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Roni Peixoto é preso com 500 kg de droga

Apontado como braço direito de Beira-Mar em Minas, o acusado tinha o benefício da saída temporária.

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PUBLICADO EM 25/05/07 - 00h01

Apontado como um dos maiores traficantes de drogas de Minas Gerais, Roni Peixoto de Souza, 36, foi novamente preso ontem, no Jardim Alvorada, região Noroeste de Belo Horizonte, durante uma operação da Polícia Civil.

O bairro fica na mesma área que a Pedreira Prado Lopes, considerado o principal reduto do acusado. Outras três pessoas foram detidas na mesma ação: Eliane Peixoto de Souza, irmã de Roni, Renato Batista de Andrade e João Eduardo Rodrigues.

Este último é ex-cabo da Polícia Militar, segundo informações divulgadas ontem pela Polícia Civil. Com o grupo foram apreendidos cerca de 500 kg de maconha, além de veículos, celulares e um revólver Magnum 357, de fabricação brasileira.

A quadrilha foi levada para Divisão de Tóxicos e Entorpecentes de Belo Horizonte, no bairro Gameleira, onde até as 19h de ontem ainda eram ouvidos pelo delegado titular da divisão, Vanderson Gomes.

Todos os presos e o material apreendido durante a operação, iniciada ainda na noite de quartafeira, serão apresentados hoje à tarde. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Defesa Social, Roni Peixoto foi condenado em 1997 a mais de 12 anos de prisão por tráfico de drogas.

Ele cumpria a pena na Penitenciária José Maria Alkimim, na Grande Belo Horizonte. Conforme informações da secretaria, no último dia 9, o traficante ganhou na Justiça um benefício de saída temporária.

Pelo documento expedido pela juíza Simone Andrea Silva, da comarca de Ribeirão das Neves, Roni Peixoto poderia ficar fora do presídio para trabalhar das 6h às 19h. A reportagem tentou falar ontem à noite com a juíza sobre o benefício, mas ela não foi encontrada no fórum.

Beira-Mar
Quando preso pela primeira vez, em fevereiro de 1995, Roni Peixoto chegou a ser considerado braço direito de um dos maiores traficantes do país, Fernandinho Beira- Mar.

Dois anos mais tarde, em 1997, Beira- Mar fugiu do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte, ao supostamente subornar policiais. Em setembro de 2003, Peixoto conseguiu direito ao livramento condicional.

Na ocasião, ao deixar a cadeia, o traficante foi recebido pela comunidade da Pedreira Prado Lopes, seu principal reduto, com um grande churrasco, mas o clima de festa durou pouco.

Dois meses depois, Roni teve prisão provisória decretada pela Justiça, sendo novamente detido e levado para a Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas. Em junho de 2005 ele pediu transferência para a Penitenciária Nelson Hungria e foi atendido.

Em dezembro do ano passado, ele foi levado para a Penitenciária José Maria Alkimim, em Ribeirão das Neves. Na mesma época ele conseguiu a progressão de regime fechado para o semi- aberto por ter cumprido 2/3 da condenação por tráfico de drogas.

Pesquisa
Um levantamento encomendado pelo Instituto dos Advogados de Minas Gerais ao Instituto Vox Populi apontou que 97% dos mineiros consideram que o tráfico de drogas aumenta o índice de criminalidade.

Foram ouvidos 2.256 moradores de Minas Gerais entre os dias 10 e 12 de abril. A adoção da pena de morte para combater a criminalidade dividiu opiniões. Entre os consultados, 46% defendem o sistema, enquanto 44% são contrários à medida.

Trinta são presos no Sul de Minas por tráfico
ERNESTO BRAGA

Trinta pessoas foram presas, incluindo a apreensão de dois menores, na operação Aliança, realizada ontem em Cambuí, Itajubá, Senador José Bento, Bom Repouso e Córrego do Bom Jesus, municípios do Sul de Minas localizados num raio de 50 km.

Todos são acusados de envolvimento no tráfico de drogas. Os líderes da quadrilha, conhecidos como Chapa e Japão, já tinham sido presos. Segundo o delegado seccional de Extrema, Carlos Eduardo Pinto, eles continuavam comandando o esquema criminoso de dentro da cadeia.

O delegado afirmou que o grupo tinha ligação com facções criminosas de São Paulo, onde buscava a droga. A operação contou com a participação de 156 policiais civis, militares e rodoviários federais. Dez pessoas não foram localizadas e passaram a ser consideradas foragidas.

"As investigações foram iniciadas em novembro do ano passado e constatamos que 46 pessoas tinham ligação com a quadrilha. Seis já estavam presas", explicou o delegado. De acordo com ele, mesmo presos, Chapa e Japão continuavam coordenando a quadrilha através de ordens enviadas por familiares e amigos.

A mãe e a irmã de um dos líderes, segundo o delegado, estão entre as pessoas capturadas ontem. A maior parte do grupo tinha a tarefa de buscar a droga em São Paulo.

"Eles usavam motos e carros particulares e buscavam sempre em pequena quantidade, mas com muita frequência. Depois distribuíam a droga", explicou.

A maior parte do grupo é formada por jovens que não exercem nenhuma profissão ou estão desempregados. Foram apreendidos duas motos, um veículo com o chassi adulterado, cerca de 400 g de cocaína e crack, telefones celulares e dinheiro.

Beira-Mar viaja para o Rio

RIO DE JANEIRO " O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira- Mar, chegou ontem ao Rio de Janeiro para acompanhar os depoimentos de três testemunhas de defesa em um processo na 5ª Vara Criminal Federal.

Ele é acusado de lavagem de dinheiro, tráfico internacional de drogas e de crime contra o sistema financeiro. Hoje ele será julgado no 4º Tribunal do Júri da capital em outro processo, no qual é réu por associação para o tráfico de drogas. Ele será defendido pelo advogado Francisco Santana.

Preso em regime de isolamento no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, ele passaria a noite no Rio em local não divulgado. O custo do deslocamento entre Catanduvas e o Rio foi estimado em R$ 50 mil só para combustível do avião, segundo cálculos da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

Beira-Mar conquistou no Supremo Tribunal Federal o direito de acompanhar pessoalmente os depoimentos. A primeira vez que isso aconteceu, também no processo da 5ª Vara Criminal Federal, foi em março, quando depuseram seis policiais que atuaram na prisão do advogado Paulo Roberto Cuzzuol, em 2004.

Ele foi detido quando tentava entrar no Paraguai com US$ 320 mil. De acordo com a polícia, o dinheiro pertencia a Beira-Mar e o advogado atuava sob ordens do traficante. O aparato de segurança utilizado ontem também não foi divulgado pela Polícia Federal (PF).

Em março, pelo menos 50 agentes, 12 carros e nove motos, além do avião que o transportou, foram mobilizados no Rio para escoltar o traficante. Beira- Mar desembarcou ontem no Rio em um avião da Polícia Federal (PF).

A aeronave é a mesma usada para transportar os bicheiros Fernando Iggnácio e Rogério Andrade, que embarcaram hoje para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde cumprirão pena em um presídio federal. Na chegada de Beira- Mar ao Rio, os três criminosos tiveram tempo de trocar algumas palavras.

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