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Pampulha

Ciclovia na orla vira um risco 

Pistas são mais estreitas que o recomendado pelo Dnit, e gelo baiano potencializa acidentes

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Pouco espaço. Uma das principais reclamações dos ciclistas é que a pista na orla é estreita para receber uma bike em cada sentido
PUBLICADO EM 30/04/14 - 03h00

Os 7 km de ciclovia instalados na orla da lagoa da Pampulha em dezembro do ano passado se transformaram em um risco a ciclistas, motoristas e frequentadores da região. É o que alegam associações ligadas ao esporte. Segundo eles, a pista é estreita para funcionar como via de mão dupla e ainda conta com o gelo baiano, blocos de concreto que separam as bicicletas do fluxo de veículos e potencializam o risco de acidentes. Segundo o grupo Giro 30, desde sua inauguração, já foram mais de 30 atendimentos médicos no local.

“Só o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu mais de 30 ocorrências com ciclistas”, afirmou o coordenador do grupo, Rodrigo Pacheco, durante audiência pública sobre o tema ontem na Assembleia Legislativa – do encontro não saiu nenhuma definição. Em janeiro e fevereiro, O TEMPO já havia mostrado o problema em duas reportagens.

O Manual de Projeto Geométrico de Travessias Urbanas, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), determina que cada faixa das ciclovias tenha, no mínimo, 1,2 m de largura. Assim, caso seja de mão dupla, são necessários 2,4 m. No caso da faixa da orla, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) não informou a largura em toda sua extensão. O tamanho varia, mas no ponto visitado ontem pela reportagem, a largura era de 1,5 m, medida bem inferior aos 2,4 m estabelecidos.

A superintendente de Desenvolvimento de Projetos e Educação da BHTrans, Eveline Trevisan, admite que a instalação da ciclovia não foi da maneira mais adequada. “O ideal é que fosse feito sobre o passeio, mas não foi possível”, alegou. Na época de sua criação, os ciclistas chegaram a propor que a via de carros fosse transformada em mão única, mas a sugestão não foi acatada para não prejudicar o trânsito dentro do bairro.

No caso do gelo baiano, o advogado e ciclista Renzo Raddici reclama que o projeto implantado não leva em conta as necessidades de quem anda de bicicleta. “O gelo baiano é um risco para todos. O ciclista, quando cai, pode bater a cabeça e ter um traumatismo. O carro pode perder o controle e até rodar na pista”, aponta.

O aposentado Guilherme João, 78, pedala na orla da lagoa desde 1955. Segundo ele, os acidentes são frequentes desde dezembro. “Eu sempre frequentei ali e nunca vi tantos acidentes como agora. Eu não ando dentro da ciclovia porque tenho medo, prefiro pedalar na rua”, conta o aposentado.

Além dos problemas estruturais, os ciclistas reclamam que a BHTrans se recusa a dialogar com os usuários do espaço. Eveline nega. “A população nos procurou e apontou equívocos. Desde 2012 há o grupo Pedala BH, que se encontra uma vez por mês”.

Acidentes

Número. Procurados, o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) e Secretaria de Estado de Saúde informaram que precisariam de 24 horas para informar o total de acidentes na orla.

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