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PUNIÇÃO

Alunos que participaram de trote na UFMG vão responder a processo administrativo

Relatório final sobre o caso sairá em dois meses; assunto teve repercussão nas redes sociais

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Trote UFMG
Trote foi considerado como racista
PUBLICADO EM 09/07/13 - 19h12

Uma comissão, formada por três professores da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), terá, até o início de setembro, para publicar um relatório final que decidirá as punições para 198 alunos acusados de participarem do trote, ocorrido no dia 15 de março deste ano, que gerou grande repercussão devido ao conteúdo racista.

A informação é da portaria 059/2013, publicada no último dia 3 de julho, e que dá 60 dias para a comissão processante decidir sobre a instauração de processo administrativo disciplinar contra os alunos. O caso veio à tona poucos dias após o trote, com a divulgação nas redes sociais de imagens de uma caloura pintada de preto e de alunos veteranos fazendo a saudação nazista enquanto um jovem pintado de vermelho estava amarrado à uma pilastra.

Um total de 68 alunos do 2º período do curso são acusados de aplicarem o trote. Entre eles, está o universitário Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista, que aparece nas fotos com um bigode semelhante ao do ditador nazista Adolph Hitler.

Na página do Facebook do universitário, que seria membro do Movimento Pátria Livre – vertente brasileira de um grupo fascista italiano – é possível ver fotos exaltando, por exemplo, o líder do partido britânico fascista Oswald Mosley e referências ao livro “Minha Luta”, de Hitler.

O TEMPO tentou entrar em contato com Batista e vários outros alunos acusados do trote, porém nenhum deles se manifestou. O restante dos alunos processados são 32 membros da diretoria do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), acusados de distribuir e comercializar bebidas no trote; e alunos do 1º período, suspeitos de terem colaborado financeiramente e participado do trote.

O vice-diretor da Faculdade de Direito, Fernando Jayme, explicou que cada aluno será julgado individualmente e terá direito de se defender. “Eles serão intimados para apresentarem suas defesas, porém, eles próprios devem buscar os meios, como por exemplo constituir um advogado”, explicou.

As penalidades variam desde advertência até a suspensão das atividades escolares por um período letivo ou, no extremo, o desligamento do aluno. “A partir daí a comissão decidirá as penas de cada aluno, sendo que, consequentemente, quem teve uma participação menor terá uma punição mais branda”, finalizou.

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