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Patrimônio

Casa de JK vira museu na orla

R$ 845 mil é o valor investido pela prefeitura para executar projeto

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Casa JK é a primeira residência projetada por Niemeyer que será aberta ao público na capital
Residência pertenceu ao presidente Juscelino Kubitschek
PUBLICADO EM 21/06/08 - 19h08

Só pela assinatura do projeto, a Casa Kubitschek já merecia reverência. Mas, ainda neste ano, a contemplação dessa proposta arquitetônica de Oscar Niemeyer, localizada na orla da lagoa da Pampulha, na capital, poderá ser feita de outro ângulo: de dentro do próprio imóvel. Pelo menos dessa boa notícia os moradores da cidade poderão desfrutar enquanto a Câmara dos Vereadores se propõe a discutir a verticalização da área.

No final de maio, a Prefeitura de Belo Horizonte deu início às obras de restauração e reforma da construção. Serão investidos cerca de R$ 845 mil para deixá-la apta à visitação pública. A expectativa para inauguração desse museu é no próximo mês de dezembro. O imóvel, construído em 1943 para o então prefeito da capital mineira, Juscelino Kubitschek, tinha como objetivo ser utilizado como casa de campo. Como a estada de JK não durou muito tempo no local, o assessor do chefe do Executivo na época, Joulbert Guerra, adquiriu a residência. O clã Guerra conservou e zelou pelo espaço até 2005.

"Juscelino queria induzir as pessoas a morarem na Pampulha e, por isso, quis dar o exemplo. Os moradores da cidade achavam a região muito longe do centro", afirmou o professor da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Flávio Lemos Carsalade.

Como a Casa do Baile e o Cassino ganharam "corpo" naquela década de 40, junto com o Iate Clube e a própria igreja São Francisco de Assis, o prefeito conseguiria levar a elite ao complexo, que se tornou marco turístico da cidade. "Com o próprio Juscelino construindo uma casa no local, seria mais fácil pegar essa idéia de povoar a região, com boas opções de lazer", explicou Carsalade.

Segundo o professor, a casa combinava parâmetros modernos e um jeito funcional de se morar, rompendo a tradição arquitetônica existente até então. "O imóvel não manteve os padrões convencionais dos anos 40. O telhado, por exemplo, em um formato de asa de borboleta, jogava a água da chuva para o centro. E não mais para as extremidades", comparou. O jardim, mesmo imenso, não se aproximava mais das ruas.

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