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Saúde

Após denúncia, mulher ganha cirurgia para operar aneurisma

Bernadete não tinha dinheiro para pagar o procedimento, de cerca de R$ 100 mil

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Bernadete Silva está internada há 92 dias e fará a cirurgia na semana que vem
Bernadete não tinha dinheiro para pagar o procedimento, de cerca de R$ 100 mil
PUBLICADO EM 28/09/12 - 22h16

Após mais de 90 dias internada na Santa Casa de Belo Horizonte à espera de uma cirurgia de urgência, a costureira Bernadete Marcelino Pinto Silva, 54, enfim, recebeu, ontem, uma boa notícia. Após ser procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou que a cirurgia, que não é custeada pelo SUS, foi liberada e será realizada na semana que vem. A secretaria informou que vai pagar pelo tratamento e, posteriormente, discutirá com representantes do município de Rio Casca e da Secretaria de Estado da Saúde para pleitear o ressarcimento.

Sem poder arcar com os custos para operar um aneurisma cerebral, cerca de R$ 100 mil, a costureira, com ajuda da Prefeitura de Rio Casca, na Zona da Mata, cidade onde mora, entrou com uma ação judicial na sexta-feira passada contra o Sistema Único de Saúde (SUS), para ter a cirurgia assegurada gratuitamente.

Internada desde o dia 27 de junho, Bernadete chegou a ficar 11 dias sob cuidados no Hospital Odilon Behrens, mas foi transferida por não ter condições de arcar com as despesas. A costureira precisa ser operada para a implantação de um stent, uma espécie de controlador de metal na cabeça, que tem a função de normalizar a circulação do sangue. De acordo com a SMS, a cirurgia custará R$ 113 mil no total, sendo R$ 92 mil do stent e R$ 21 mil do procedimento.

Antes de ser informado da liberação da cirurgia, o marido da costureira estava inconformado com o caso. "Minha mulher veio de ônibus sozinha para a capital para se tratar e agora ela não pode sair do hospital porque os médicos dizem que ela precisa de observação médica e de repouso, sem atividades extravagantes", disse o comerciante Abidala dos Santos Silva, 56, que não viajou com a mulher devido às negociações com a Prefeitura de Rio Casca para fazer a cirurgia.

Riscos. Segundo a neurocirurgiã Silvia Fraga, o risco de um aneurisma cerebral estourar pode se agravar, de acordo com a atividade e a rotina do paciente. "No geral, se a pessoa tiver uma atividade física maior, a pressão no cérebro também aumenta e crescem os riscos de um rompimento", explicou a médica.

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