Entenda

A lista começou a ser espalhada com 70 nomes de mulheres e viralizou no Facebook e no WhastApp. Segundo a Polícia Civil, o “ranking” já tem mais de cem nomes e expõe todas as vítimas como se elas fossem prostitutas. A muitas delas, o autor atribui posições sexuais e julgamentos, como “só tem cara de santa”, “a pior” e “quem nunca”. Em alguns casos, ainda, há informações como nomes dos pais, endereço e até local de trabalho das vítimas. A reportagem não conseguiu contato com a direção da escola onde os suspeitos estudam.

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