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EM ITUIUTABA

Mulher tenta enganar 'crush' virtual e forja o próprio sequestro em MG

Se passando pelo sequestrador, dona de casa pediu R$ 50 mil de resgate; próximo passo, segundo a polícia, era forjar a morte para ficar livre do namoradinho; para reportagem, suspeita nega crime

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Mulher responderá em liberdade por falsa comunicação de crime
PUBLICADO EM 26/05/17 - 11h18

Uma namoro virtual entre "Eduardo" e "Elena" virou caso de polícia e foi resolvido em uma delegacia de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, nesta semana. A mulher de 49 anos foi presa por forjar o próprio sequestro e tentar extorquir R$ 50 mil do "crush".

A história entre Eduardo e Elena começou há cerca de 60 dias, quando os dois se conheceram pelo Facebook. Porém, o homem começou a ser enganado logo no começo. Elena, na verdade, é um nome falso inventado pela suspeita.

“Eles nunca se viram pessoalmente. A ‘Elena’ usava a foto de uma jovem para conversar com o homem, que está na faixa etária de 30 anos. Durante os dois meses, ele se apaixonou e chegou a pedir demissão do serviço para ir morar em Ituiutaba perto dela”, contou o delegando Carlos Fernandes.

Na última terça-feira, Eduardo, que mora em Capinópolis, na mesma região, recebeu uma mensagem do celular da namorada. No texto, a mulher contava que, ao passar de carro em uma estrada de Centralina, também no Triângulo, com um irmão e um primo, foi abordada por sequestradores. Após rodar um tempo com as ‘três vítimas’, a dupla liberou os homens e seguiu para Aparecida de Goiânia, em Goiás, com a mulher.

“A partir de então, um dos sequestradores começou a mandar mensagem exigindo R$ 50 mil de resgate ou a mataria. O suposto criminoso também ordenou que a polícia não fosse acionada. No entanto, o homem procurou a delegacia. Como ele sabia que a namorada morava em Ituiutaba, nós fomos acionados e começamos a cruzar as informações”, explicou o policial.

Fim da farsa

Durante as investigações, a polícia foi até a casa de 'Elena', onde ela foi encontrada e confessou a farsa. A mulher estava com dois celulares. De um, ela se passava pelo sequestrador. Já no outro, era uma tia dela. “Essa tia, que também nunca existiu, mandava mensagem dizendo que a família estava desesperada com o sequestro. Com a farsa descoberta, os dois se encontram pela primeira vez na delegacia. Ele disse que estava apaixonado e foi enganado. Ela afirmou que inventou a mentira porque o homem estava pegando muito no seu pé”, disse Fernandes.

Ainda conforme o delegado, após o falso sequestro, a suspeita tinha a intenção de forjar a morte para não manter mais relações com o namorado virtual.

“Ela não chegou a passar nenhum número de conta para depósito, mas nos contou que pretendia, ainda se passando pela tia, dizer que a ‘sobrinha’ havia sido assassinada pelos sequestradores”, afirmou o delegado.

A mulher foi conduzida à delegacia, onde foi ouvida e liberada. Ela responderá por falsa comunicação de crime. A pena varia de um a seis meses de prisão.

Enganado, Eduardo não foi localizado para comentar o caso.

"Não fiz isso. Sou uma viúva de respeito", diz mulher

A reportagem de O TEMPO conseguiu localizar a suspeita na casa em que ela mora com os filhos e a mãe. Por telefone, a mulher se disse injustiçada e negou o crime.

“Sou uma viúva de respeito. Jamais comecei nenhum namoro pelo Facebook. Há alguns meses, o meu chip foi clonado e passei a ter problemas com os aplicativos que estavam em meu celular. Já tentaram mexer na minha conta bancária e devem ter feito isso também com o Face”, se defendeu a dona de casa.

No entanto, ao ser questionada em relação ao depoimento à polícia, em que confessou o crime, a suspeita quis encerrar a ligação.

“Eu tenho apenas um Facebook para falar com familiares e amigos. Não vou comentar esse caso mais. Tudo ficará com meu advogado agora”, finalizou. 

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