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'Chefão' do tráfico de Igarapé faz plástica para fugir da polícia

Bandido foi descoberto após ex-namorada mandar mensagem dizendo que estava com saudades e chamando-o pelo apelido

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PUBLICADO EM 17/02/17 - 10h45

Um homem de 33 anos, suspeito de comandar o tráfico de drogas em quatro bairros de Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi preso nessa quinta-feira (16). Para escapar da polícia, o bandido chegou a comprar um documento falso e fez uma plástica para não ser reconhecido.

Desde novo na vida do crime, o homem, conhecido pelo apelido de “Lechê”, aterrorizava moradores dos bairros Novo Igarapé, Canarinho, Pousada Del Rei e Fernão Dias, que, por medo, não denunciavam as vendas de entorpecentes na área. E foi justamente em um desses bairro que o “chefão” tinha domínio que a prisão aconteceu.

Durante patrulhamento de rotina no Fernão Dias, militares da 7ª Companhia Independente se depararam com dois homens em uma motocicleta. “Ao avistar a viatura, o condutor do veículo saiu em alta velocidade sentido bairro Atenas. No meio do trajeto, ele entrara em uma rua sem saída e, nesse momento, o motorista pulou com a moto ainda em movimento. Fizemos a abordagem  e descobrimos que era um mototaxista”, contou o sargento Sérgio Frederico.

Enquanto o homem era abordado por um policial, outro militar foi atrás de Lechê, que estava na garupa, e correu em direção a um matagal. Ao ser abordado, a equipe constatou que o suspeito estava com uma pistola 380 e dois cartuchos carregados. O homem apresentou a carteira de identidade e um atestado de bons antecedentes em nome de "Anderson Henrique". Ao consultar o nome  que constava no documento, nenhuma passagem policial foi encontrada.

Mensagem da ex

Para a polícia, o traficante disse que tinha um lote, que algumas pessoas queriam invadir e, por isso, estava armado. No entanto, os militares desconfiaram da versão e começaram a olhar o celular dele. Um áudio enviado pelo WhatsApp  por uma ex-namorada fez com que a farsa começasse a ser descoberta. Na mensagem, a mulher dizia que estava com saudades, que ele não ligava mais, mas depois “dizia que amava” e o chamou pelo apelido.

“A princípio, ele chegou a negar que fosse o Lechê, mas, posteriormente, acabou confessando que tinha comprado uma carteira de identidade por R$ 800 na praça Sete, em Belo Horizonte, e, para se parecer com o homem da foto, fez uma cirurgia. Ele não informou quando o procedimento foi realizado e o valor pago”, explicou o sargento.

Ainda conforme a polícia, além de chefiar o tráfico em Igarapé, o suspeito, que estava com cinco mandados de prisão em aberto e já cometeu homicídio, comandava uma boca de fumo em um aglomerado do bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul da capital, onde, inclusive, tinha uma moradia.

“A função dele era passar ordens para o gerente e recolher o dinheiro. Ele não possuía uma residência fixa, em cada bairro tinha um barraco em que vivia com uma mulher diferente”, afirmou Frederico.

O traficante foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. A princípio, o mototaxista não tinha envolvimento com o caso e fugiu da polícia após receber a ordem do bandido. 

A Polícia Civil informou que como o caso foi no plantão, não teve como saber mais informações sobre a ocorrência nesta sexta-feira (17). 

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