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Centralina tem todos os seus vereadores presos 

O esquema, segundo o MP, reunia empresas-fantasma que “criavam” notas fiscais com gastos não existentes para os gabinetes parlamentares

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PUBLICADO EM 29/01/16 - 04h00

Todos os nove vereadores da Câmara Municipal de Centralina, cidade de 10 mil habitantes localizada no Triângulo Mineiro, foram presos nos últimos dias por corrupção. Eles são investigados pelo Ministério Público de Minas Gerais desde o ano passado por conta da suspeita de terem desviado dinheiro público por meio de notas fiscais falsas.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os nove parlamentares fraudaram notas fiscais para desviar valores referentes à verba indenizatória da Câmara.

O esquema, segundo o MP, reunia empresas-fantasma que “criavam” notas fiscais com gastos não existentes para os gabinetes parlamentares. Com a apresentação da nota, a Câmara restituía os valores ao vereador.

Na primeira fase da operação, ocorrida na semana passada, quatro vereadores foram presos. Todos renunciaram aos cargos em seguida. Entre os apreendidos estavam o presidente da Casa, vereador Eurípides Batista Ferreira (PROS), que também é presidente municipal do seu partido, o primeiro secretário da Câmara, Hélio Matias (PSL), e os parlamentares Carla Rúbia (SD) e Roneslei do Carmo Soares (PR). Eles ainda cumprem prisão domiciliar.

Nesta quinta, os vereadores Ismael Pereira Peres (PT), Rodrigo Lucas (SD), Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sônia Martins de Medeiros Rosa (PP) e Cleison Vieira (PDT) também foram detidos.

O Ministério Público entrará com ação civil na Justiça por conta dos crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O Aparte tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Centralina e com os advogados do presidente da Casa, mas, por conta do recesso de janeiro, as chamadas não foram atendidas. Quando os trabalhos retornarem, os suplentes devem assumir as vagas.

Pires na mão

Enquanto o Estado enfrenta dificuldades para fazer pagamentos de servidores e executar outros compromissos, a cúpula do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) tem reunião hoje com secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, para pedir mais dinheiro. A direção do IMA vai solicitar o aumento do Orçamento em mais R$ 8 milhões. O órgão perdeu recentemente um convênio com o Ministério da Agricultura que cobria esse valor. Além disso, por falta de cumprimento de metas, o IMA terá que devolver R$ 2 milhões aos cofres federais, que não foram gastos no convênio.

Viana está fora

O apresentador de televisão e rádio Carlos Viana anunciou em seu perfil no Facebook que não será candidato à Prefeitura de Belo Horizonte. Viana agradeceu o convite feito pelo PRB para que ele participasse da disputa eleitoral. “Eu reconheço que ainda não tenho a experiência necessária para atender os requisitos exigidos para o cargo”, justifica o comunicador. Entretanto, o apresentador não descarta participar da vida política partidária. A resposta indica que Viana deve seguir o caminho de seus colegas de profissão, que garantem mandatos parlamentares para começar a carreira na vida pública. Assim se deu, por exemplo, com João Vítor Xavier (PSDB), Laudívio Carvalho (PMDB) e Mário Henrique Caixa (PCdoB) nos últimos anos.

FOTO: MOISES SILVA
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Escritor.  Em visita ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o deputado Durval Ângelo (PT) autografou seu livro “Tempos Sombrios” para o presidente da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), José Silvério Perdigão. A obra reúne uma coletânea de artigos que o parlamentar publicou em O TEMPO.

R$ 22 mil É O VALOR que a Defensoria Pública de Minas Gerais empenhou para a compra de 150 webcams. O órgão diz que o objetivo é aumentar a segurança da Casa.

Indenização

A Comissão de Serviço Público da Câmara Federal aprovou proposta que assegura aos dependentes de policiais civis e militares e bombeiros militares mortos no cumprimento do dever o recebimento de uma indenização correspondente a 12 vezes a última remuneração do servidor. Segundo a proposta, a indenização será paga quando o militar morrer em decorrência da sua função, mesmo que esteja de folga. Relator da comissão, o deputado Laerte Bessa (PR-DF) alterou o texto para estender o benefício aos policiais civis, os quais, segundo ele, estão sujeitos a riscos funcionais similares aos dos policiais militares. O projeto, que tramita de forma conclusiva, será analisado agora pelas comissões de Finanças e de Constituição.

Macri e os petistas

A eleição de Mauricio Macri na Argentina coloca em evidência os modelos diferentes de administração política e de economia em voga na América do Sul. A recente medida, adotada por Macri, de reduzir os subsídios na conta de luz, provocando um aumento de mais de 200% na conta dos consumidores, foi praticamente festejada pelos petistas, que deram ampla repercussão à decisão. Durante a disputa presidencial no país vizinho, Macri foi apresentado como um político semelhante a Aécio Neves (PSDB), em contraposição ao governo de Cristina Kirchner, aliada da presidente Dilma Rousseff (PT). Desde então, todas as medidas adotadas por ele têm tido grande repercussão no Brasil, apresentadas como se fossem um reflexo do que seria o governo do tucano.

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