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Segurança

PM vai manter companhias e bases em período de adaptação

Vans começarão a funcionar de tarde e parte da noite, e não há data para fechar primeira unidade

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Winston Costa
Winston Costa, comandante do policiamento da capital, falou à rádio Super Notícia FM
PUBLICADO EM 14/07/17 - 03h00

Antes de fechar dez companhias da Polícia Militar em Belo Horizonte e trocar esses prédios por vans, a corporação vai manter os dois tipos de serviço para uma fase de testes. O chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Winston Coelho Costa, informou que as bases de segurança serão usadas primeiramente à tarde e em parte da noite – períodos de maior demanda. A mudança de estratégia tem suscitado críticas entre moradores dos bairros afetados. Eles temem, entre outras questões, que as vans não recebam manutenção e que haja um distanciamento entre comunidade e polícia. Os testes não têm prazo para acabar, e não há data para o fechamento da primeira companhia.

“Avaliaremos se o ponto de lançamento (do veículo) atende a comunidade e cumpre o objetivo do emprego e da dinâmica operacional. Se der tudo certo, conforme a expectativa que temos, efetuaremos o recolhimento da companhia”, explicou o coronel.

Segundo o comandante, a cada três ou quatro quilômetros na capital, o cidadão terá acesso a uma base. Além dos militares dentro dos veículos, dois policiais em motocicletas vão ajudar no patrulhamento. Para colocar as 86 bases nas ruas, a PM vai mudar a gestão da tropa e levar para as ruas os cerca de 200 militares hoje responsáveis por manter o funcionamento dos prédios. “Não podemos nos dar ao luxo de manter um policial recebendo em torno aí dos seus R$ 4.000, R$ 5.000, R$ 6.000 para ficar olhando estrutura física”.

Esses policiais, que hoje trabalham no setor administrativo, vão receber treinamento para atuar nas ruas. “O treinamento é um ponto crucial que a PMMG muito observa e que não vai ser diferente no presente caso. Esse público será, sim, submetido a novo treinamento, que será realizado antes do seu emprego nas bases de segurança”, garantiu Costa.

Funcionamento. As bases vão ficar fechadas entre 2h e 6h – as 24 companhias da cidade ficam abertas em tempo integral. Esse é um dos pontos questionados pela população, que teme ficar quatro horas “desprotegida”. Winston Costa, porém, defende que não haverá espaço para o crescimento da criminalidade nesse tempo. “Eu vou manter as patrulhas de atendimento comunitário, as patrulhas de operação, o tático móvel, as Rotans, os pelotões de choque”, disse.

O comandante afirmou ainda que as companhias não são procuradas pelos moradores durante a madrugada. “A cada cinco dias, eu recebo uma pessoa (nas companhias) para registrar uma ocorrência nesse período (entre 2h e 6h)”, ressaltou.

Ação. As bases vão atender uma área de 3 ou 4 kms (menor que as companhias hoje – a PM não informou a abrangência atual). Serão 100 pontos de atendimento – 86 bases e 14 companhias.

Sem garantias

“O fechamento das companhias sinaliza um retrocesso. Mas, principalmente, essa tentativa escancara a fragilidade financeira do Estado, que visa conter despesas. E por isso não temos garantia do tempo que as bases permanecerão em substituição às companhias. No futuro, corremos o risco de ficar sem as companhias e sem as bases móveis.”
Vanessa Regina, 37
Bairro Padre Eustáquio

Insegurança

“No bairro São Paulo, estamos atravessando um problema porque o metrô deixou o bairro ilhado. Temos apenas uma saída. A presença da companhia inibe a atuação de traficantes de drogas da região. Já ouvi relatos de criminosos comemorando a saída da companhia. Os moradores estão com a sensação de perda de segurança.”
André Ascânio Matias de Almeida, 37
Bairro São Paulo

Complemento

“Nosso posicionamento é que se mantenha as companhias, as bases e as motos. No decorrer do tempo, a sociedade e os órgãos de segurança vão avaliar a eficácia, ou não, do novo modelo. Aumento de efetivo deve ser via concurso público e treinamento. As vans e as motos devem ser complementos do sistema existente.”
Fernando Santana, 57
presidente do Movimento das Associações de Moradores de Belo Horizonte


Minientrevista

Winston Costa
Comandante de Policiamento da Capital

As bases de segurança estarão fechadas entre 2h e 6h. A criminalidade não pode crescer nesse horário?

Não. A gente analisa minuto a minuto do dia e qual a demanda que eu tenho para o meu serviço operacional. Não deixo de ter os outros serviços, eu estou potencializando, descentralizando. Eu estou recolhendo a administração desse serviço (companhia). Então, vou manter as patrulhas de atendimento comunitário, as patrulhas de operação, o tático móvel, as Rotans, os pelotões de choque, que ficam na madrugada em condições de atuação em um caso mais pesado. Então, não é a estrutura física que vai fazer frente à criminalidade na madrugada.

A opção pelo fechamento de dez companhias da capital tem motivação financeira?

Eu não tenho problema em termos de investimento, de recurso, do Estado. Mesmo porque eu sou o comandante de uma capital que responde por 33% da criminalidade de todo o Estado. A gente precisa ir aperfeiçoando. A partir do momento que eu falo para vocês que eu tenho 20, 22 policiais cuidando de uma estrutura física (prédios das companhias), acho importante eu ter (à disposição do policiamento) mais de 200 policiais dessas dez companhias atendendo as pessoas nas ruas.

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