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Festival Vibra promove encontros da arte

Lenine, Renegado e Nação Zumbi se apresentam ao longo do evento, que começa nesta sexta-feira (1) e vai até domingo

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Renegado
Renegado vai cantar sucessos de Jorge Ben Jor
PUBLICADO EM 01/09/17 - 03h00

A morte de Chico Science (1966-1997), há duas décadas, não impediu que a força de seu legado permanecesse viva. Como prova, o Festival Vibra promove desta sexta-feira (1) a domingo (3) o encontro de várias vertentes artísticas em prol de uma manifestação cultural ampla que saúda, justamente, um dos valores reverenciados pelo Manguebeat: a diversidade.

Além de shows com nomes consagrados e outros em busca de seu lugar ao sol, o evento recebe, no parque municipal, intervenções de rua como “Grafite ao Vivo”, “Feira Nossa Grama Verde”, “Feira Fresca”; apresentações de DJs; torneio de basquete e práticas de skate e slackline. Companheiro de Science desde os primórdios da Nação Zumbi, Jorge Du Peixe, que assumiu os vocais após a morte do amigo, sobe com a banda ao palco já no primeiro dia.

“Festival é sempre importante, é resistência e mobilização, é legal juntar tudo, ainda mais nesse momento do país. Basquete, hip-hop, skate, todos juntos na mesma vibração”, enaltece Du Peixe, que garante ter selecionado para a apresentação músicas que vão agradar ao público.
“Em 1 hora e 20 minutos de show dá para tocar os clássicos e ir até o nosso último disco. Vai ser um repertório ultravariado”, afiança Du Peixe. Entre as confirmadas, “Maracatu Atômico” e “Cicatriz”, esta uma homenagem a Science.

“Só de subir no palco nos vem a memória do Chico”, admite o músico, que revela, ainda, projeto de disco. “Queremos lançar até o final de setembro. São versões, algumas de Roberto e Erasmo Carlos”.

Carbono. Neste sábado (2), um dos espetáculos mais esperados será o do pernambucano Lenine. O compositor não esconde que se trata de uma despedida. “É celebrador, estou encerrando, aqui, a turnê do ‘Carbono’, meu disco mais recente”, informa o cantor.

Apesar disso, a apresentação não ficará restrita ao último lançamento. “O ‘Carbono’ tem 11 músicas, e vou cantar todas, mas, no meio do show, abro uma janela para cantar coisas pontuais que as pessoas também querem ouvir, vira um momento mais íntimo”, observa, e enumera alguns de seus muitos sucessos, casos de “Sonhei”, “Paciência” e “Magra”.

Sobre o futuro, o compositor repete seu mantra. “Do que será não dá para falar, só do que já foi. Quando se está criando é tudo muito volátil, em processo. Este ano me despeço do ‘Carbono’, vamos ver o que o futuro traz por aí”, sublinha.

A contragosto, é o presente que não tem animado Lenine. “Como cidadão, tenho que ser honesto. Ando desiludido, doído, com tantas coisas escusas acontecendo sempre na madrugada, ali pelas 11 da noite, claro que isso também interfere no meu trabalho”, sustenta.

Outra atração deste sábado (2) é o show do rapper mineiro Flávio Renegado. Afora os sucessos da carreira, ele aproveita a oportunidade para cantar músicas de Jorge Ben Jor. “Ben Jor é uma das maiores referências da minha vida. Já estamos rodando com esse repertório por outras cidades e a ideia de um disco está amadurecendo”, aponta, sem esquecer de mandar o seu recado.
“Esse festival traz o diálogo de várias linguagens, é o que estamos precisando agora”, diz.

Serviço. Festival Vibra, de hoje (1º) a domingo (3), às 19h, no Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1.377, centro). De R$ 20 a R$ 30 (inteira). Com Lenine, Nação Zumbi e outros.

FOTO: Flora Pimentel/divulgação
Lenine
Lenine se despede do álbum “Carbono” em apresentação que também trará sucessos como “Paciência” e “Sonhei”

 

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