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Ex-prefeito de Januária é preso pela PF

Josefino Lopes Viana e outras duas pessoas foram detidas acusadas de desviar R$ 10 milhões do Fundef.

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PUBLICADO EM 13/05/06 - 00h02

Três pessoas foram presas ontem nas cidades de Montes Claros e Januária, no Norte de Minas, acusadas de chefiarem uma organização criminosa responsável, até o momento, pelo desvio de mais de R$ 10 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), do Ministério da Educação.

Foram detidos o ex-prefeito de Januária, Josefino Lopes Viana, o ex-secretário de Administração e Finanças, Fabrício Viana de Aquino, e o empresário Carlos Alberto de Almeida, proprietário da gráfica Larissa Comércio Ltda, em Montes Claros.

A filha do ex-prefeito de Januária, Maria Aparecida Viana, foi localizada pela reportagem, mas não comentou as acusações. "Não sei o telefone do nosso advogado e, no momento, não vamos dar nenhuma declaração", disse Maria.

Segundo a Polícia Federal de Montes Claros, responsável pela operação batizada de Vidas Secas (referência à miséria relatada na obra de Graciliano Ramos), a quadrilha desviava os recursos do Orçamento Geral da União, superfaturando os recibos das compras feitas pela prefeitura, em Januária.

Josefino Lopes exerceu mandato de 2001 a 2004. Conforme o delegado Marcelo Eduardo Freitas, a gráfica funcionava como local de produção de notas fiscais e recibos falsos, que seriam usados pela prefeitura para tornar a fraude mais difícil de ser descoberta.

"Além de documentos, também foram apreendidas centenas de blocos de notas. Acreditamos que os recibos eram preenchidos com os valores acima do normal pelo ex-secretário de finanças da prefeitura. Em apenas um dos convênios eles teriam embolsado R$ 500 mil que deveriam ser aplicados", disse Freitas.

Segundo o delegado, também foram apreendidos na casa do ex-prefeito e do secretário comprovantes de licitações que podem ter sido fraudadas, documentos e recibos de prestação de serviços que devem comprometer ainda mais os acusados.

"Acreditamos que o esquema também era realizado com os recursos enviados pelo Ministério da Saúde. Ainda estamos investigando, mas tudo leva a crer que o dinheiro era repassado e também não era gasto como deveria", disse o delegado. Ainda ontem, os acusados foram encaminhados para a cadeia pública de Montes Claros.

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