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Boate limita entrada masculina 

Nova norma do Clube Chalezinho impõe critérios distintos para acesso de homens e de mulheres

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PUBLICADO EM 26/03/15 - 21h10

Uma publicação no Facebook avisa que as regras mudaram para quem deseja entrar na casa noturna Clube Chalezinho, no bairro Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte. Para os homens, não basta ter 18 anos – aos sábados, eles precisarão ter mais de 21; e, aos domingos, mais de 23 anos.

Uma enxurrada de comentários à peça publicitária postada nesta quarta – 265 até as 20h desta quinta – polemiza a nova norma do estabelecimento. Alguns criticam a diferenciação entre homens e mulheres, outros acham absurda a limitação em relação à idade, e há ainda quem aprove a medida. “Chalezinho está infestado de crianças”, escreveu um dos usuários da rede.

Entre os comentários, mais de uma referência a um cliente fiel, que ficaria de fora nos domingos. O atacante Bernard, ex-Atlético a atualmente jogando no Shakhtar Donetsk, que gosta de postar fotos dentro da casa em suas redes sociais, tem 22 anos. Seria, portanto, barrado.

Até a crise econômica do país foi discutida. Em diversos posts, usuários questionam a posição do Clube Chalezinho em “recusar” clientes. Internautas especularam que a próxima exigência da casa vai ter relação com a conta bancária do frequentador. “Sexta 4 salários, sábado 7 salários, domingo 10 salários e viva a meritocracia!”, postou um.

A postagem causa debate também entre advogados e representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Minas Gerais (OAB-MG), Marcelo Barbosa interpreta que a casa descumpre o Código de Defesa do Consumidor. “O Artigo 39 do código impede que a venda de bens ou serviços seja recusada”, explicou. A posição do Clube Chalezinho é discriminatória, segundo ele. “Após fazer 18 anos, a pessoa pode comparecer onde quiser”.

Sexismo. Já a advogada Renata Romam, presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-MG, não vê contravenção em o estabelecimento diferenciar o público com relação a idade, mas acredita que a casa noturna pode ter algum problema na Justiça por causa da diferenciação de gênero. “É esquisito dividir (o público) por sexo. Poderiam colocar o limite de idade independentemente do gênero do cliente”, diz.

Diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Minas Gerais, Lucas Pêgo afirmou não ver problema em o Clube Chalezinho limitar a idade dos clientes. “Ninguém vai questionar uma festa apenas para pessoas acima de 60 anos. Estão estabelecendo um perfil para o público”.

Pêgo preferiu não comentar a diferenciação de sexo, já que na tarde desta quinta a informação foi mudada no Facebook – o trecho da postagem que se referia apenas a homens foi retirado.

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Respostas. Por assessoria de imprensa, Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais informaram desconhecer investigações com relação à polêmica levantada pela peça publicitária.

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