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Estudante que teve perna amputada faz vaquinha para nova prótese

Bolsista na faculdade, ela conta que sua família não tem condições de comprar a prótese, que foi orçada em R$ 15 mil

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Ana Carolina Morais
Ana Carolina foi atropelada por um trem aos seis anos de idade, quando voltava da escola
PUBLICADO EM 08/03/18 - 18h05

Quando tinha seis anos, Ana Carolina Mendes Morais teve que amputar parte de sua perna direita após ser atropelada por um trem quando voltava da escola. Hoje, com 22 anos, ela necessita de ajuda para comprar sua nova prótese, que, desta vez, será definitiva. A prótese foi orçada em aproximadamente R$ 15 mil, quantia que ela e sua família não podem arcar. Por conta disso, amigas de faculdades criaram uma "vaquinha  virtual" para juntar o dinheiro para ela.

Ela relata que sua família não tem condições financeiras para pagar a nova prótese. Segundo Carol, bolsista na PUC Minas, além da renda familiar ser baixa, piorou ainda mais nos últimos meses com a diminuição do salário do pai. "Somos cinco, meus pais arcam com todas as despesas da casa mais o meu sustento e do meu irmão. Sou bolsista na faculdade e desempregada, pois meu estágio não é remunerado. Minha irmã ganha um salário mínimo, que dá só pra ela", diz.

Ana Carolina precisava trocar a prótese de três em três anos, por causa das mudanças que ocorriam em seu corpo entre a infância e a adolescência. Agora, já adulta, ela vai usar uma por tempo indeterminado.

"Recebi todo o amor e hoje quero emaná-lo. Mas para que tudo ocorra da melhor maneira, preciso de próteses de qualidade. O custo é muito alto. Em breve, espero ter a prótese definitiva e essa merece ser incrível!", contou em uma postagem nas redes sociais. Ela diz que com a nova prótese, terá mais conforto e segurança e, com isso, mais qualidade de vida.

Para ajudar, basta acessar este link. A contribuição pode ser feita através de boleto bancário ou cartão de crédito.

O acidente

Aos seis anos de idade, Carol sofreu um acidente que mudou a sua vida para sempre. Ela estudava em uma escola que fica bem perto de sua casa, em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. Para ir e voltar de lá, precisava atravessar uma linha férrea. Em um desses dias, quando voltava para casa, ela foi atropelada por uma composição.

"Não me lembro do dia do acidente, mas sei que foi um atropelamento mesmo. Bati minha cabeça e fui encaminhada para o hospital", diz.

Carol conta que após o acidente a adaptação à prótese foi bem tranquila. Ela diz que o apoio de seus familiares foi muito grande e que a equipe médica que a atendeu fizeram toda a diferença. "Eu também acho que quando criança a gente não vê tanta maldade", conta.

Segundo Carol, ela não tem muitas dificuldades e limitações por causa da prótese durante sua rotina. "Tem dia que se eu esforçar demais fere um pouco, o próprio suor mesmo, mas é esporádico", diz.

O preconceito também nunca foi uma barreira em sua vida. Mas, segundo ela, algumas atitudes das pessoas a deixam magoada. Ela diz que muita coisa no dia a dia a incomoda, mas que o seu humor diante de tais situações é determinante. "Acho que o que mais me incomoda é quando a pessoa quer saber o que aconteceu e não sabe lidar, não pensa nas palavras", diz. Ela fala que as perguntas são das mais variadas, como: "Nossa, mas você não viu o trem?", conta.

*Sob supervisão de Pedro Rocha Franco

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