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CRUELDADE

Homem estupra e mata menina de 9 anos no Vale do Jequitinhonha

Crime aconteceu durante uma festa em Itaobim; vítima, que morava em Medina, foi estrangulada; suspeito quase foi linchado pelos moradores dos dois municípios

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Estupro
Menina estava em evento junto com a mãe
PUBLICADO EM 28/01/14 - 08h17

Um crime bárbaro chocou os moradores de Itaobim e Medina, no Vale do Jequitinhonha, nesse domingo (26). Durante uma festa, uma menina de apenas 9 anos foi estuprada e morta por estrangulamento. O suspeito, um homem de 32 anos, foi preso nessa segunda-feira (27).

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a denúncia foi realizada pela mãe de Emilly Daniely Marques Lima. A mãe da vítima contou que estava em um evento na Fazenda Cilindro, na zona rural de Itaobim, junto com a filha quando percebeu que a menina havia desaparecido.

Outras pessoas que estavam na festa contaram à Edna Aparecida Marques de Souza Lima que a garota foi vista conversando com Gislândio Rodrigues Esteves e, em seguida, os dois seguiram para os fundos do imóvel.

Quando a mãe e os militares chegaram ao local indicado encontraram o corpo de Emilly próximo a um lago. A menina apresentava sangramento na vagina e marcas de estrangulamento. Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi encontrado 24 horas depois no bairro Vila Rica, próximo a casa de uma tia. Ele foi levado para a delegacia de Pedra Azul.

Na delegacia, Esteves  contou como tudo aconteceu. Segundo ele, durante a festa, a menina chegou no espaço em que ele estava com outras crianças e tinha uma mesa de sinuca. Ela teria pedido para que o homem a ensinasse jogar e, em seguida, disse que queria conhecer a represa.

Nesse momento, ele pensou em estuprar a criança e saiu de mãos dadas com ela. No entanto, como percebeu que estava sendo levada para um lugar ermo, a garota pediu para voltar, mas como não foi atendida começou a gritar por socorro. Com medo de ser descoberto, ele começou a apertar o pescoço de Emilly.

“No primeiro momento, Esteves disse que introduziu os três dedos da mão direita na vagina da menina. No entanto, negou que tenha penetrado o pênis na vítima”, explicou a delegada responsável pelo caso, Ana Carolina Santana.

Após a primeira versão de dele, a delegada recebeu as fotos da menina e percebeu que o depoimento não batia com as imagens do corpo da menor.

“Eu chamei ele novamente na minha sala e, mais uma vez, perguntei o que, de fato, havia acontecido. O suspeito contou que, primeiro, usou dois dedos para rasgar a vagina de Emilly e, depois, usou os outros dedos para fazer movimento no órgão sexual dela por cerca de três minutos”, disse Ana Carolina.

Além disso, o suspeito contou que antes do crime tinha consumido bebidas alcoólicas e  feito uso de pedras de crack e porções de cocaína. A cocaína, segundo ele, foi oferecida na festa e outras pessoas também usavam.

“Nós ficamos estarrecidos como o relato. Em nenhum momento ele se mostrou arrependido. O suspeito, que já matou um homem durante uma briga de bar e tem várias passagens pela polícia por roubo e furtos, foi indiciado, a princípio, por estupro de vulnerável e homicídio qualificado por asfixia”, contou Ana Carolina.

Após os trabalhos da perícia, o corpo da vítima, que morava com a família em Medina,  foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento da garota aconteceu na manhã desta terça-feira (28).

Revolta

O caso gerou indignação nos moradores das duas cidades, que, juntas, têm aproximadamente 42 mil habitantes. Durante a prisão de Esteves, os policiais tiveram que montar um forte esquema de segurança para que o homem não fosse linchado. Moradores reviraram a casa da mãe do homem e tentaram invadir o quartel de Itaobim, para onde ele foi levado logo depois da prisão. 

Pelas redes sociais, parentes e amigos da menina ficaram revoltados com a história. Entre muitas mensagens, os internautas cobravam justiça e se referiram ao homem como “psicopata”, “monstro”, “assassino”.

Família

Após o sepultamento, os pais de Emilly foram hospitalizados. Segundo a prima da criança, Aline Lima Mendonça, seus tios estão em estado de choque e não conseguiram se alimentar após o episódio. Eles, que são pais de outros dois meninos de 12 e 14 anos, estão sendo medicados com soro.

“Estamos revoltados e queremos justiça para que outras crianças não sofram esse tipo de abuso. Esse marginal não pode ficar impune. Nada vai trazer a nossa pequena de volta, mas ele deve responder pelo que fez”, desabafou. 

A família também nega que a vítima tenha pedido para o suspeito levá-la para a represa e para jogar sinuca. 

Alerta

A delegada Ana Carolina destaca a importância dos cuidado com as crianças em espaços públicos. “Os pais devem ter cuidado com os locais em que levam os filhos. Crianças não têm a mesma malícia que um adulto”, finalizou. 

Matéria atualizada às 11h29 do dia 30/01/2014

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