Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Bike BH

Aluguel faz um mês com 3.601 viagens  

Em teste a pedido de O TEMPO, ciclista aponta problemas, mas elogia alternativa de transporte

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
BIKE BH
Bom.Em alguns trechos, eles ainda dividem espaço com carros e ônibus, mas ciclistas aprovam projeto
PUBLICADO EM 07/07/14 - 03h00

O sistema de bicicletas compartilhadas Bike BH completa nesta segunda um mês de funcionamento na capital com aprovação de usuários e boa adesão dos moradores da cidade. Desde o lançamento, foram 3.601 viagens feitas – uma média de 120 por dia. Quase 6.500 pessoas já se cadastraram para testar o projeto, que opera também em outras seis capitais brasileiras. Apesar de alguns problemas identificados pelos ciclistas, a expectativa é que, para o próximo mês, o uso das chamadas “laranjinhas” se intensifique ainda mais, com a ampliação de quatro para 14 estações até o fim de julho.


A meta é que o sistema – uma parceria da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) com a empresa Serttel, e patrocínio do Itaú Unibanco – esteja totalmente implantado em outubro, com 40 estações e 400 bicicletas.

A convite de O TEMPO, a estudante Thaís Junqueira, 24, integrante da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) percorreu, junto com a reportagem, as quatro estações em funcionamento na região Centro-Sul da capital – nas praças da Liberdade, Afonso Arinos e Rui Barbosa, além do Mercado Central – para levantar dificuldades e facilidades do sistema, em um trajeto de aproximadamente 3,4 km.

O primeiro entrave surgiu no momento de acessar o aplicativo, por meio de smartphone, para liberar as bicicletas. O sistema, apesar do fácil manuseio, apresentou lentidão para concluir a compra dos passes.

Já na avenida Augusto de Lima, que não tem ciclovia, os ciclistas precisaram disputar espaço com carros e ônibus, sendo inclusive xingados por um motorista de coletivo, que se irritou com a presença das bikes próximas ao seu ponto de parada. Chegando na estação do Mercado Central, não havia espaço para devolver as bicicletas, todas as vagas estavam lotadas. Thaís precisou pagar multa de R$ 3, já que havia extrapolado o limite de 60 minutos com a bike, até conseguir deixá-la na praça Rui Barbosa.

Para a ativista, é natural que haja falhas nesse primeiro momento. Apesar disso, ela está entusiasmada com o projeto. “Tudo que é implementado fica confuso no início. Mas acredito que o sistema é um grande avanço para a cidade, não só para servir como pressão para o poder público para melhorar a infraestrutura para o ciclista, como também para incentivar o iniciante que já tinha pensando em usar a bike como meio de transporte e que agora tem a chance de experimentar”.

Thaís acredita que o sistema tem grande potencial não só para os usuários, mas para outros ciclistas da cidade. “Afinal, quanto mais bikes na rua, mas segura ela fica para todos os atores do trânsito”, explica.

Para o diretor geral da Serttel, Peter Cabral, os índices alcançados no primeiro mês de funcionamento do Bike BH são positivos. “Entendemos que o projeto começa com abrangência muito forte, e os números são indicativos de sucesso”, afirmou, destacando que, à medida que o sistema se amplia para mais bairros, vai captando a entrada de mais usuários. “Belo Horizonte abraçou o projeto, e a marca de 6.500 cadastros é indicativo de que há uma demanda reprimida na cidade e uma vontade de experimentar a bicicleta como um modal de transporte”.

Falta de respeito às ciclovias ainda é principal obstáculo

No trajeto pelas quatro estações da área central, a reportagem encontrou, onde havia ciclovias, trechos obstruídos, pedestres caminhando sem notar a aproximação das bikes e até uma viatura policial estacionada sobre a ciclovia da avenida Paraná. A ciclista Thaís Junqueira destacou que três estações estão em cima do passeio, disputando espaço com o pedestre.

Na praça da Liberdade está a única estação instalada na rua, mas, na altura do meio fio, sem rebaixamento, prejudica a retirada das bikes. Já em relação ao equipamento em si, Thaís avalia que, embora o selim às vezes agarre, elas atendem o propósito. “É lógico que estamos preocupados em melhorar a bicicleta e dar mais estabilidade ao sistema, mas o projeto já é um sucesso. No Rio já são quase quatro milhões de viagens”, destacou o diretor de relações institucionais do Itaú Unibanco, Cícero Araújo. Para ele, o maior uso da bicicleta acaba incentivando o poder público a incrementar a rede de ciclovias.

A Serttel destacou que, embora seja usado também para lazer, o Bike BH tem alcançado o propósito de atender demandas de pequenos deslocamentos no meio urbano da cidade, fazendo integrações com outros modais de transporte.

O que achou deste artigo?
Fechar

Bike BH

Aluguel faz um mês com 3.601 viagens  
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter