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Dia Nacional de Mobilização e Greve

Metroviários aderem à paralisação e metrô não funciona nesta quinta

CBTU conseguiu uma liminar para que os trens funcionem em escala mínima nos horários de pico, mas categoria informou que não vai acatar a decisão

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160 mil deixaram de ser atendidos por metrô
Suspensão de atividades dos trens sobrecarrega coletivos na Grande BH
PUBLICADO EM 10/07/13 - 20h30

Os metroviários de Belo Horizonte decidiram, após uma assembleia nesta quarta-feira (10), aderir à paralisação e parar o funcionamento do metrô nesta quinta-feira (11). De acordo com informações da assessoria de imprensa do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), o transporte funciona até 1h para atender quem vai ao estádio Independência assistir ao jogo do Atlético. Entretanto, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) entrou com uma ação judicial no Tribunal Regional do Trabalho para garantir uma escala mínima de 50% dos trens nos horários de pico, das 5h20 às 9h e das 17h às 20h. A liminar foi aprovada e estimulou multa diária de R$ 5 mil caso a decisão seja descumprida. O sindicato foi notificado, mas informou à reportagem do O TEMPO que não vai acatar a decisão. A categoria alega que não tem tempo hábil para fazer uma escala.

Os ônibus da capital e da região metropolitana de Belo Horizonte devem circular normalmente, mesmo com as atividades do anunciado Dia Nacional de Mobilização e Greve, organizado pelas centrais sindicais.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte (STTR-BH) informou que vai participar do movimento e que a categoria foi convocada a participar também. Contudo, essa presença é facultativa e fica de acordo com a disponibilidade de cada profissional. “Eles (rodoviários) podem participar no horário de folga ou no período em que não estiverem trabalhando, na parte da manhã ou da tarde”, explicou o diretor de comunicação do STTR-BH, Carlos Henrique Marques.

Já os taxistas da capital não irão aderir a paralisação mas, de acordo com o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Minas Gerais (Sincavir-MG), os taxistas irão trafegar com os faróis do veículo acesos durante todo o dia pelas ruas da cidade, em apoio ao movimento nacional. 

Programação
Em reunião na manhã desta quarta, representantes de vários sindicatos terminaram de acertar como serão os atos realizados nesta quinta.

De acordo com o presidente do Nova Central Sindical de Trabalhadores de Minas Gerais (NSCT), Antônio da Costa Miranda, já existe uma reunião marcada com o governador de Minas. Porém, o governo Estadual não confirmou a realização da reunião. A assessoria do governador informou que esta reunião não está na agenda, mas o NSCT disse que irá se reunir com ele às 11h, no Palácio da Liberdade. Antes disso, um grupo deve apresentar as reivindicações ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Dinis Pinheiro (PSDB), às 8h30.

A concentração está marcada para as 8h, na praça Sete. Os trabalhadores em mobilização devem passar pela sede da prefeitura, pelo palácio da Liberdade, pela ALMG e seguir para a porta da Rede Globo, de acordo com Miranda.

Além de Belo Horizonte, paralisações estão previstas para acontecer em outras cidades do Estado. “Vão acontecer manifestações no Triângulo, em Montes Claros, Divinópolis, Três Marias e Pirapora”, afirmou Miranda.

Quanto a evitar que confusões e depredações façam parte do movimento, Miranda informou que todos os sindicatos foram advertidos para prevenir e evitar essas situações. “A Nova Central passou uma circular para todo o Estado dizendo que, em caso de paralisação, devem cumprir a legislação, observar a lei de greve, não fechar totalmente ruas nem rodovias, para que se permita o tráfico livre, principalmente de ambulâncias, polícia e ônibus, combater todos os atos de vandalismo contra qualquer patrimônio, seja ele público ou privado, e combater agressões a quem quer que seja. Cada manifestação deve ter uma coordenação, para evitar essas situações”, expôs a estratégia.

A Polícia Militar vai reforçar a segurança em pontos estratégicos da capital, como a praça Sete, neste Dia de Mobilização Nacional e Greve.
A BHTrans informou que as linhas de ônibus para região Central serão reforçadas e trânsito interditado, a medida que a passeata avance.

Comércio
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) informou, por meio de nota, que os empresários do setor de comércio e serviços da capital mineira são livres para abrirem ou não os seus estabelecimentos.

Para não haver comprometimento da prestação de serviços essenciais, a CDL/BH orienta aos lojistas que tenham atenção quanto ao deslocamento de seus funcionários. Além disso, orienta que, caso ocorra depredação ou violência, fechem imediatamente os estabelecimentos e entrem em contato com a Polícia Militar.

“A CDL/BH apoia as manifestações pacíficas e civilizadas, que são o grito da população por menos impostos, pela má qualidade do serviço público, contra a corrupção, a elevada inflação e tantas outras queixas e reivindicações. Mas a entidade repudia qualquer forma de confronto e depredação ao patrimônio público e privado. Não podemos deixar que este momento importante de reflexão se transforme em espaço de intolerância, da intransigência e do confronto”, afirma o texto da nota.

Educação
Os professores da rede estadual e municipal de Belo Horizonte também vão aderir à paralisação geral. A categoria já anunciou que também irá cruzar os braços por 24 horas, nesta quinta-feira (11), data em que há uma agenda nacional de paralisação.

A categoria reivindica o pagamento do Piso Salarial retroativo, o descongelamento da carreira, o atendimento digno no Ipsemg, nomeação de todos os concursados para os cargos vagos, cumprimento de hora-atividade sem o aumento da jornada de trabalho, educação de qualidade,  bem como o cumprimento dos 25% de investimentos determinados pela Constituição Federal na educação, sobretudo para melhoria na estrutura das escolas, segurança no trabalho, além de autonomia administrativa e financeira das unidades.

A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, não descarta a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado. “Tentamos negociar antes de aprovarmos nossa greve, mas o governo não deu retorno às questões apresentadas. Além disso, não cumpre acordo que assina, não paga o Piso Salarial, a carreira está congelada, a categoria adoecida e a educação desvalorizada.”

Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) também informou que vai aproveitar o dia de paralisação nacional para fazer uma assembleia geral da categoria, marcada para às 15h, na sede do sindicato. As escolas abrangidas pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) também estarão presentes na reunião para a definição da campanha reivinidicatória deste ano e a discussão de uma possível greve no segundo semestre.

Devido ao dia de mobilização e o apoio dos sindicatos relacionados à educação ao movimento, é possível que muitos professores da rede particular não compareçam ao trabalho nesta quinta.

Saúde

O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) também fará uma paralisação do setor de saúde. No serviço público, o funcionamento de urgência e emergência acontecerá com 30% do efetivo.

Juntamente com membros do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (COREN-MG), a concentração está marcada para às 9h, no Hospital João XXIII, na avenida Alfredo Balena, 400 – Santa Efigênia). Às 10h, na Praça Sete, eles vão cobrar investimentos na saúde pública, valorização dos trabalhadores, cumprimento dos acordos firmados e outras reivindicações específicas de cada órgão.

Melhorar os serviços públicos e a saúde são umas das principais pautas do movimento. Eles também reivindicam reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, investimento de pelo menos o mínimo constitucional na saúde pelo governo estadual, arquivamento do Projeto de Lei do Novo Estatuto dos Servidores, abono de retaguarda e emergência, além de melhores condições de trabalho.

Principais reivindicações das Centrais Sindicais
1 - Aumento geral dos salários
2 - Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
3 - Votação imediata pelo fim do Fator Previdenciário
4 - Fim das terceirizações - Contra o PL 4330
5 - Fim da dispensa imotivada
6 - Direito de greve e valorização dos servidores públicos
7 - Reforma agrária e apoio ao pequeno agricultor
8 - Saúde, educação e transporte público de qualidade
9 - Auditoria das grandes obras públicas
10 - Pelo direito dos aposentados e pensionistas
11 - Aprovação do piso estadual de Minas Gerais
12 - Redução das tarifas de luz
13 - Liberdade de manifestação e expressão e contra a violência policial
14 - Democratização da mídia
15 - Redução das tarifas do transporte, sem redução dos impostos
16 - Moradia digna para todos: não aos despejos

Atualizada às 20h30

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