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Suspensão temporária

Samarco pretende conceder novo layoff aos funcionários de Mariana

Para presidente do sindicato Metabase, a solução é a "menos pior" para os trabalhadores

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Fundão
Rompimento da barragem de Fundão, em 2015, foi a maior tragédia socioambiental do país
PUBLICADO EM 20/04/17 - 20h55

Os empregados da mineradora Samarco, que estão parados desde novembro de 2015, quando ocorreu a ruptura da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central do Estado, votarão na próxima quarta-feira (26) se aceitam uma nova proposta de suspensão temporária do contrato de trabalho – conhecida como layoff

Se aprovada em assembleia, a interrupção contratual terá início no dia 1º de junho e seguirá até o dia 31 de julho, com a possibilidade de prorrogação por até três meses.

Desde o desastre em Mariana, outros dois acordos desse tipo foram aceitos pelos empregados. O primeiro aconteceu entre 25 de janeiro e 25 de abril de 2016 e o segundo entre 25 de abril e 25 de junho do mesmo ano.

A proposta foi elaborada em conjunto pela Samarco e pelos sindicatos Metabase, de Mariana, e Sindimetal, que representa os empregados da mineradora no Espírito Santo, durante uma reunião em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (20).

De acordo com o presidente do Metabase de Mariana, Ronaldo Bento, a solução é a “menos pior” para os empregados diante do cenário econômico em Mariana. “O desemprego em nossa cidade já chega a 24%. É um número muito, muito alto.”, ponderou. “Discutimos todas as soluções possíveis para evitar as demissões. Sendo assim, acredito que quase 100% dos trabalhadores aceitarão esse terceiro layoff”, completou.

Com o layoff, o contrato de trabalho e o pagamento do salário são suspensos. Por outro lado, os empregados afastados têm direito a receber um bolsa de qualificação paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Para que não haja prejuízos aos trabalhadores, a Samarco propôs oferecer uma ajuda de custo complementar até atingir o valor do salário líquido de cada um. No momento, a empresa mantém um quadro próprio de cerca de 1.800 empregados.

A expectativa da Samarco é retomar sua produção no segundo semestre deste ano, o que depende da obtenção das licenças necessárias junto aos órgãos públicos de fiscalização ambiental. A Cava de Alegria do Sul, em Ouro Preto, deverá funcionar como o novo depósito de rejeitos.

*Com Agência Brasil

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