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Trânsito

Alternativa para trevo do BH Shopping prevê mão-inglesa 

Associação de empresários desenvolve nova proposta para melhorar tráfego de veículos na região

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Belvedere
Demanda. Utilizado para guiar fluxo de carros para várias regiões, trevo recebe 60 mil veículos por dia
PUBLICADO EM 29/02/16 - 03h00

Uma luz no fim do túnel surge na tentativa de desafogar o trânsito na região do trevo do BH Shopping, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Trata-se de um projeto da Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno (AVS), que prevê a implantação de uma mão-inglesa no viaduto localizado na avenida Raja Gabaglia, sobre a BR–356, além de outras adequações. A ideia surgiu diante do cenário de atraso e incerteza para o término do Complexo Viário Portal Sul, que criou uma alça e uma trincheira para melhorar a ligação entre a BR–356 e a MG–30, mas que previa dois viadutos que nunca foram construídos. As intervenções podem sair do papel no segundo semestre de 2017.

Considerado mais barato que outros tipos de obras, o projeto chamado de “DDI” (da tradução do inglês “Interseção Diamante Invertida”) prevê a inversão de mãos, além de uma série de semáforos e adaptações nas alças e em vias dos bairros Belvedere, Santa Lúcia e Vila da Serra. Ainda não há números de quantos equipamentos seriam necessários. A estimativa é que tudo custe cerca de R$ 3 milhões. No entanto, apenas um estudo básico foi realizado, sendo necessário um projeto executivo que definirá o preço exato da obra.

O presidente da AVS, Gilmar Dias dos Santos, explica que o novo projeto é resultado de um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que solicitou a revisão do conjunto de viadutos do Complexo Viário Portal Sul. O empreendimento foi elaborado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 2003 e custeado pela associação como compensação por danos ambientais.

O novo estudo foi elaborado pela empresa Tectran e leva em consideração o tráfego de veículos na região até 2020 e 2025. O levantamento mais recente da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), de 2010, aponta que 60 mil automóveis passam pelo trecho diariamente.

“Essa condição destrava o nó que existe no atual trevo Quatro Folhas e dá uma sobrevida para a região. O recurso da obra viria dos empreendimentos em curso do Vila da Serra e do Vale do Sereno. As medidas compensatórias seriam canalizadas para o projeto. O dinheiro seria colocado em uma conta que seria auditada pelo Ministério Público”, detalha Santos.

Reunião. A proposta está nas mãos do MPMG e, em março, será apresentada para órgãos como as prefeituras de Belo Horizonte e Nova Lima, a BHTrans, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) de Minas Gerais e o Dnit. Nenhum deles aceitou comentar o projeto.

O engenheiro civil especialista em trânsito da Tectran, Eduardo Coelho, diz que esse tipo de intervenção é usada no mundo inteiro e apresenta melhores condições de capacidade de tráfego do que os viadutos anteriormente previstos. Ele argumenta que o projeto é de muito menor custo e de fácil implementação. “A ideia básica é a mesma usada na interseção das avenidas Silviano Brandão e Cristiano Machado. Fizemos simulações, e a melhoria seria extraordinária”.

Trincheira e viaduto não reduziram os congestionamentos

As obras concluídas do Complexo Viário Portal Sul não resolveram os congestionamentos da região do Belvedere e no trevo Quatro Folhas, também conhecido como “trevo do BH Shopping”, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma alça para quem chega da BR–040 ir até a MG–030, no sentido Nova Lima, na região metropolitana, foi entregue em 2010, e, três anos depois, foi a vez de a trincheira para quem sai de Nova Lima e vai para a BR–356, no sentido Savassi, ser inaugurada.
 
Ainda em 2013, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou uma parceria com o governo do Estado para a construção do terceiro acesso, logo após o BH Shopping, ligando a BR–356 à MG–030, em direção a Nova Lima, orçado em R$ 13 milhões. A parceria não se concretizou. Um último viaduto, ligando a MG–030 à BR–356, em direção ao Anel Rodoviário, nunca foi construído por falta de verbas.

Para o engenheiro e consultor em transporte e trânsito, Osias Baptista Neto, os congestionamentos atuais na região são provocados pelo curto espaço para o entrelaçamento de veículos no trevo do BH Shopping. “A alça e a trincheira melhoraram o fluxo para quem é de Nova Lima. No entanto, os viadutos não resolvem o problema do bairro Belvedere”, pontua.

O programador Edgar Andrade de Souza, 26, trabalha na região do Vila da Serra, em Nova Lima, e diz não ver benefício com as obras. “Imagino que dê para melhorar, pois muitos carros passam pelo mesmo setor indo para lados diferentes”, destaca.

Já o educador físico Rafael Serravite, 33, que trabalha na região, também reclama dos congestionamentos. “Essa trincheira não resolveu nada. Vem o trânsito da BR–040, de Nova Lima, os ônibus, da saída do BH Shopping, e complica para todos os lados”, critica.

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