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Cinema

'Fala Sério, Mãe!' é uma comédia típica do período de férias de verão

Apesar de cobrir a infância e parte da juventude de Malu, o filme não tem muita coesão e nem ritmo, principalmente na segunda parte

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Larissa Manoela e Ingrid Guimarães
Larissa Manoela e Ingrid Guimarães em cena de “Fala Sério, Mãe!”
PUBLICADO EM 28/12/17 - 03h00

SÃO PAULO. O convencionalismo é a marca registrada de “Fala Sério, Mãe!”, comédia típica do período de férias de verão, dirigida a toda a família. Adaptado do livro homônimo que foi o primeiro sucesso de Thalita Rebouças, o filme fala das alegrias, agruras e frustrações que envolvem a relação mãe-filha.

A narrativa acompanha Ângela Cristina (Ingrid Guimarães) e a filha Maria de Lourdes (Larissa Manoela), a Malu, desde o nascimento desta até o fim da adolescência. A primeira parte, que vai até os 15 anos da garota, é narrada por Ângela; a segunda, por Malu.

Ingrid compõe Ângela de modo previsível, dentro do seu registro habitual, o da mulher ativa, contemporânea e desbocada. O humor que pretende criar reside sobretudo na defasagem entre a realidade e as neuroses da personagem, levadas aqui ao extremo.

A mesma desmedida se desdobra na verborragia de Ângela, que fala vertiginosamente sobre temas importantes ou banalidades, pouco importa. Além de não ter muita graça, o longa acaba sendo repetitivo e cansativo.

Diante de uma mãe desvairada como essa, cujas perturbações e preocupações fazem dela uma caricatura da mãe superprotetora, a pobre filha acumula momentos embaraçosos às dezenas. A cena do ônibus mostra à perfeição a que ponto o constrangimento pode chegar, e o que é pior, sem ter a menor graça.

Essa superproteção deformada pelo excesso tem evidentes referências na igualmente tagarela e absurdamente zelosa Dona Hermínia, personagem de Paulo Gustavo em “Minha Mãe É uma Peça”. Não por acaso, Gustavo faz uma ponta no filme.

Apesar de cobrir a infância e parte da juventude de Malu, o filme não tem muita coesão e nem ritmo, principalmente na segunda parte: parece uma sucessão de gags, de esquetes mais ou menos forçados. A fórmula do humor é sempre a mesma, o velho estereótipo do “a gente briga, mas a gente se ama”.

Feito com a intenção deliberada de buscar a identificação com o maior número de pessoas possível, o filme toca em várias questões e situações relativas à família e aos filhos, da separação dos pais à sexualidade adolescente, passando pela independência e os primeiros passos na vida profissional da garota. Mas é tudo de passagem, sem aprofundamento.

A relação entre mãe e filha é tão voraz que os dois irmãos de Malu são presenças meramente decorativas. O pai, que tem alguma função na primeira parte, praticamente desaparece na segunda. Os demais personagens secundários também são irrelevantes.

Na mesma linha estão as participações especiais de Paulo Gustavo e Fábio Junior, como eles mesmos, simples exercícios de autopromoção que nada acrescentam. (Alexandre Agabiti Fernandez)

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