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Mapa de declives poderá ser usado para reestruturar mobilidade urbana

O documento, uma parceria entre a BHTrans e a UFMG, foi lançado nesta terça-feira e, posteriormente, também será aberto ao público

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PUBLICADO EM 05/07/16 - 17h23

E se você tivesse um mapa do declive da sua cidade para saber por onde se deslocar sem subir tantos morros? Isso está perto de se concretizar. Nesta terça-feira (5) foi apresentado no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas (UFMG) o mapa da declividade de Belo Horizonte. Ele foi produzido para se tornar um banco numérico de dados e ser utilizado pela BHTrans nos planejamentos que envolvem mobilidade e intervenções urbanas.

Por meio de uma parceria entre a BHTrans e a UFMG, o mapa mostra os pontos de maior e menor declividade na cidade. A partir deste mapa, será possível conhecer as vias mais acessíveis de Belo Horizonte tanto para o pedestre e pessoas com deficiência, como para o ciclista e o transporte público.

A ferramenta foi desenvolvida para auxiliar a equipe de planejamento da BHTrans. Para o professor responsável pelo mapa, Rodrigo Nóbrega, especialista em geoprocessamento, a capital está saindo à frente nesta questão. Como exemplo ele citou Lisboa, em Portugal, que também utiliza um mapa semelhante, mas não numérico.

Ainda conforme Nóbrega, BH tem muitos pontos de declive, mas com este mapa poderá ser traçada uma rota até mesmo para o pedestre seguindo a premissa do menor esforço. Ou seja, ainda que ele tenha que caminhar um pouco mais para chegar a seu destino, o caminho poderá ser escolhido pela ausência de morros.

Pela BHTrans o mapa deverá ser usado para a reestruturação no plano de mobilidade e poderá alterar, por exemplo, pontos de embarque e desembarque de ônibus na cidade para locais que oferecem melhor acessibilidade a pessoas com deficiência. 

Para a auxiliar administrativa Luciana Fortunato, cadeirante, o ideal seria que os pontos de ônibus fossem instalados em locais planos. "Onde eu desembarco, na avenida Augusto de Lima, em frente ao Maletta, é um morro e é difícil subir sozinha. Às vezes acabamos recorrendo a outros opções de ônibus por causa do ponto. Eu consigo acessar locais com maior declive mas sei que muitos cadeirantes não conseguem. Se todos os pontos fossem em locais planos, seria ótimo", conta.

Além de ser usado pela empresa que gerencia o transporte público em Belo Horizonte, o mapa, posteriormente, também será aberto ao público, podendo ser usado até para novas iniciativas, como a criação de um aplicativo para que o ciclista trace sua rota com menor declive. 

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