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'Baleia Azul'

Boato de que crianças seriam mortas assusta moradores de Ipanema

A mensagem que circula nas redes sociais diz um participante do jogo suicida iria distribuir balas envenenadas a 30 crianças do município do Rio Doce

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BOATO BALEIA AZUL
A mensagem assustou os pouco mais de 18 mil habitantes da cidade
PUBLICADO EM 19/04/17 - 13h16

Os moradores da pequena Ipanema, na região do Rio Doce, - que tem pouco mais de 18 mil habitantes -, está assustada desde a tarde de terça-feira (18) depois que uma mensagem envolvendo o jogo Baleia Azul passou a circular em redes sociais. No texto, que é considerado um boato pela Polícia Militar (PM) do município, um suposto jogador afirma que cumpre um dos desafios do jogo suicida, que consistiria em matar 30 crianças envenenadas. 

"Oi me chamo Lucas e estou no desafio da baleia azul. Moro na cidade de Ipanema MG e estou no décimo desafio que é dar balas envenenada pra 30 criancas de 3 escolas diferentes", diz a mensagem. Ainda de acordo com o texto, o jovem teria escolhido três escolas da cidade: as escolas estaduais Nilo Morais Pinheiro e Imaculada Conceição e, também, outra identificada apenas como "escolinha do campo". 

"Peço desculpas às mães, mas tenho que cumprir ou eles vem atrás de mim. Sinto muito pelo filho de vocês. Desafio aceito", finaliza o texto. 

Logo após o início da circulação da mensagem, a PM começou a receber centenas de ligações de moradores preocupados com a denúncia. "Foram muitos os pais preocupados que ligaram para o 190, mas a gente está tratando como uma brincadeira de mau gosto, já que a mesma mensagem circulou em outras cidades da região, mas o autor do boato pegou o nome das escolas da cidade e acrescentou", afirmou o comandante do município, tenente Bruno de Miranda Fernandes. 

Ele afirma que nas lista de desafios do jogo da baleia azul, todos são voltados apenas para o jogador, e não visam afetar outras pessoas, como crianças pequenas. "De qualquer forma as escolas já foram orientadas, os professores já passaram para os estudantes e reforçamos o policiamento no horário da saída da aula para evitar qualquer problema", concluiu o militar. 

O TEMPO conversou com o diretor de uma das escolas citadas na mensagem, a Nilo Morais Pinheiro, que tem 74 anos e cerca de 800 alunos. "Assim que recebemos a mensagem tomamos todas as providências cabíveis. Fechamos a escola e reforçamos a nossa entrada. Também passamos nas salas orientando os professores e alunos para não receberem nenhum tipo de doce na rua, bem como notificamos a PM, que prontamente veio aqui e nas outras escolas citadas", explica Robson Nogueira. 

Ainda de acordo com o diretor, o tema está sendo tratado por pedagogos em sala de aula e uma palestra está sendo preparada para orientar os pais. "É em casa que precisam ficar de olho, já que é lá que eles têm acesso à redes sociais. Estamos fazendo o máximo para dar segurança aos pais e alunos", finalizou. 

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