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Aedes aegypti

Aumento de focos do aedes faz prefeitura de BH decretar emergência

Ação envolve Defesa Civil no combate ao mosquito e permite realocação de agentes de endemias

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Mutirão.Intensificação das ações deve durar até o fim de janeiro; objetivo é visitar todos os imóveis de BH
PUBLICADO EM 23/12/15 - 21h15

Altos números de ovos do Aedes aegypti – vetor da dengue, da chikungunya e do zika vírus – e a associação do zika a casos de microcefalia levaram a Prefeitura de Belo Horizonte a declarar, nesta quarta, situação de emergência. A medida é uma estratégia para facilitar ações de prevenção, já que o foco do Executivo é no ataque ao mosquito.

O coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Alexandre Lucas, explica que a prefeitura levou em conta o número de ovos do mosquito na cidade – a medição é feita por meio de armadilhas chamadas “ovitrampas”. O resultado, segundo o coronel, coloca a capital em situação de “desastre”, conforme a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade), um regulamento do governo federal.

O secretário municipal de Saúde, Fabiano Pimenta Júnior, classificou a situação de Belo Horizonte como “absolutamente atípica”, uma vez que a cidade tem um grande número de casos de microcefalia que podem ter associação com o zika vírus. “Estamos falando de uma situação em que temos que agir ainda com maior intensidade do que se faz normalmente. Temos duas certezas: que o vírus está associado aos casos de microcefalia e que não temos uma vacina”, explica.

Ações. O decreto tem validade de 180 dias e ainda será encaminhado para a Defesa Civil estadual e para a Secretaria Nacional de Defesa Civil para homologação. Caso ele seja validado, as mudanças práticas que vai trazer são o envolvimento da Defesa Civil municipal no trabalho, o que só acontece em situações extremas, e a realocação de agentes de endemias para regiões mais preocupantes – contratações de novos agentes ainda não estão nos planos da prefeitura – a cidade tem 4.000.

A terceira ação é a criação do Grupo Executivo para Intensificação do Combate ao Aedes aegypti (Geicaedes). Ele será responsável por mutirões de visitas a imóveis da capital, que começaram nesta semana no bairro Jardim São José, na Pampulha – um dos pontos com maiores índices de infestação do mosquito. Os mutirões devem ocorrer até o fim de janeiro. “Já estão em campo agentes de endemias, da Secretaria de Saúde e da Defesa Civil, mas, se necessário, acionaremos profissionais de 12 órgãos municipais do Geicaedes”, afirmou Lucas.

Mesmo ainda sem previsão de empenho de verba, o decreto possibilita também a dispensa de licitação. “Para orçamento acima de R$ 8.000, as licitações podem demorar seis meses. O decreto é uma forma de facilitar o aporte de recursos”.

Números

Dengue.
 Em 2015, foram registrados 147.657 casos confirmados de dengue em Minas Gerais. Na capital, foram 15.651 casos.

Microcefalia. A ligação de 13 casos de microcefalia com o zika vírus é apurada na capital. Nenhuma relação foi confirmada.

Infestação

Análise
. Desde 2001, BH faz análises, por meio de armadilhas, da quantidade
de ovos do mosquito no município. Chamadas de “ovitrampas”, as armadilhas para capturar os ovos do mosquito Aedes aegypti foram montadas em toda a cidade. São cerca de 1.800 armadilhas, todas elas com uma área de cobertura de 200 m – que é a capacidade de voo de cada mosquito.

Ovos. Em dezembro do ano passado, as armadilhas revelaram uma quantidade média de 15 ovos por ovitrampa. Neste ano, também em dezembro, o número subiu para 60 ovos
– o aumento foi um dos parâmetros usados para a declaração da situação de emergência.

LiraA. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LiraA) é o estudo usado na capital para detectar o grau de infestação do mosquito. De 0 até 1, ele é considerado baixo. De 1 a 3,9, é tido como médio risco. Acima de 4, de alto risco. Atualmente, o LiraA geral de Belo Horizonte é de 0,6.

Aplicativo. A Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) vai desenvolver um aplicativo para smartphones que alerte o usuário periodicamente sobre quando agir para eliminar os focos do mosquito. A previsão é que o programa comece a ser testado no início de janeiro. Não há data, porém, para ele começar a ser usado.

‘Não podemos condenar uma geração’

A ameaça do zika vírus foi fundamental para o decreto de situação de emergência. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, o fato de o Aedes aegypti</FI> transmitir outras doenças além da dengue transformou a situação em um “desastre”. “Não podemos condenar uma geração ao risco da microcefalia ou a viver em uma cadeira de rodas”, alertou Lucas, relacionando o zika à síndrome de Guillain-Barré.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, a cidade estuda a relação de 13 casos de microcefalia com o zika vírus.

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