Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Zona da Mata

Adolescente é suspeita de matar enteada de 1 ano asfixiada em Manhuaçu

A menor de 17 anos cuidava da criança enquanto o companheiro trabalhava e, segundo vizinhos, constantemente eles ouviam choros abafados, chegando a avisar ao pai que a suspeita estaria agredindo a menina

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
UPA MANHUAÇU
Polícia foi acionada após médicos da UPA da cidade verem indícios de agressão
PUBLICADO EM 19/07/17 - 12h39

Uma garotinha de 1 ano e cinco meses morreu, na tarde dessa terça-feira (18), em Manhuaçu, na Zona da Mata, após ser espancada e enforcada pela madrasta, uma adolescente de 17 anos. Segundo relatos de vizinhos, a menor cuidava da criança enquanto o companheiro trabalhava, sendo que constantemente eles ouviam choros abafados e chegaram a avisar ao pai que a suspeita estaria agredindo a menina.

A garotinha deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade por volta das 14h40, levada pela madrasta, porém, já estava sem vida. Conforme o registro da Polícia Militar (PM), o médico de plantão contou que, devido aos sintomas, acreditava que a morte teria ocorrido cerca de quatro horas antes. Ele também constatou ferimentos na boca e nariz da menina.

Em conversa com a madrasta, os militares só foram informados que a adolescente não era mãe da menina após mais de 1h no local, sendo que a genitora da vítima se encontra presa. Na versão dela, a criança estava bem e a colocou para dormir após o almoço, encontrado-a mais tarde espumando pela boca e já desacordada.

Segundo informações, a mulher levou a criança para o hospital no colo, a pé, percorrendo quase 2 km sem pedir ajuda para o socorro. Ela também trocou a roupa que a menina vestia antes de levá-la à unidade de saúde. Questionada sobre o porquê de ter agido assim, a suspeita disse não saber o motivo de não ter procurado ajuda e que trocou de roupa pois a vítima estava de vestido e, por achar que ela estavam muito fria, resolveu colocar uma calça nela.

Com os fortes indícios de agressão, os policiais resolveram ir até a casa onde a menina vivia com o pai e madrasta, onde ninguém foi encontrado. Porém, alguns vizinhos do casal passaram a relatar as suspeitas de agressão, já que sempre ouviam choros quando o pai não estava em casa.

Além disso, o Conselho Tutelar informou que na semana anterior receberam uma denúncia de maus tratos após a menina ser levada para o hospital com queimadura em um dos pés. A adolescente alegou que estava esquentando água para dar banho na enteada e, ao trombar com ela, acabou derramando o líquido fervendo em seu pé.

O pai da criança, de 36 anos, também foi ouvido pelos policiais. Ele disse que saiu para trabalhar por volta das 5h, após alimentar a filha e, ao chegar em casa na parte da noite, ficou sabendo pelos vizinhos da morte. Ele também confirmou que já havia sido alertado pelos vizinhos sobre a possibilidade da filha ser agredida pela companheira dele, porém, nunca desconfiou de maus tratos já que nunca encontrou machucados ou hematomas na criança.

Já na parte da noite de terça, o médico legista identificou a causa da morte da vítima como por asfixia mecânica, que é quando algo ou alguém aperta o pescoço da vítima. Diante disso, a adolescente foi apreendida em flagrante.

Família

Estão circulando entre os moradores da cidade diversos áudios que são atribuídos à avó da criança morta. Em uma das mensagens, uma senhora conta com a voz embargada que a madrasta "deu uma surra" e matou a netinha. "Meu filho está no maior desespero, dormia abraçado com essa menina", disse a senhora.

Em outra mensagem que circula entre a população, a avó conta que seu filho não confiava em deixar a filha em creches. "Ele nunca deixou colocar ela em creche porque não confiava. A mãe (que está presa) mexe com droga e ele nunca quis ela na creche para a namorada cuidar e ela vai lá e dá uma surra na menina", finaliza o áudio. 

O que achou deste artigo?
Fechar

Zona da Mata

Adolescente é suspeita de matar enteada de 1 ano asfixiada em Manhuaçu
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (2)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter